Alexander estava sentado em um canto do lounge do resort, com o celular tremendo ligeiramente em suas mãos. A tarde estava quente e o ambiente animado contrastava fortemente com a angústia que ele sentia. Precisava conversar com alguém, precisava de informações. Já haviam procurado por toda a praia, várias pessoas se juntaram para ajudar na busca, mas nada fpi encontrado. Estavanm apavorados, e se ele tivesse sido levado pela correnteza? E se seu filho tivesse se afogado?Só de pensar nisso, sentia as mãos tremerem mais. Seus dedos se moveram rapidamente pela tela do celular e ele colocou o aparelho na orelha. "Alô, Elanor? Aqui é o Alex. Você teve alguma notícia do Theo?" sua voz saiu entrecortada, carregada de preocupação.Do outro lado da linha, a voz de Elanor soou calma, mas com um tom perceptivelmente tenso. "Oi, Alex. Não… Como assim notícias de Theo? O que aconteceu?" respondeu, suas palavras curtas e sinceras.“Estávamos na praia, Claire e eu nos distraímos por alguns seg
O desespero corroía Claire por dentro. Seus olhos se moviam freneticamente, procurando Theo em cada canto do resort. Seu coração batia tão forte que ela sentia que ia desmaiar a qualquer momento. Alexander estava ao seu lado, seu rosto uma máscara de tensão absoluta enquanto segurava o celular, ligando para qualquer contato que pudesse ajudar."Theo!" Claire gritou mais uma vez, sua voz falhando de tanto esforço. Algumas pessoas paravam para olhar, mas ninguém parecia ter visto nada, era como se o menino tivesse simplesmente evaporado no ar. Alexander também corria de um lado para o outro procurando seu filho, mas também não tinha sucesso. Várias pessoas estavam mobilizadas para ajudar, no entanto, tudo parecia ser em vão.Foi quando um funcionário do resort, um homem de meia-idade com um crachá pendurado no uniforme bege, se aproximou com um olhar preocupado."Senhora, senhor, desculpem incomodar, mas ouvi vocês chamando por uma criança. O filho de vocês está desaparecido?"Claire a
O telefone tremia nas mãos de Alex enquanto discava o número de Cora. O peito subia e descia com a respiração acelerada, a raiva e o desespero misturando-se em cada batida do seu coração. Não conseguia entender o porque sua mãe havia cruzado aquela linha, porque ela insistia naquela maldita ideia. Era tão difícil assim aceitar suas escolhas? Tão difícil assim aceitar que tinha um neto?Claire estava ao seu lado, os olhos arregalados e úmidos, segurando seu braço como se aquilo fosse impedir que ele desmoronasse.Ainda estavam na sala de segurança do resort, a equipe de segurança tentava encontrar novas informações sobre o carro, mas Alex tinha esperança de conseguir resolver aquilo com um telefonema.A ligação chamou uma vez. Duas. Três.Nada."Droga! Atende, atende!" Alex rosnou, os dedos apertando o celular com tanta força que parecia que o esmagaria.A quarta chamada começou, e ele já estava prestes a jogar o telefone contra a parede quando, enfim, a voz dela surgiu do outro lado
Alexander mal conseguia segurar o telefone nas mãos. Seus dedos estavam trêmulos, o peito subia e descia em respirações descompassadas, e sua mente girava entre o medo e a raiva. Sem perder mais tempo, discou rapidamente o número da polícia e levou o celular ao ouvido."Emergência, qual a sua ocorrência?""Meu filho foi sequestrado!", respondeu sem rodeios, sua voz cheia de desespero. "Precisamos de ajuda imediatamente."Claire estava ao seu lado, abraçando o próprio corpo, o rosto pálido e os olhos cheios de lágrimas. Não conseguia falar, apenas ouvia a conversa com o coração apertado, se sentia culpada, poderia perder seu filho por que insistiu em acreditar que podia vgiver aquele amor. "Senhor, preciso que me forneça detalhes. Onde aconteceu? Nome da criança? Alguma descrição do suspeito?"Alexander respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. "O nome dele é Theo Blake, cinco anos, cabelos castanhos claros, olhos azuis. Ele estava na praia com a gente quando desapareceu. Con
