Camila narrando :Acordei no outro dia com a sensação de que algo estava diferente, mas ainda não sabia o quê. Levantei com preguiça, como sempre, e fui direto pro banho. A água quente caindo no meu corpo parecia tentar dissipar a tensão que tava tomando conta de mim, mas não funcionou muito. Algo ainda estava lá, no fundo da minha cabeça, me incomodando.Depois do banho, fui arrumar a Gabi. Ela tava lá, toda bagunçada na cama, como sempre, mas com aquele sorrisinho que só ela tem. Quando vi aquele sorriso, até me senti mais leve. Eu sempre me sentia assim quando tava com ela, mas hoje... sei lá, meu coração tava apertado.A dona Maria chegou tarde ontem, e nem consegui falar com ela e contar o que aconteceu no nosso almoço. Terminei de arrumar a Gabi e ela estava linda, como sempre. O uniforme da escola, o cabelo preso em dois rabinhos, e aquele sorriso que só ela sabia dar. Me senti até mais calma, vendo a carinha dela. Mas, claro, eu sabia que o dia ainda tinha muito o que me surp
Guilherme narrando :Eu não dormi nada a noite toda, pensando nessa merda toda. Como eu ia falar isso pra Camila? Será que ela ia aceitar ficar comigo sabendo que vou ter um filho com outra mulher? Eu precisava resolver isso.Levantei cedo… na verdade, nem dormi. Fui pro banheiro e tomei um banho gelado, tentando clarear as ideias. Quando terminei, vesti uma roupa formal, passei perfume e finalizei de me arrumar. Peguei as chaves do carro e desci pro estacionamento.Eu tinha prometido pra Gabi que ia levar ela na escola, e promessa pra minha filha era compromisso.Cheguei no prédio da Camila e fiquei lá embaixo, encostado no carro, esperando elas descerem. Enquanto isso, minha cabeça fervia. Eu precisava de um jeito certo de contar isso pra Camila. Se eu falasse do jeito errado, podia perder tudo.Não demorou muito e vi as duas saindo do predio. Gabi me viu primeiro e abriu um sorriso gigante antes de sair correndo na minha direção.— Papai!Ela pulou no meu colo, me abraçando com tan
Camila narrando :Chegamos no hotel, e eu saí do carro primeiro. Guilherme desceu logo atrás, em silêncio. Ele saiu caminhando na frente, e eu apenas segui, sem dizer nada. O clima tava pesado, como se a qualquer momento alguma bomba fosse explodir entre a gente.Entramos no elevador, e o silêncio continuou. Fiquei observando o painel enquanto os números subiam, tentando ignorar a sensação estranha no peito. Eu nunca imaginei que um dia Guilherme ia ter tanto dinheiro. Quando a gente se conheceu, ele tava longe desse luxo todo. Agora, morava na cobertura de um hotel chique, coisa que eu nem sonhava em pisar um dia, depois que meu pai falou e eu fui jogada na rua.Respirei fundo quando o elevador parou, e as portas se abriram. Guilherme saiu primeiro, e eu fui atrás, sentindo que aquela conversa ia mudar tudo. Ele caminhava decidido pelo corredor largo, e eu não sabia se estava mais nervosa por estar ali ou pela conversa que a gente ia ter.Ele abriu a porta da cobertura e entrou, deix
Camila narrando:O calor do corpo dele sobre o meu, o jeito como suas mãos deslizavam pela minha pele, a forma como ele me olhava, como se estivesse reencontrando algo que sempre foi dele... Tudo isso me fez esquecer do mundo lá fora. Naquele momento, só existíamos nós dois.— Camila... — ele murmurou contra meus lábios, sua voz rouca, carregada de desejo e saudade. — Eu senti tanto a sua falta.Eu não consegui responder, só puxei ele mais pra perto, sentindo o coração martelando no peito. O beijo dele se aprofundou, e suas mãos desceram pela minha cintura, apertando de leve, como se quisesse ter certeza de que eu era real.Cada toque, cada carícia, reacendia algo dentro de mim que eu achei que tinha morrido há muito tempo. Minha respiração estava entrecortada, meu corpo respondia ao dele como se nunca tivéssemos passado esses anos separados. Eu senti quando ele deslizou os dedos pela minha coxa, me puxando mais pra ele, o olhar intenso, carregado de emoção.— Camila... — ele sussurro
