Dirceu e Mary permaneceram calados, apenas observando toda a conversa, sem falarem nada. Era um reencontro de sobrinho e tio que há muito não se viam e entendiam perfeitamente, pois os avós de Mary também a esqueceram desde o casamento de sua mãe com seu pai. Ela nunca teve contato com eles. ___Minha vinda para esse Condado está me trazendo muita sorte. Paz e reencontro com minhas linhagens familiares e amadurecimento. E, com sua ajuda, meu tio, tenho certeza de que vou resolver todos os problemas. O conde declarou, emocionado. ___Sua avó era muito querida por mim, e senti muito sua morte. Tentei me aproximar de sua mãe, mas seu pai não permitiu. E, para não ficar magoado, acabei me afastando a ponto de esquecer nosso parentesco. Perdoe meu sobrinho. O Visconde disse, arrependido de seu esquecimento. ___Eu entendo, tio. Eu também tive muitos desentendimentos com meu pai, por muitos motivos, mas o principal era o fato dele querer impor suas vontades sem se preocupar em ferir os senti
Mary, sorrindo para o Conde sem perceber nada do que estava acontecendo, comentou. ___Camille quer minha companhia para ir ao Vilarejo fazer compras. Mary informou. ___Vá sim, precisa se distrair e compras é uma boa ideia. Há lojas no Vilarejo? O Conde perguntou. ___Sim, Dona Aurora tem uma loja de roupas e as costureiras do vilarejo são ótimas profissionais, podem reproduzir qualquer modelo que esteja na moda em Londres. Mary comentou. ___Dirceu, pode me emprestar a chave da Casa Paroquial para que eu pegue algumas revistas de moda assinadas pela mamãe? Mary pediu. ___Claro, aqui está a chave. HÁ muitas revistas novas na caixa atrás da escrivaninha. Dirceu informou. ___Que horas Camille virá buscá-la para irem ao Vilarejo? O Conde perguntou. ___Após o almoço. Ela disse que iremos de carruagem, assim iremos mais rápido, e que Soffy tomará conta de seus filhos. Mary comentou. ___Vou adiantar seu pagamento, assim poderá fazer compras também. Espero que aceite, pois me deixará mui
___O pai dele era o antigo Pastor e sua família sempre viveu na casa paroquial. ___Meu pai também lutou na Grande Guerra e foi Capitão do exército inglês. Mary comentou. ___Meu pai não tem muitos parentes, somente o Dirceu restou da família toda. Mary comentou. ___ Dirceu, sim, tem mais parentes por parte da mãe dele em Londres, mas nenhum deles quis ficar com ele quando os pais dele morreram. Mary comentou. ___ Eu também tenho meus avós por parte de mãe em Londres, mas não os conheço porque eles eram contra minha mãe casar com meu pai e expulsaram mamãe da vida deles, nunca a perdoaram. Não quiseram nem me conhecer. Mary comentou, triste. O conde passou a mão pela cabeça de Mary em um afago carinhoso, entendendo sua tristeza. ___Quer fazer alguma pergunta sobre minha família? O Conde perguntou. ___ Deu para entender um pouco com a conversa que você teve com o Visconde Túlio. Eu estou surpresa, até agora não sabia que o Ancião Túlio tinha título de nobreza e que é seu tio. Mary f
Mary, ainda atordoada de tanto desejo pelo Conde, compreendeu o sacrifício feito por ele, pelo seu bem-estar e pela sua honra, e o amou mais ainda. Ele teve forças para se controlar diante de um desejo descontrolável e arrebatador. Mary, sentindo-se mais forte, tirou seu vestido e andou nua até o banheiro, onde abriu uma torneira de água fria e deixou cair em seu corpo que estava fervendo de desejo. À medida que a água caía, ela tocou em sua parte íntima, sentindo sua sensibilidade, e com o dedo tocou seu ponto mais sensível e gemeu alto, depois mais baixo do que gostaria e continuou com movimentos circulares por alguns minutos, até que se sentiu relaxar depois de expelir um líquido viscoso. Ela se masturbou pela primeira vez. E deixou-se cair no chão de mármore, ainda com a água caindo em seu corpo, ainda quente pelo desejo descontrolado e arrebatador pelo Conde, seu único e verdadeiro amor. O Conde entrou no quarto que ocupava na ala sul desde que Mary chegou. E ouviu-a gemer alto e
