26. DANÇA (Rodolfo)
Bruno diz: “E aí, Dolfo, não falou mais comigo.”

Bruno diz: “Como você está?”

Rodolfo diz: “Estou bem, tato, mas preciso saber se o velho vai estar em casa amanhã.”

Bruno diz: “Você vem ver a mamãe?”

Rodolfo diz: “Sim, vou ver vocês dois.”

Bruno diz: “Podemos nos encontrar em algum lugar. Ele vai estar sim.”

Bruno diz: “Que tal no Viennas Bar? Você sempre gostou de lá.”

Rodolfo diz: “Depois combinamos, não se preocupe.”

Amanhã eu vou falar poucas e boas pra ele. Se ele acha que pode comprar minha vaga dessa forma, é muita humilhação. Já não basta o que ele me fez a vida toda, cada passo, cada palavra que eu pronunciava tinha que estar à altura dos Alcântara Fortunato. Preciso de uma bebida.

— Olá, tudo bem?

Desci até a recepção do hotel.

—Sabe onde tem um barzinho aqui perto, nada muito chique?

— Claro, senhor…

— Por favor, pode me chamar de Rodolfo.

Eu apelei juntando as mãos. A última coisa que queria ouvir era meu sobrenome agora .

— Sim, Sr. Rodolfo. É só seguir duas quadras
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