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“Então, quando o jatinho pousou, eu não estava ansioso. Eu estava feliz.” Ele suspira, a emoção transparecendo agora, mais clara e pura do que nunca. “Eu estava indo ao encontro da minha segunda chance de vida.”

As palavras dele caem sobre mim como uma onda suave, levando-me em um mar de sentimentos que são ao mesmo tempo avassaladores e curadores. Eu nunca imaginei que ele pensaria assim. Que, de alguma forma, minha decisão de esconder Miguel, de cuidar dele sozinha, seria algo que ele não só compreendia, mas admirava.

Eu me afasto levemente, apenas o suficiente para encará-lo, ainda com os olhos cheios de lágrimas. O espaço entre nós agora parece carregado de algo novo, algo que eu não consigo nomear, mas que está lá, pulsando entre cada batida do meu coração.

Ele me observa, os olhos profundos, carregados de sentimentos que ele não precisa dizer para que eu entenda.

“Você... você realmente quer isso?” A pergunta sai frágil, a voz trêmula, como se, ao perguntar, eu estivesse testand
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