Elanor caminhava de um lado para o outro no quarto luxuoso da mansão, pegando algumas roupas e jogando dentro da mala sem muita organização. Seus dedos voavam pelo celular enquanto digitavam uma mensagem para Sarah, de quem havia ficado bem mais proxima nos últimos dias."Vou para as Maldivas no jatinho. Claire e Alex precisam de ajuda. Quer vir comigo?"Ela enviou a mensagem e soltou um suspiro pesado. O ar no quarto parecia sufocante, mesmo com a temperatura agradável do ar-condicionado. O que sua mãe havia feito era inacreditável, até mesmo para os padrões de Cora. Sabia que tinha responsabilidade naquilo também, que ela mesmo alimentou as tendencias loucas da mãe no começo, mas agora percebia que estavam sendo loucas com todos aqueles planos para separar seu irmão de Claire a troco de nada. Se envergonhava muito de tudo o que havia feito.Enquanto esperava a resposta de Sarah, pegou um casaco leve e jogou sobre os ombros, sentindo a urgência queimando dentro de si. Não podia acred
O salão principal do Eclipse, o clube mais exclusivo da cidade, estava repleto de pessoas sofisticadas. O som de uma música eletrônica sensual preenchia o espaço, as luzes dançavam em tons de roxo e dourado, enquanto taças de champanhe eram erguidas em meio a risadas abafadas. Claire entrou no ambiente com um passo hesitante, mas determinado.Seu vestido preto de seda brilhava sob as luzes, ajustando-se como uma segunda pele e delineando suas curvas de maneira elegante. As alças finas destacavam seus ombros delicados, e o decote profundo exibia a pele suave e pálida de seu colo. Ela usava brincos pequenos de brilhantes e um colar fino que repousava exatamente no ponto onde sua clavícula se acentuava, um detalhe sutil que atraía olhares.Claire segurava uma taça de champanhe enquanto caminhava ao lado de Sarah, sua melhor amiga, que parecia muito mais à vontade no ambiente.“Relaxa, Claire. Isso não é um tribunal. É só uma festa,” Sarah brincou, apertando de leve o braço da amiga.Clai
Quando o dia amanheceu, Claire abriu os olhos e suspirou, mexendo-se na cama com preguiça. Ainda estava no quarto do Eclipse, e quando voltou a si e se lembrou da loucura que fez na noite anterior, se sentou na cama de súbito e passou as mãos nos cabelos. “Deus, o que eu fiz?!”, a voz de Claire era quase um sussurro, incrédula diante de suas próprias ações. Os flashes da noite anterior ainda estavam vivos em sua mente. Alexander a levou ao ápice do prazer tantas vezes que ela até perdeu a conta, e ela se entregou pela primeira vez a um homem sem que ele soubesse que ela era virgem. Claire não se deu ao trabalho de contar, na verdade, não falaria mesmo se fosse em outra situação, tinha muita vergonha de, aos 23, ainda ser virgem. Ela olhou ao redor e se levantou, ainda estava nua e seu vestido estava jogado no chão ao lado da cama. Tudo estava silencioso e, em cima da mesa de cabeceira, havia um bilhete. “Precisei sair bem cedo. Se quiser falar comigo ou sair de novo, me mande uma
A recepção da clínica onde a família de Claire se consultava estava cheia, mas Moly não se importou com isso, apenas passou na frente de todas as outras pessoas, arrastando Claire pelo braço e parou na frente da recepcionista.“Quero um horário com a Doutora Gupy, agora mesmo”, disse Moly, não se importando em dar bom dia para a recepcionista. “Senhora, qual seu nome?”, perguntou a mulher, um pouco a contragosto. “Preciso ver se ela terá disponibilidade e…”“Moly Dawson”, a mulher disse, direta.Ao lado dela, Claire se mantinha de cabeça baixa e ombros encolhidos. Mal havia dormido, depois que passou mal, sua mãe a mandou para o quarto e ela não comeu nada, mas também não teve fome. Como teria?Ouviu seus pais brigando durante a madrugada, seu pai acusava sua mãe de ser a culpada, de não tê-la educado direito, e sua mãe se desculpava e dizia que estava fazendo seu melhor. E Claire apenas chorava em seu quarto, apavorada, sem saber o que estava acontecendo. Quando amanheceu, assim