Camila narrando :Continuação:Meu corpo ainda tremia, minha respiração estava pesada, mas o desejo dentro de mim não tinha diminuído nem um pouco. Olhei para Guilherme, que me observava com aquele sorriso carregado de desejo e satisfação. Eu sabia que ele queria, e eu também queria mais.Com um movimento rápido, empurrei ele suavemente para trás, invertendo as posições. Agora era minha vez de tomar o controle. Ele me olhou surpreso por um instante, mas logo um sorriso brincou no canto de seus lábios, como se estivesse adorando minha iniciativa.Me inclinei sobre ele, capturando sua boca num beijo profundo, sentindo suas mãos firmes segurando minha cintura. Meu corpo deslizou sobre o dele, e minha boca começou a trilhar um caminho lento e provocante pelo seu queixo, descendo pelo pescoço, sentindo sua pele quente sob meus lábios.— Camila… — Ele sussurrou, sua voz rouca e carregada de desejo.Continuei descendo, meus lábios explorando cada centímetro do seu peito, minhas unhas desliza
Guilherme narrandoMeu corpo ainda estava colado ao dela, minha respiração pesada, tentando se normalizar depois da intensidade do que acabamos de viver. Camila estava debaixo de mim, os olhos fechados, a pele corada, os lábios entreabertos, como se estivesse absorvendo cada sensação.Passei a mão pelo rosto dela, afastando uma mecha de cabelo, e ela abriu os olhos devagar, me encarando com aquele olhar que sempre me prendeu.— Isso nunca acabou… — repeti baixinho, sentindo meu peito apertar com a verdade que aquelas palavras carregavam.Camila respirou fundo, desviando o olhar, e eu soube que ela estava tentando organizar os pensamentos. Mas eu não queria que ela fugisse de novo.Me afastei apenas o suficiente para deitar ao lado dela, puxando-a para meu peito. Ficamos ali, em silêncio, apenas sentindo o calor um do outro.— No que você tá pensando? — perguntei, deslizando os dedos suavemente por sua cintura.Ela demorou um pouco para responder, como se estivesse escolhendo as palavr
Guilherme narrando :Ficamos ali por alguns minutos, nossos corpos ainda colados, a água quente escorrendo sobre nós, lavando tudo ao redor, menos a intensidade do que acabamos de viver. Meu coração ainda batia forte, a respiração dela ainda estava acelerada contra meu peito.Segurei o rosto de Camila com as mãos, forçando-a a me encarar. Seus olhos estavam brilhando, misturando desejo, confusão e algo mais que eu não conseguia decifrar.— Eu não quero que isso seja só um momento, Camila — falei baixo, com sinceridade.Ela piscou algumas vezes, como se tentasse processar minhas palavras, e suspirou, desviando o olhar por um segundo.— Guilherme… — começou, mordendo o lábio, como se escolhesse as palavras certas. — A gente se perdeu uma vez, e eu tenho medo de acontecer de novo.Passei o polegar suavemente por sua bochecha, sentindo sua pele quente.— A gente se perdeu porque armaram para separar a gente — corrigi. — Mas agora, eu não vou deixar mais nada nos afastar.Ela fechou os olh
Camila narrando :Olhei para trás e vi Gabi sentada na cadeirinha, balançando as perninhas com um sorriso enorme no rosto. O jeito que ela olhava para Guilherme, cheia de admiração, me dava um nó na garganta. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, esse momento chegaria, mas vê-los juntos assim, como pai e filha, ainda era algo que mexia muito comigo.— Tá feliz, filha? — perguntei, sorrindo para ela pelo retrovisor.— Muito! Eu vou comer camarão de verdade, mamãe! O papai disse que eu posso comer quantos eu quiser!Revirei os olhos, rindo baixinho.— Você vai acabar passando mal de tanto comer.— Nada! — ela retrucou, rindo. — Eu sou forte!Guilherme soltou uma risada ao meu lado, me lançando um olhar divertido.— Deixa ela aproveitar, Camila.Suspirei, cruzando os braços.— Você vai mimar essa menina, eu tô vendo.— Claro que vou! Eu perdi sete anos da vida dela, agora tenho que compensar.Engoli em seco, desviando o olhar pela janela. Ele sempre falava disso, e por mais que fosse ve