O Conde Asta estava em seu escritório lendo um manuscrito antigo que falava sobre as Runas dos Lobisomens. Tesouro lendário desejado pelas maiores alcateias da terra. Suas descrições levariam a encontrar o tesouro mais cobiçado por todas as alcateias da Terra. A localização do Shangrilã dos Lobisomens com o Tesouro mais cobiçado, o amuleto da Lua, que permitia ao Lobisomem que o possuísse se transformar, quando quisesse, até mesmo na lua cheia. Mary havia trazido para ele o mais cobiçado dos tesouros dos lobisomens, muitos matariam para tê-lo, ainda bem que os humanos ignoravam seu valor. Agora precisava encontrar com o primo da Mary e fazê-lo prometer, lógico que com uma boa doação para a Igreja, que não revelasse a mais ninguém sobre o Tesouro, para não atrair forasteiros às terras dele, buscando por ouro. Tenho certeza de que ele vai concordar. Caso sentisse que não, ele poderia visitar um paroquiano e não voltar mais. Esperava não ter que chegar a esse desfecho. Não queria ver Mary
Mary agradeceu a Deus pelo fato do Conde não ter nem demonstrado alguma perturbação pelo ocorrido referente ao beijo da noite anterior. Assim, ela teria a possibilidade de corrigir qualquer ofensa a ele. E poder ficar na Mansão em sua companhia e ajudar no escritório. Sem falar que passear por esses jardins nessa parte da Mansão era muito agradável. Mary não estava acostumada com luxo, mas desde que levantou essa manhã naquele quarto deslumbrante e aconchegante, luxuoso e deparou-se com aquele imenso banheiro luxuoso, percebeu que o Conde foi muito generoso com ela. Onofre entrou trazendo pratos deliciosos e dessa vez serviu suco de fruta como bebida de acompanhamento, que por sinal estava delicioso. A fruta cítrica escolhida para o suco combinava perfeitamente com os pratos servidos. De sobremesa, um doce de pêssego com creme branco. ___Mary, você acha que seu primo guardaria segredo sobre o Tesouro? ___Sim, ele sabe que se falar poderá atrair ladrões para cá e será discreto, não v
___Você não acha que já foi muito generoso comigo? Estou acostumada com pouco, não preciso de tudo isso. Mary disse humildemente. ___Você não tem ideia do valor do tesouro que trouxe para mim, tudo que eu te der ainda será pouco. Por isso, não acho que estou sendo generoso o suficiente. O Conde disse. ___Mas o tesouro era seu, não fiz mais que minha obrigação em devolver. Mary comentou. ___Um dia vou te contar a importância desse tesouro e você vai entender o porquê sou tão grato a você. O conde comentou. ___Aceite, porque se não aceitar, vou ficar ofendido. O Conde disse, usando um tom brincalhão. ___Está bem, mas prometa que não vai exagerar, realmente não preciso de muito, só de um teto e comida. E já me deu tantas coisas. Mary disse. ___Vamos dar uma volta pelo jardim. O Conde convidou. Ruborizada, Mary aceitou, acenando com a cabeça. Andaram em silêncio, de vez em quando paravam para admirar uma flor e voltaram para a Mansão depois de uma hora andando com Mary sorrindo de o
___Pode sim, somente eu e a Mary sabemos do tesouro e, quando olhei na caverna, não achei mais nada. Dirceu respondeu. ___Mary me informou da dificuldade dos habitantes em arrumar trabalho. Encontrei uma solução, mas quero que marque uma reunião com o ancião mais velho do Viralejo, que Mary disse se chamar Túlio. Você o conhece? O Conde perguntou. ___Sim, ele trabalhou muitos anos para seu tio, sabe muitas coisas sobre esse Condado. Dirceu disse. ___Poderia marcar para mim um encontro com ele? Depois, dependendo da resposta dele, vou marcar uma reunião com a população do Vilarejo e espero poder contar com você para me ajudar. O conde disse: ___Disponha, estou às suas ordens. Dirceu respondeu. O Conde levantou, foi até a escrivaninha e pegou um saco de moeda de ouro. Voltou e entregou a Dirceu. Eu sei que a igreja precisa, espero que aceite, é o mínimo que posso fazer depois de ter me devolvido o tesouro. Obrigado. ___Dirceu sorriu nervoso. E muito dinheiro o senhor não precisa