No fim do almoço, estava o Conde preocupado com Mary e Dirceu eufórico com o novo projeto de encontrar o local ideal para instalarem as fábricas. O Visconde Túlio era o único que se divertia com a situação. ___Mary, munida de muito esforço, se levantou e disse que iria ao seu quarto pegar a bolsa para se encontrar com Camille para irem ao Vilarejo. Despediu-se de todos e saiu andando com toda a dignidade que pôde. O Conde pediu desculpas a Dirceu e seu tio e disse que iria ao escritório pegar uma lista de compras que queria que Mary trouxesse para ele e o dinheiro que teria que dar a ela para as compras. O Visconde Túlio entregou uma moeda de prata ao conde e uma lista de encomendas de compras para que o Conde entregasse a Mary, despediu-se e dirigiu-se ao seu quarto na ala norte para se preparar para o encontro mais tarde com o Conde. Dirceu se despediu e foi procurar Afonso para irem buscar os pertences do Visconde Túlio. Assim que o Conde entrou no escritório, dirigiu-se à gaveta
A conversa seguiu animada e o tempo passou, e Mary esqueceu do desejo que estava sentindo pelo Conde. Esqueceu até mesmo todos os problemas que enfrentou. Era uma alegria poder contribuir com o Vilarejo, financeiramente falando. O tempo passou rápido e, quando elas viram, estavam no Vilarejo e eram 12:00 horas. Demoram somente meia hora para chegar. Abriu uma portinhola e pediu ao cavalariço que se dirigisse à Casa Paroquial. Ele virou a esquina e parou em frente à casa. Mary perguntou se Camille queria descer, ela disse que não iria esperar na carruagem. Mary desceu e, minutos depois, estava com uma caixa cheia de revistas e alguns livros de artes que pertenciam a Mary. Camille bateu palmas e pegou uma revista que falava que o Conde estava dando a volta ao mundo. Olharam a data e caíram na gargalhada. ___A imprensa marrom, quando não sabe o que dizer, inventa somente para vender a revista. Camille informou. ___Meu irmão nunca daria a volta ao mundo. Camille informou. Mary se assus
___Dirceu machucou a perna, mas já está melhor, daqui a alguns dias ele estará de volta. Mary informou. ___Estimo melhoras para ele. As senhoras desejaram. Camille percebeu que Mary era evasiva em suas respostas aos habitantes. Ela realmente temia o falatório deles. Chegaram ao restaurante, pediram algo para comer e beber e começaram a conversar animadamente sobre vários assuntos e descobriram que tinham muito em comum. Nascendo uma linda amizade. Depois de descansar um pouco, às 12:00 horas em ponto. O Visconde Túlio caminhou em direção a uma pilastra falsa no imenso banheiro de seu quarto, abriu e se deparou com uma escada em espiral que o levaria ao telhado da Mansão, onde se encontrava uma sala secreta para reuniões de negócios ou conversas que não poderiam ser reveladas a mais ninguém. O local estava no telhado porque lobisomens detestavam se sentir presos. Ele ainda agradecia, pois era um local muito gostoso de ficar, dava para avistar toda a propriedade e passava uma se
__Isso será mais um problema a ser resolvido. Vou precisar muito de sua ajuda. Minha preocupação era contar a Mary o que eu sou. E torcer para que ela me aceite como eu sou. E agora tenho que informar a ela que, cedo ou tarde, ela também irá se transformar em um lobisomem. O Conde falou. ___Não se preocupe, eu mesmo vou informar à Mary e ao Dirceu o que eles são de verdade. Esse fardo fica para mim. O Visconde disse. ___Por que o Conde permitiu a abertura de uma Igreja para humanos aqui no Vilarejo? O Conde perguntou. ___A igreja, na verdade, foi para homenagear a falecida noiva do Conde, que era muito religiosa e morreu misteriosamente em Londres. O Visconde informou. __Morreu misteriosamente. Não, no diário que fala sobre as Runas dos Lobisomens, está escrito que ela foi morta pelo meu pai, que não aceitava que o irmão casasse com uma humana. O Conde falou. ___Pelos Deuses da Lua, seu tio Frederic nunca me contou. Eu achei que ele, em um ataque de fúria, tinha matado a própria n
