- Então, meu filho? – Continuou perguntando, agora a Rodrigo, novamente.
- É que D.Rute, ela é…. - O sortudo teve sorte, seu telemóvel tocou em boa hora.
- Salvo pelo gongo. – Disse meu pai, fazendo todos rirem novamente. Até que Rody levantou, sorrindo.
- Não acredito…. Não é claro que já vou para ai. – Falava ao telemóvel. – Não, não importa que seja um hospital militar. É um hospital. Irei chegar em vinte minutos. – Respondeu Rody desligando o telemóvel em seguida, olhando para nos com um sorriso idiota.
- O que aconteceu? Eu ouvi hospital, está tudo bem contigo? – Questionei já de pé olhando para ele. – Não é como da última vez que só soube quando ias para a sala de operação? – Perguntei aflito, lembrando quando vi meu amigo
- Jace! – Gritou Rody. – Tu não podes andar por aqui, assim cara. Nem eu, para ser sincero. Temos que andar escoltados ou identificados. – Suspirei pois ele tinha razão. – O que te deu? Parece que viste um fantasma? – Pergunta olhando para todos os lados, procurando.- Não. Eu… preciso…. - Parei. Pensando, não podia ser ela. Soldado? – Queres saber, vou esperar dentro do carro! – Falei já caminhando para o veículo a uns vinte metros. – Como eu sai e vim até aqui sem mesmo perceber? – Pensei em voz alta.- Porque viste aquela bunda maravilhosa, e correste feito um lunático. – Falou com um sorriso malicioso. Não gostei nada do seu comentário, não sei o porque.- Cala-te! – Gritei. Ele olhou desconfiado, sorriu e levantou as mãos no ar. Entrei no carro e bati com a porta.- Cuidado idiota, quase a
- Não é chatear. É pedires à mãe desse homem o número dele. – Insistiu com o mesmo. – Se ele for estúpido, eu próprio o deito daqui para fora. – Explicou.- Não. – Parei. – E parece que ainda não percebeste o que digo, eu e ele não temos nada. – Expliquei.- Ouvis-te? – Perguntou parando e olhando para trás. – Ouvis-te, alguém chamou-te!- O quê? Eu não ouvi nada. – Disse continuando a caminhar em direção do hospital, em frente.Seguimos pelos corredores até encontrar com Patrícia, que estava ao telemóvel possivelmente sobre trabalho. O médico aproximou-se de mim, pois Marcos já tinha desaparecido por um corredor.- Sargento Gouveia, acompanhe-me. – Pediu seguindo ao encontro de um quarto. – O jovem aceitou, conhece-la, mas quer conh
- Princesinha! - Aproximei-me dela. Estava pálida com o seu cabelinho preso em um coque.- Mama. – Falou tão baixinho. - Não esforces, Maki. – Pediu Marcos, com um sorriso no rosto.- Tu vais ficar bem, minha princesinha. Somos as duas contra todos e todo. – Ela deu um sorriso tão pequenino, adormeceu novamente. A porta abriu-se.- Temos que leva-la. – Disse Jéssica, tocando em minhas costas, logo abraçando-me. – Eu sinto muito, irmãzinha. – Disse sentida.- Eu sei, querida. Obrigada. – Retribui o carinho.Marcos e Jessica levaram a minha pequenina com eles por meio dos corredores hospitalares, logo passou a maca com Rodrigo. Jason saiu do quarto e caminhava em minha direção, suspirei.- O que foi Jason? - Perguntei. – Vais continuar a olhar para mim com nojo? – Continuei. Ele n&atil
- Na minha casa, claro. – Jason não deixou nem eu falar, colocou uma mão em minha boca impedindo-me de tal ato. Tentei sair de seu colo, mas ele impediu me.- Jace deixa-me sair. Estamos num hospital. – Pedi mexendo-me em seu colo.- Não. Estás muito bem, aqui. – Respondeu abraçando-me com mais força pela cintura.- Vocês parecem duas crianças, apaixonadas. – Falou Patrícia sorrindo, logo pôs-se a falar no telemóvel. Não parava de trabalhar.- Patrícia, se quiseres ir trabalhar vai. Se algo mudar, eu aviso. – Avisei pois ela também precisava mas era descansar.- Não. Estava avisar os meninos para levarem as coisas para a casa de Jason. – Respondeu como se não fosse nada demais.- O quê? – Olhei para Jason que estava surpreso com a fala de minha mãe. - Como sabe onde moro? –
