Alessandra Martins No dia seguinte sinto a falta do Caleb e Patricia, Sebastian percebe, estamos sentados à mesa tomando o café da manhã;— Eles foram embora ontem. — Mas já sinto saudades. — Como meu pão.Sebastian balança a cabeça.— Deveria me sentir ofendido.Olho para ele sem entender.— Por quê?— Não vejo essa saudade toda em relação a mim. — Resmunga, tomando seu café. — Se soubesse desse gosto tanto por eles, deveria ter deixados com eles a impedisse de ir para Califórnia.Sobreviver para ver seu lado manhoso, pouco visto desde que estamos juntos. Ainda percebo sua culpa pelo que seu pai fez.— Sinto a sua falta quando vai trabalhar, Patricia e Caleb amenizavam. — Me estico para beijá-lo, a cara embirrada não sai de seu rosto. — Mas como eles não estão aqui e não posso trancafiar você em casa. — Sebastian me olha de imediato e me seguro para não rir. — É melhor voltar a trabalhar.Sebastian se mexe desconfortável na sua cadeira.— Faz pouco dias desde o acidente.Sei que es
Sebastian me irrita com seu revirar de olhos, não aceita como lidei com o André. Assim que André saiu da galeria, liguei para Sebastian sabendo que ele poderia me ajudar em uma questão, que mandasse alguém que entendesse sobre escutas e câmeras para revistar o escritório e a galeria em si. Fiquei desconfiada, mas não acharam nada.André não foi longe nesse ponto.— O cara te enganou por anos e a única coisa que você faz é mandá-lo ir embora? — Me olha indignado, com um copo de uísque em mãos.— Sebastian…— Além de tentar te beijar contra a sua vontade. — a aponta dedo de cada no ar. — já pode ser uma acusação de abuso, temos a falsificação de identidade e uma bela de uma surra para chegar bem na cadeia.— Sebastian, dá para parar? — Bebo minha tequila de uma vez.Nega com a cabeça.— Você é boazinha demais! — O seu tom é de acusação.Ele anda pela sala totalmente indignado.— É tão ruim ser boa?Pego a garrafa de tequila em cima da mesinha e encho o meu copo.— É perverso consigo mes
Sebastian D’Amore Coloco o copo sobre a mesa, Alessandra lidando friamente com a prisão dos seus pais. Antes se sentia ofendida e procurava defender, hoje simplesmente não se importa mais. É como se tivesse deletado essa fase de sua vida, é estranho, mas compreensivo.— Até a melhor pessoa pode se tornar uma pessoa má.Fecho meus olhos ao ouvir a voz do Victor. Estou de costas para ele, ao lado da grande janela da sala. Alessandra está dormindo no andar de cima, houve alguns eventos que era preciso a presença dos integrantes da família D’Amore.— Ela não mudou, não para se tornar esse tipo de pessoa.Ouço a sua risada baixa.— Até quando vai se enganar?— Victor…— Quase dois meses, Sebastian. — Sua voz fica mais perto. — Não finja que não tem visto essas mudanças. Aconteceu o mesmo com você, após a morte de sua mãe.Abro meus olhos, vejo o jardim muito bem cuidado e iluminado.— Você alguma vez a amou? — Pergunto, sabendo que Victor mudaria de assunto.— Sim.Surpreso, olho para ele
Sebastian D’AmoreO frio ardente de Nova York preenchia meus pulmões conforme respirava profundamente, abrir os meus olhos olhando aquela correria sem fim das pessoas andando de um lado para o outro. Às vezes alguém esbarra na outra e em um pedido singelo de desculpa continua seguindo o seu caminho. Um casal passa animadamente no outro lado da rua de mãos dadas e entram em um restaurante, pareciam felizes. Sentia náusea, o amor é perda de tempo. Não conseguia enxergar a utilidade dessa perda.— Não me importo com quem você pensa, é pago para fazer o que eu mando. — Falei ao meu assistente. O tom cortante faz com que se cale. — O investimento será maior e com o retorno financeiro triplicado, usaremos para investir nos nossos imóveis. Quero mais expansão.— Sim, senhor.Não me lembro do nome dele e tenho certeza que se pronunciar direi seu nome errado. Prefiro apenas dizer o que ele tem que fazer e pronto, continuando a fazer o seu serviço bem feito, não precisarei me dar o trabalho de
