Capítulo 58
Alguns dias depois

Daniela olhou-se no espelho que ficava na parede do quarto. Via-se com nitidez, mas era como se não estivesse ali. O reflexo que o vidro lhe devolveu era de outra pessoa, uma estranha. Sua expressão naquele momento era impassível, calma, serena, de uma normalidade assustadora. Só a palidez e as olheiras fundas traíam as noites de insônia, as horas atormentadas na escuridão da noite, olhando para o nada, deitada na cama fria na qual passara a dormir sozinha. Ainda estava tomando medicamentos para dormir, mas em menor dose e já conseguia se alimentar. As coisas pareciam normais; todos na casa tentavam se comportar de maneira normal, mas nada mais era normal, principalmente ela.

Uma rotina básica foi retomada, mas desde o dia em que tudo aconteceu, cada minuto vivido estava sendo angustiante. O mundo ao redor ficou cinza, nada tinha graça, só um detalhe lhe trazia esperança: o filho que crescia no seu ventre. Era por ele que ela se esforçava para melhorar, comer, andar,
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