14 I TIQUE - TAQUE I

O CORREDOR ESTAVA parcialmente vazio, mas ainda assim parecia opressor. Eu seguia na direção oposta aos grupos de alunos que chegavam, rindo e conversando com uma despreocupação que parecia tão distante de mim naquele momento. Eles passavam apressados, indo direto para o refeitório, suas vozes ecoando pelo espaço, misturadas ao som de risadas arrastadas e vozes que vinham dos celulares de tempos em tempos. Eu mantinha os olhos baixos, ajustando a alça da minha mochila no ombro, tentando passar despercebida. Não queria encarar ninguém. Cada rosto sorridente parecia aumentar o peso que eu sentia no peito. Era como se eu estivesse nadando contra uma correnteza invisível, lutando para me manter firme enquanto tudo ao meu redor fluía em outra direção, com uma leveza que me escapava.

Minhas mãos ainda tremiam um pouco, e meu estômago parecia dar voltas. Eu precisava sair dali, chegar ao alojamento, onde poderia respirar e tentar entender o que estava acontecendo comigo. Mas, a cada passo,
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