Alessandra Martins Espero que o meu dia não termine tão péssimo como começou. Sofremos um grande imprevisto para exposição de arte que acontecerá hoje à noite, o que não é nada bom. André estava precisando se dobrar em dois para poder trazer um dos quadros, Julie Leroy é a mais nova aposta para o mundo das obras-primas. Não ter o seu quadro conosco hoje seria pedir o fim da galeria e manchar a imagem da minha família. Ao ter uma linhagem como a minha, com grandes curadores de arte e eu sendo a que precisa continuar essa linhagem, qualquer errinho pode ser o maior erro da minha carreira. A pressão é grande, reconheço. Porém, não consigo dizer não para minha realidade. André é um historiador de grande porte, conheci ele em uma das minhas viagens ao Egito e nos tornamos grandes amigos. André Brown é um anjo na minha vida, também não posso esquecer que já fiz muito por ele e a nossa amizade é uma via de mão dupla. Cuidei pessoalmente de todos os preparativos da galeria, conferindo cada
Alessandra MartinsAndré e eu temos código entre nós quando precisamos ser salvos se algum cliente que está nos dando dor de cabeça ou quando estamos em um bar e um cara chato vem dar em cima de mim ou vise e versa. Temos esse sistema de parceria até nessas horas, mas no momento não é o caso. É sim… não… eu deveria estar trabalhando e não jogando conversa fora com Sebastian, então por um lado foi bom André aparecer.— Sim, está tudo bem, André…— Não, não está. — Com uma fria, Sebastian diz para André.André deu um passo à frente e coloquei a mão em seu peito em um pedido silencioso para que não fizesse nada. Sou uma anã perto desse dois. Não queria uma competição de quem mais mija longe agora. Olhei para Sebastian, esse jogo está divertido, mas preciso trabalhar.— Foi bom conversar com você, Sr. D'Amore. Espero que aproveite o máximo da nossa exposição de artes, agora preciso voltar ao trabalho.Pensei que seria melhor não esperar uma resposta sua, conversar com Sebastian não é ruim
Sebastian D’AmoreMeia hora. Alessandra disse que em meia hora iria sair, faz vinte minutos do seu atraso. Essa mulher não tem palavra? Deveria ir embora, não sou de esperar por mulher e agora não seria diferente. Já perdi tempo demais nessa exposição de arte, o plano era comprar as benditas artes de Julie Lorey e no máximo vinte minutos depois ir embora. Simples, rápido e adeus. Porém, nos meus planos não contava com Alessandra Martins, mas uma para minha cama. Apenas! Mas ela não deveria se dar ao luxo de me fazer esperar. Coloco o dedo sobre o botão para poder falar com o motorista para irmos embora.Mexo desconfortável no banco e desisto de apertar o botão. Por que não vou embora?! Alessandra não tem nada de especial. A Sra. Rossi fez questão de expor comentários desagradáveis sobre Alexandra, sem pensar duas vezes a defendi. Sinceramente deixei minha raiva falar mais rápido, como aquele idiota tem a ousadia de segurar na cintura da Alessandra com tanta intimidade? Ela estava no s
Sebastian D'AmoreColoquei Alessandra sentada em cima da mesa, onde havíamos acabado de jantar. Alguma coisa caiu no chão e se quebrou. Suas mãos estão em volta do meu pescoço querendo mais contato comigo, suas mãos são tão delicadas que me lembro em ser cuidadoso ao apertá-la contra meu corpo. Não queria machucá-la por mais que ansiava pelo seu corpo, pelo calor que emanava dela poderia ser cuidadoso por essa noite. Haveria outro dia e outra chance para tê-la como realmente quero. Nada iria nos atrapalhar agora… Mas é claro que sim!— Oh, meu Deus! — Ouvi a voz da moça que nos atendeu antes. — Me desculpe…Alessandra se recompôs rapidamente e se esconde atrás de mim, envergonhada por termos sido pegos. Por que sempre tem alguém para nos atrapalhar? Será que dois adultos não pode se beijar em paz ou ter uma conversa tranquila sem ter um idiota por perto. Tenho que lembra o nome daquele imbecil que provavelmente trabalha com Alessandra. Não gosto dele.— Some daqui agora! — Não é preci