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CAPÍTULO 3 - ANTÔNIO🤵

O que será que Renato estaria pensando? Estava tão quieto, tinha-a evitado a viagem inteira. Já estavam na Bélgica e se lhe dirigiu duas palavras, fora muito. Bem, deixa Renato prá lá se não quer falar com ela. O problema era dele, deve ser paixão recolhida, pensou Suzana. Será que alguém, finalmente, conseguiu fisga-lo? Renato saía com as mulheres mais lindas que já tinha visto, mas nunca se prendeu a ninguém. Seria bom se ele amasse de verdade uma mulher. Mal sabia Suzana que estava bem perto da verdade.

Suzana! O que está acontecendo com você? Está todo mundo te esperando. Ela olhou em volta cheia de vergonha; tinha saído para o seu mundo particular, de novo. Desculpe, gente. É que estou extasiada.

Estava maravilhosamente frio na Bélgica e o carro que os esperava tinha aquecedor. Graças a Deus!

Passaram pela fronteira logo após Henrique resolver alguns contratos em Bruxelas. Deram outra parada de meia hora, em Lens, cidade do norte da França, a 199 Km de Paris. Depois, partiram em direção à Saint-Denis, onde ficariam hospedados.

Quando o carro estacionou em frente a uma mansão, e Henrique anunciou que dormiriam ali, duas noites, Tadeu, o contrabaixista não se conteve e perguntou de quem era aquela casa. Henrique respondeu que era a residência de inverno dos Mouras.

Suzana estava embasbacada até agora; dentro de uma banheira com sais perfumados, teve a resposta que tanto a incomodava. Realmente, os Mouras tinham uma ótima situação financeira mas, por que será que eles tinham se interessado por ela? Poderiam ter a melhor cantora que quisessem; ela era totalmente desconhecida, ainda que tivesse uma ótima voz. Quando terminasse essa turnê, ela teria bastante coisa para conversar com eles.

À noite, no jantar, ela não viu Renato. Ouviu quando alguém perguntou por ele a Henrique. Mas não conseguiu ouvir a resposta.

Tomaram uma sopa de camarão, com entrada; depois, provaram o mais suculento carneiro que comeu em toda sua vida.

Suzana pegou várias vezes Henrique olhando para ela; ficou incomodada e, pior, reparou que ele também não estava muito à vontade.

Depois do jantar, foram para a sala de jogos; menos Suzana, que foi para a sala do piano. Estava tocando a algum tempo quando sentiu que alguém a olhava. Virou-se e deparou com um par de olhos mais azuis que já tinha visto.

Não pare! Pediu o desconhecido. Nunca vi tamanho sentimento! Bem que meu primo falou a verdade sobre você.

Ela levantou-se e se apresentou. Prazer, Suzana Ribeiro.

Então você é a Suzana! De novo aquela frase. Depois de cinco anos, ela novamente a irritou. Sim, ela mesma, por quê?

Desculpe-me, Suzana, sou Antônio, primo de Henrique e moro na Europa. Eu digo assim porque nunca paro em um lugar muito tempo, mas quase nunca saio da Europa. Henrique, cinco anos atrás, me falou de você. Eu não acreditei que fosse tão maravilhosa assim. Vejo que me enganei, você é mais.

Já está armando seu bote, Tonho?

Suzana se assustou com Renato logo atrás de seu primo.

Cuidado, Suzana, esse é o mais galanteador garanhão que já conheci na vida. Eu perco pra você de longe, primo, em matéria de mulher.

Com licença, rapazes, vou me retirar. Foi mesmo um prazer te conhecer, Antônio. Sem dar tempo deles retrucarem, saiu bem rápido para o seu quarto.

O que estava acontecendo com ela? Quando viu Renato vestido daquele jeito, ficou totalmente sem ar. Ele estava de smoking, a blusa era rendada, que em qualquer homem ficaria meio efeminado, mas não em Renato. Estava aberta no peito como se ele estivesse acabado de chegar. Meu Deus! Acho que estava ficando louca. Suzana rolou na cama a noite toda, sem, contudo, conseguir dormir. Que droga! Ela simplesmente não conseguia parar de pensar em Renato.

No dia seguinte, pegaram o trem urbano, na estação de Saint-Denis-Porte de Paris e foram conhecer Paris.

Suzana ficou extasiada ao atravessar a ponte Alexandre III. Ela estava cruzando Sena! O passeio seria ótimo se pelo menos cinco em cinco minutos o seu olhar não procurasse o de Renato. Eles quase não se falaram desde a conversa da noite anterior. Antônio era todo gentileza para Suzana, e pela primeira vez ela notou que Renato não se intrometeu. Pelo contrário, ficou bem longe dela.

Antônio lhe contou algumas coisas de Renato e de sua mãe. Talvez, por isso, ele não deixava nenhuma mulher tomar conta de seu coração. Henrique tinha sofrido muito com a mãe de Renato. Era uma mulher fútil e caprichosa. Tinha se separado de seu pai, para ficar com um rico empresário. Na época, os Moura não tinham a situação financeira que tinham hoje. Antônio admirava Renato, ela constatou isso. Apesar das brincadeiras, eles se respeitavam e sabiam o que tinham passado, de onde saíram.

Antônio era totalmente o inverso de Renato. Era loiro, dos olhos bem azuis, magro e estatura mediana. Era muito bonito, já Renato, era moreno, olhos cinza esverdeados, era alto, os cabelos negros compridos davam-lhe um ar de um amante muito exigente, nossa! O que estava acontecendo com ela; desde que iniciaram a viagem, começou a pensar e reparar coisas em Renato que jamais imaginou. Se ele soubesse o que ela estava pensando, o que será que faria? Dar-lhe-ia uma bronca, falando para não confundir as coisas, ou a pegaria e a beijaria, devagarinho e passaria a mão pelo seu corpo, lentamente, e diria palavras cheias de sedução...

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