p
___Estamos indo rápido demais, há somente dois dias que nos conhecemos. O que as pessoas vão falar de nós. Eu te amo desde o momento em que te vi. Mas não quero ficar mal falada no Vilarejo. Me prometa que esse sentimento vai ficar somente entre nós. Que somente quando nos sentimos preparados vamos falar para os outros. ___Sim, Mary, você tem toda a razão, nosso amor aconteceu no momento em que nos vimos. Eu senti que havia encontrado a pessoa que sempre busquei. À medida que a gente se conhecia, eu entendi que a queria mais e mais. Meu lado possessivo já achava que tinha muita sorte em tê-la encontrado. Eu tenho a sensação de que a conheço há muitos e muitos anos. Prometo que iremos mais devagar e que assim que a Mansão estiver toda recuperada, a gente se casa. ___Mary, ainda apreensiva, queria saber mais. E sua família, será que vai aceitar que eu sou uma plebeia e sem riqueza alguma, além de minha honra e honestidade e o grande amor que sinto por você? ___E toda a riqueza de q
Mary ficou feliz por conhecer mais trabalhadores e ficou sabendo que não os via devido ao grande volume de trabalho e porque tinha pouco tempo que ela chegou à Mansão. Percebeu, feliz, que seu primo estava tranquilo ao descobrir que Mary não estava sozinha com o Conde na Mansão. Como o conde o fez pensar. Mary também achava que era somente ela e o Conde, mas os criados que conhecia, Onofre e Ofélia, se enganaram. Eram pessoas agradáveis e trabalhadoras, sentiu-se muito feliz porque iria contribuir com eles para que a Mansão fosse recuperada. Dirceu notou que o Arquiteto Robert Solly era muito renomado e requisitado pelas maiores fortunas mundiais, era o que as revistas diziam sobre ele. Deduziu que o Conde poderia ser uma dessas fortunas. E ficou sem graça o que ele disse do Tesouro, que era importante não pelo valor, mas pelo significado que tinha para sua família. Não se arrependeu de ter devolvido o saco de moedas de ouro, valiam bem mais que aquele Tesouro. Era tanto dinheiro que
___Quem vem lá? O Ancião Túlio perguntou, mais para confirmar do que para receber a resposta. Conhecia Dirceu de longa data. ___Dirceu respondeu. ___Bom dia! Ainda com dor na coluna? ___Não, hoje amanheci muito bem, sem dor. O ancião respondeu. ___Que bom, pois vim fazer um convite em nome do Conde Asta. Dirceu comunicou. ___Então foi o filho, não o velho, que herdou a Mansão? O Ancião divagou mais para si do que como resposta a Dirceu. ___Quem é o Velho? Dirceu perguntou. ___O irmão mais velho do antigo Conde Frederic e pai do atual Conde Asta, que você conheceu. O Ancião respondeu. ___Pai, nossa, não sabia. Dirceu falou, admirado em saber tão peculiar situação. ___O que o Conde quer comigo? O ancião perguntou. ___Ele quer saber tudo sobre o Condado, parece que ele quer ficar por aqui sem nenhuma imprensa o incomodando. Dirceu respondeu. ___Eu vi a revista falando que o Conde está dando a volta ao mundo. Ao contrário disso, veio se esconder nos confins da terra. Espero que n
Dirceu ficou calado, vendo a emoção estampada nos olhos do Ancião e percebeu que ele estava perdido em recordações vividas com o antigo Conde Frederic. E percebeu a aprovação pelo ancião das melhorias feitas pelo atual Conde Asta. Que parecia honrar o antigo Conde Frederic, fazendo as primeiras melhorias no mausoléu e na capela. As flores colocadas no mausoléu também remetiam à gratidão e respeito do atual Conde Asta pelo antigo Conde Frederic. Também observou que, nesse lado da Mansão, o jardim estava muito bem cuidado. O Visconde Túlio chamou por Dirceu e os dois puseram-se a caminhar calados na direção da mansão, uma vez que entregaram seus cavalos na mão de um jovem lobo que parecia muito competente pelos cuidados observados aos cavalos no estábulo. Chegaram à Mansão pelos fundos, onde estava tudo bem restaurado e tinha lindos jardins, avistaram logo Mary que esperava em uma mesa e foram cumprimentá-la. ___Primo, que surpresa, Onofre disse que saiu cedo, achei que tinha voltado a