No fim do almoço, estava o Conde preocupado com Mary e Dirceu eufórico com o novo projeto de encontrar o local ideal para instalarem as fábricas. O Visconde Túlio era o único que se divertia com a situação. ___Mary, munida de muito esforço, se levantou e disse que iria ao seu quarto pegar a bolsa para se encontrar com Camille para irem ao Vilarejo. Despediu-se de todos e saiu andando com toda a dignidade que pôde. O Conde pediu desculpas a Dirceu e seu tio e disse que iria ao escritório pegar uma lista de compras que queria que Mary trouxesse para ele e o dinheiro que teria que dar a ela para as compras. O Visconde Túlio entregou uma moeda de prata ao conde e uma lista de encomendas de compras para que o Conde entregasse a Mary, despediu-se e dirigiu-se ao seu quarto na ala norte para se preparar para o encontro mais tarde com o Conde. Dirceu se despediu e foi procurar Afonso para irem buscar os pertences do Visconde Túlio. Assim que o Conde entrou no escritório, dirigiu-se à gaveta
A conversa seguiu animada e o tempo passou, e Mary esqueceu do desejo que estava sentindo pelo Conde. Esqueceu até mesmo todos os problemas que enfrentou. Era uma alegria poder contribuir com o Vilarejo, financeiramente falando. O tempo passou rápido e, quando elas viram, estavam no Vilarejo e eram 12:00 horas. Demoram somente meia hora para chegar. Abriu uma portinhola e pediu ao cavalariço que se dirigisse à Casa Paroquial. Ele virou a esquina e parou em frente à casa. Mary perguntou se Camille queria descer, ela disse que não iria esperar na carruagem. Mary desceu e, minutos depois, estava com uma caixa cheia de revistas e alguns livros de artes que pertenciam a Mary. Camille bateu palmas e pegou uma revista que falava que o Conde estava dando a volta ao mundo. Olharam a data e caíram na gargalhada. ___A imprensa marrom, quando não sabe o que dizer, inventa somente para vender a revista. Camille informou. ___Meu irmão nunca daria a volta ao mundo. Camille informou. Mary se assus
___Dirceu machucou a perna, mas já está melhor, daqui a alguns dias ele estará de volta. Mary informou. ___Estimo melhoras para ele. As senhoras desejaram. Camille percebeu que Mary era evasiva em suas respostas aos habitantes. Ela realmente temia o falatório deles. Chegaram ao restaurante, pediram algo para comer e beber e começaram a conversar animadamente sobre vários assuntos e descobriram que tinham muito em comum. Nascendo uma linda amizade. Depois de descansar um pouco, às 12:00 horas em ponto. O Visconde Túlio caminhou em direção a uma pilastra falsa no imenso banheiro de seu quarto, abriu e se deparou com uma escada em espiral que o levaria ao telhado da Mansão, onde se encontrava uma sala secreta para reuniões de negócios ou conversas que não poderiam ser reveladas a mais ninguém. O local estava no telhado porque lobisomens detestavam se sentir presos. Ele ainda agradecia, pois era um local muito gostoso de ficar, dava para avistar toda a propriedade e passava uma se
__Isso será mais um problema a ser resolvido. Vou precisar muito de sua ajuda. Minha preocupação era contar a Mary o que eu sou. E torcer para que ela me aceite como eu sou. E agora tenho que informar a ela que, cedo ou tarde, ela também irá se transformar em um lobisomem. O Conde falou. ___Não se preocupe, eu mesmo vou informar à Mary e ao Dirceu o que eles são de verdade. Esse fardo fica para mim. O Visconde disse. ___Por que o Conde permitiu a abertura de uma Igreja para humanos aqui no Vilarejo? O Conde perguntou. ___A igreja, na verdade, foi para homenagear a falecida noiva do Conde, que era muito religiosa e morreu misteriosamente em Londres. O Visconde informou. __Morreu misteriosamente. Não, no diário que fala sobre as Runas dos Lobisomens, está escrito que ela foi morta pelo meu pai, que não aceitava que o irmão casasse com uma humana. O Conde falou. ___Pelos Deuses da Lua, seu tio Frederic nunca me contou. Eu achei que ele, em um ataque de fúria, tinha matado a própria n