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Lorenzo,

Eu sabia que algo estava errado assim que vi aquele homem falando com Camille. Havia algo na forma como ele olhava para ela, algo que me deixou em alerta. Meus instintos nunca falhavam. No mundo em que vivo, você aprende a reconhecer ameaças antes mesmo de elas se tornarem reais. Aquele homem era perigoso, não apenas pela aparência ou pela maneira como andava, mas pelo modo como Camille ficou tensa ao vê-lo.

Quando perguntei quem era ele, a resposta de Camille foi rápida demais, evasiva demais. “Só um desconhecido que me confundiu com outra pessoa”, ela disse. Mas seus olhos traíam o nervosismo. Ela tentou sorrir, mas eu sabia reconhecer quando alguém estava escondendo a verdade. Não a pressionei. Pelo menos, não ali naquele momento. Havia tempo para perguntas mais tarde, e eu sempre soube esperar pela hora certa. Mas minha mente continuava voltando àquele homem. Quem ele era, e o que ele queria de Camille?

Durante o jantar, tentamos manter as coisas leves. O restaurante à be
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