Capítulo 21

Sinan acordou assustado naquela tarde, ao som de gritos, e ainda mais ao perceber que eram seus próprios. Olhou ao redor do pequeno cômodo onde vivia e deu um suspiro de alívio ao se lembrar de que estava seguro. Foi até o banheiro da cabana e, pelo espelho, reparou em seu rosto encharcado de suor e nas mãos trêmulas.

Lembrava-se claramente do pesadelo. Era o dia em que sua mãe foi morta pelo rei Esteban. Ele tinha apenas cinco anos e, no meio da noite, sua mãe o acordou, escondeu-o sob o assoalho da casa e sussurrou instruções:

— Siga o túnel debaixo da cabana, meu amor. Você estará seguro do lado de fora, mas só saia quando não houver mais barulho.

Sinan obedeceu, e pela fresta entre as tábuas assistiu a tudo.

O rei Esteban entrou na casa e gritou com sua mãe:

— Onde está aquele maldito garoto?

— Você nunca saberá! — retrucou a mulher. — Eu o levei para longe de você!

O rei agarrou sua mãe pelos cabelos, arrancando-lhe um gemido de dor.

— Antes de morrer, saiba que não há lugar onde
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