___Mamãe não me contou nada. Eu jamais imaginaria tudo isso. E com a perda de meus pais, um seguido do outro. A dor foi tanta e o desespero de não ter mais onde morar e nem trabalho. Com o Bispo fazendo pressão para que eu saísse da casa paroquial. Jamais imaginei que minha avó quisesse me conhecer. E tudo isso é novidade para mim. Mary disse, chocada. ___Menina, Mary sabe do carinho que tenho por você. Deveria ter me procurado, estou sozinha nessa casa. Poderia ter ficado comigo, seria uma companhia muito agradável. Eu não fui vê-la, porque meu marido estava doente e acabou morrendo. Acho que os acontecimentos atrapalharam nossa comunicação, mas jamais deixaria que passasse por qualquer problema. Dona Estefane disse. ___Onde está trabalhando e com quem. Dona Estefane perguntou. ___Camille interferiu. Ela trabalha comigo na Mansão do antigo Conde. ___Nesse caso, fico feliz. Parece uma boa pessoa. Dona Estefane respondeu. ___Desculpe a indiscrição, está trabalhando fazendo o que
___Feliz aniversário, atrasada cunhada. Uma Camille brincalhona ressurgiu. ___Obrigada pelos dois lindos vestidos, mas acho que exagerou, poderia ser somente um. O outro, eu pagaria. Mary disse. ___È um presente e os vestidos custam muito barato. Não disse nada, mas paguei uma mixaria por todos aqueles vestidos em Londres que custariam uma fortuna. __Vai se acostumando, aqui no vilarejo as coisas são muito baratas. Apesar de vocês terem muito dinheiro, é importante valorizá-lo. Nunca se sabe o dia de amanhã. Mary comentou. ___Percebi que as coisas são muito mais baratas que em Londres porque estou voltando com quase todo o dinheiro que me deram. Camille comentou. ___Eu também comprei muito e gastei muito pouco. O saco de moedas que seu irmão me deu para comprar está quase cheio, veja. Mary mostrou o saco rindo. ___Tudo o que trouxemos ficou em três moedas de ouro e 40 centes. Imagina que se eu saísse às compras em Londres, eu com essa quantidade de mercadoria, pagaria mais ou m
Mary, cansada, tomou um banho rápido de chuveiro. Trocou-se para o jantar, vestindo um dos vestidos lindos na cor de pêssego que ganhou de Camille, queria estar bem bonita para o Conde e prendeu o cabelo com uma presilha nova de prata que comprou na loja de Dona Aurora. Quando ia se levantar para descer para o jantar, o Conde saiu da passagem secreta que dava em seu quarto. Caminha em sua direção e a puxa de encontro a seu tórax, dando-lhe um beijo arrebatador com uma urgência e saudade. Mary, mais experiente, consegue controlar-se. E o conde, sem perguntar, a leva para a mesma poltrona e senta-se com ela, colocando-a em seu colo. Mary se aconchegou com a cabeça no tórax do Conde, ficaram assim parados, abraçados, querendo um ao outro por longos minutos. ___Você está linda e cheira tão gostoso. O Conde disse. ___O que quer falar comigo a sós, meu amor? O Conde perguntou. ___Eu quero lhe dar um presente. Comprei para te agradecer por tudo que fez por mim até o momento e não queria qu
Levantou-se e lembrou que à noite tinha ido ao lago nadar nu, para refrear o desejo por Mary. Ela estava deslumbrante em seu vestido cor de pêssego e cheirava tão gostoso que seu lobo uivava de vontade de tê-la. Ainda mais agora que sabia que ela era uma mutante de lobisomem. Saber que seu amor era somente dele e que ele era seu primeiro homem fazia-o muito feliz. Ele admitia que era possessivo e não gostava de dividir o que era seu com ninguém, e Mary era somente sua e de mais ninguém. Assim que a viu, a quis. Ela era sua e em breve seria sua por completo. Sua amada pediu para ele buscá-la às sete, mas ele estava excitado somente por pensar nela. Iria atrasar um pouco, tinha que se aliviar antes de ver Mary ou poderia pôr tudo que estava lutando a perder. O pau estava duro como uma rocha e, pensando em Mary, começou a rotina de todos os dias com movimentos precisos e fortes em um vai e vem durante alguns minutos. Gozou como se nunca tivesse gozado antes. Parecia que nunca era o sufici