Cap 6 Sua identidade

EULÁLIA

“Certo. São mesmo uma decepção.” Eu estava feliz por não fazer mais parte deles.

— Acha que ele aguenta um tapa? — riram entre si.

— Se você aguentar um osso quebrado, ele aguenta um tapa, sim! — eu gritei, para chamar a atenção de todos para mim e dificultar a tentativa do outro de me pegar de forma silenciosa.

O loiro me encarou no momento em que percebi que aquele que tentava me pegar dentro do carro havia se escondido atrás de alguma coisa.

— Ela está louca. Devemos matá-la também.

— Não vamos esperar o conselho?

— Claro que não. Não vê que ela está se confiando em um humano? É patético.

— Que tal você vir aqui dar um tapa nele? — insisti de novo. O loiro olhou para mim e então soltou uma risada divertida.

“Eu espero que não seja uma tentativa de fuga.” — disse ele na minha cabeça. Era uma voz tão prazerosa que me deixou tímida.

“Você é o único ceifador aqui. Vá em frente. Eu estarei aqui. Prometo!” Selei os dedinhos acima da porta do carro que eu ainda segurava.

“Aquele cara atrás do carro com certeza não é seu bote salva-vidas.” — fiquei impressionada por ele ter percebido.

“Desde quando o viu?” Não escondi a surpresa.

Ele riu, então ouvimos a voz do líder do grupo que veio me pegar falando:

— Eu vou realizar o desejo dele. — veio devagar.

Seus passos lentos eram uma tentativa ridícula de assustar meu ceifador.

— Eu não vou escolher uma forma para você morrer. — o loiro falou.

— Ele não precisa dessa regalia. — eu ri.

— Mas aquele amigo atrás vai ter uma morte rápida. Eu odeio covardes. — rosnou o loiro e, de repente, sumiu.

O líder do grupo ficou tão surpreso quanto eu. Ouvimos ossos se partindo e gritos, e, na mesma velocidade que sumiu, ele reapareceu com um corpo ensanguentado.

— Tsk! Desculpe! Eu não resisti a quebrar seus ossos. — jogou o corpo sem vida no chão.

Meus dedos tremeram, eu me arrepiei de medo.

“Isso que aconteceria comigo?”

Todos deram um passo para trás, assustados.

— Que loucura é essa?

— Que d***os!

— O que esse louco é? — o líder recuou.

— Um vampiro, talvez? — se afastaram.

O loiro rosnou alto, fazendo todos estremecerem.

— Tem algo mais que queiram me comparar? — sua voz soou mais alta, mesmo sem gritar, quase ao nível alfa.

“Minha nossa!” Quase soltei a porta do carro quando o vidro da janela vibrou.

Pensei no que aconteceria se ele usasse seu comando de forma proposital e em alto tom. Consegui visualizar os vidros quebrando de todos os carros e nossas audições aguçadas tremendo ainda mais como agora.

Quase tive meus joelhos dobrados, exigindo submissão, mas ele me lançou um olhar de soslaio.

— Entre no carro e feche a porta!

Não precisou falar novamente. Minhas pernas tremeram, e eu duvidei que aquela sensação passaria tão breve quanto desejava. Tudo em mim me mostrava o quanto eu estava entregue a qualquer ordem dele.

“Esse tipo de comando existe mesmo?” Não tinha certeza se era apenas porque eu não tinha uma alcateia agora e necessitava de um alfa, ou se ele era mais do que pensei.

Mesmo me sentindo intimidada, olhei pela janela, já que, por sorte, ele não me proibiu daquilo.

Me arrependi imediatamente de ter feito isso. Meu ceifador tirou a vida de todos com apenas um único golpe em cada um, sem comando, sem perder tempo. Ele caçou cada um, até o último, e os descartou dentro da floresta.

Logo surgiu como um fantasma de tão veloz. Meu coração saltou e doeu de tamanho susto.

“Caramba!”

Ele entrou no carro com algumas manchas pela roupa, principalmente no rosto e nas mãos.

Olhando pelo retrovisor, ele notou meus olhos grandes.

— Pensa que sou vampiro também, lobinha? — ironizou, mostrando o quanto era incomodado com a comparação que fizeram dele.

— Eu não me atreveria a comparar. — murmurei.

— E por quê? Já sabe o que sou? — sorriu pelo retrovisor.

— É o único que sei que é capaz de controlar de um lobo solitário ao lobo com matilha. Mas eu não consigo pensar em quem seja… — confessei, ainda abalada pelos acontecimentos.

Ele nos tirou do lugar, sem mais conversa. Enquanto isso, meus dedos eram apertados por mim mesma em nervosismo. Eu não sabia se a segurança que sentia antes com ele era ilusão ou se só sufocava pelo medo.

Então, depois de um bom tempo na estrada, passamos por vários lugares e montanhas. Achei que nunca deixaria aquele carro, até chegarmos ao castelo.

“O que fazemos aqui?” Me perguntei, meu corpo tremendo levemente.

“Não me diga que ele conhece o supremo? Eu vou conhecê-lo?” No fundo, eu sentia uma admiração pelo rei dos lobisomens.

— Algum interesse no supremo? — ele parou o carro depois do imenso jardim.

— Quem não teria? Seria loucura. — digo de repente, no automático.

— Para quê serviria isso se você está tremendo feito uma garotinha só pelo que viu? — tirou seu cinto e abriu a porta. Fiz o mesmo, mas me ajudaram no processo.

— Sim, supremo! — ouço alguém dizer.

Meus lábios se separaram, impressionados.

— Você é o supremo alfa?

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