As horas passaram e uma conversa amigável instaurou-se, Jason não parava de tocar-me, a sua mãe sempre a olhar para nós discretamente e Patrícia sempre com seu telemóvel a tocar. Até que McG, saiu acompanhado de Vaz.A conversa estava boa, mas eu ainda não consegui deixar de tocar, ou de estar perto de Érica. A minha mãe, estava a meu lado esquerdo a olhar para todos os movimentos que eu fazia. Até que passado algumas horas, dois homens com batas brancas vieram pelo corredor, Érica ficou a postura rígida, com não respira-se.- Amor está tudo bem? – Perguntei aflito. Não olhou para mim.- Foram eles que a operaram. – Respondeu olhando para mim, seu olhar continha medo.- Hei, está tudo bem. – Respondi, puxando-a para perto do meu peito, ela tremia, reparei que tentava não demonstrar mas estava com medo.- Se
- Tu vais, porque eu e Maki vamos estar sempre ao teu lado. Como o resto da minha família e Patrícia. E esse médico. – Respondi, mas não conseguia deixar de ter ciúmes do médico bonitinho.- Não precisas de ter ciúmes dele, ele é como irmão mais novo, sendo que ele é que é mais velho dois anos do que eu. – Respondeu-me.- Não tenho ciúmes. – Afirmei apertando-a ainda mais perto de mim.- Ok. Então posso convida-lo para vir ter comigo quando ele vier de missão. – Contou, teimosa. Sorrindo mas com lágrimas no rosto.- Não…. – Resmunguei. - Tenho ciúmes de que ele conheça-te melhor do que eu. – Respondi limpando-lhe as lágrimas e beijando o seu rosto.- Ele não conhece tudo de mim, mostrei-me mais a ti hoje e na noite passada do que a ele. - Afirmou beijando
- Tu não estás a pensar direito. - Persistia. Minha mãe estava a chorar abraçada a meu pai com o que eu disse, meu pai também tocou em seu rosto discretamente.- Que tal então esperamos dois meses, se eu for um pai exemplar. Porque para mim ela já é minha filha, entramos com os papéis de adoção paternal. Teimosinha, a pequena? - Perguntei, levantando o seu rosto com as minhas mãos.- É. Sim. Não me faças arrepender. – Sussurrou as últimas palavras quando abracei o seu corpo. E droga, cabia na perfeição com o meu, como se de uma peça que faltava para eu estar inteiro.- Mama. É tu? – Uma vozinha fininha atrás de nós suou.- Sim, princesa. – Érica largou-me de imediato. – Não te esforces. – Pediu alisando os cabelos da menina.- Quem são? – Pe
- Logo estou aqui, princesinha. – Beijei a sua bochecha fofinha como sua mãe o fizera minutos atrás e sem afastar-se de mim, sem medo. Mas ela já estava a adormecer. Saímos de mãos dadas do quarto, no carro já nos esperavam Nicolas e Rebeca nos bancos da frente. Entramos e logo o carro começou a movimentar-se em direção à última parada da noite. - Fiquei admirada com Maki, confiou em ti como nunca tinha visto. – Falou Érica encostada a mim, dava para enxergar o quanto estava cansada. - Eu sou irresistível, amor. – Respondi fazendo os três rirem de mim. – O que acham de pizza para hoje? – Perguntei. - Por mim. – Érica estava quase a dormir em meu ombro. - Por nós também, já é tarde para alguém comer algo mais pesado, menino. – Rebeca falou, levantei meu braço o passando pelos ombros da mulher ao meu lado. - Nicolas vira aqui à esquerda, vou à minha amiga Manuela, La Montein. – Falei reparando que Érica já estava com os olhos fechados. O