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Eu sei disso enquanto encaro Ethan, que permanece parado, confuso, mas paciente, com aquele olhar que sempre parece querer entender mais do que eu estou disposta a oferecer. Ficamos ali, no corredor estreito e pouco iluminado do prédio, com a porta do apartamento me separando não apenas de Miguel, mas da verdade que deveria ter contado.

Não consigo deixá-lo entrar. Não tenho coragem de permitir que ele olhe para dentro, para a bagunça que escondi por tanto tempo. Não é apenas o apartamento. É tudo. A vida que construí sem ele. As escolhas que fiz. Miguel.

Ethan me observa, percebendo algo, talvez, no meu nervosismo, no modo como cruzo os braços como se precisasse de uma barreira. "Está tudo bem?" ele pergunta, a preocupação evidente em sua voz.

Está? Não. Não está. Mas não consigo dizer isso a ele. Então, apenas aceno com a

E, por um segundo, o silêncio entre nós se estende como uma ponte frágil sobre um abismo, carregado de tudo o que ainda não foi dito. É um silêncio que parece ter
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