— Se quiser, posso te levar para um lugar mais tranquilo — ele disse, a frieza na voz contrastando com o que Emma imaginava ser uma oferta.
— Não gosta de estar no centro das atenções, não é? Emma sabia que deveria recusar, sabia que deveria voltar para casa e esquecer aquele homem. Mas, ao mesmo tempo, algo dentro dela a impelia a segui-lo. Ela não sabia o que era, mas não conseguiu resistir, em nada que falassem, saíram para fora da boate. Entraram num carro luxuoso que os levou até a cobertura imponente no centro de Los Angeles, moderno e frio, o prédio tinha uma visão diferente. Dentro da cobertura, o ambiente era sofisticado e sem calor humano, o Daniel se manteve impassível, mas havia algo de incontrolável em sua presença. Ele não era um homem de gestos gentis ou de palavras doces. Era calculista, frio, e, naquele momento, Emma se viu imersa em algo que não compreendia totalmente. Quando ele se moveu para ela, seus olhos penetrantes não demonstraram emoção. Apenas um interesse calculado. Emma não sabia como reagir. Ela queria se afastar, mas o magnetismo de Daniel a prendia de uma forma que ela não conseguia explicar. O que aconteceu naquela noite foi uma mistura de desejo e controle. Daniel a levou ao limite, desafiando tudo o que Emma acreditava ser certo. A atração entre eles era forte demais para ser ignorada, e, quando a noite terminou, Emma estava perdida, confusa e sem saber o que pensar. Na manhã seguinte, quando Emma concordou, o apartamento estava silencioso. O sol da manhã infiltrava-se pelas janelas, iluminando o ambiente moderno, mas impessoal. Ela se levantou rapidamente e, sentindo a ausência de Daniel , uma mistura de rompimento e vazio surgiu dentro dela. Não queria que quando ele voltasse, que ele soubesse que ainda estava ali, mas também sabia que algo dentro dela havia mudado. Antes de sair, Emma fez algo que não planejou: decidiu, por curiosidade, investigar um pouco mais sobre Daniel. Ao passar por uma sala, a porta estava entreaberta, então ela decidiu entrar e deu de cara com uma grande mesa no centro, ao se aproximar, viu papéis em cima da mesa, mas logo de seguida, ela viu algo que a fez parar. Entre os papéis, havia referências a negócios que ela não entendia, e logo um computador aberto com um vídeo pausado, apesar de o seu conscientes a repreender para não ver e voltar, a curiosidade foi tão grande que decidiu ver o vídeo, arrependo ja segundos depois, era o Daniel no vídeo a torturar alguem, ela abafou o grito só agora é que deu de conta que era o Daniel, não qualquer Daniel, mas sim o Daniel West e uma coisa ficou clara: Daniel não era apenas um homem de negócios como ela imaginava. Ele estava interessado em algo maior , algo mais perigoso. Ele estava ligado à máfia. A descoberta bateu uma grande surpresa .Emma sabia que ele era um homem perigoso, mas não imaginava que estivesse tão profundamente envolvido no submundo do crime. O que a princípio parecia uma simples atração agora se tornou mais sombrio e ameaçador . Emma sentiu uma onda de medo, mas também de curiosidade. Ela sabia que precisava sair dali, e rapidamente. Com o coração acelerado, ela deixou o prédio sem que Daniel soubesse. Não queria mais fazer parte daquele mundo, não queria que ele soubesse que ela sabia quem ele realmente era.Três meses se passaram desde aquela noite. Emma havia tentado seguir em frente, mantendo sua rotina diária como se nada tivesse mudado. A vida no escritório, as reuniões, os relatórios... Tudo parecia uma repetição do que ela conhecia. Ela se sentia sobrecarregada, mas não permitia que nada a desviasse do caminho que havia escolhido para si mesma.Apesar disso, ela não podia negar que algo estava acontecendo com seu corpo. As roupas começavam a apertar, especialmente na região do abdômen. Mas Emma tentou ignorar os sinais, dizendo a si mesma que talvez fosse só estresse, ou até mesmo a dieta errada. Não queria pensar muito nisso. Ela tinha uma vida a manter e uma rotina a seguir.Mas naquela manhã, ao acordar, algo a fez parar por um momento. Quando foi ao banheiro, percebeu que estava com náuseas — algo que nunca havia acontecido antes. Ela tentou afastar o pensamento, mas a sensação era inescapável. Quando se olhou no espelho, o rosto parecia mais pálido do que o
Nos dias seguintes à descoberta da gravidez, Emma não conseguiu mais se concentrar no trabalho. A ansiedade a consumia a cada reunião, a cada tarefa que precisava ser cumprida. Cada olhar de seus colegas parecia mais pesado, como se eles pudessem perceber que algo estava errado. Seu corpo já estava dando sinais claros de mudança, e ela não sabia por quanto tempo conseguiria esconder o segredo.Foi então que a ideia surgiu, como uma válvula de escape. Mudar de ambiente. Emma pensou em pedir transferência para outra filial da empresa, longe de todos os olhares curiosos e da pressão que sentia. A ideia parecia perfeita. Em uma nova cidade, ela poderia recomeçar sua vida, longe das lembranças de Daniel e da constante lembrança de sua gravidez.Em um dia comum no escritório, Emma entrou na sala do seu chefe, um homem de meia-idade, sempre cordial, mas com uma expressão de preocupação. Ele sabia que algo estava acontecendo, mas nunca perguntou diretamente. Emma não tinha
Depois da tentativa de invasão à sua mansão, Daniel West não conseguia se livrar de uma inquietação persistente. Acostumado a lidar com ameaças, especialmente de facções rivais, ele sentia que algo naquela noite fugia do comum. Ao revisar as gravações de segurança, algo inesperado chamou sua atenção: além do invasor ligado à máfia rival, ele viu Emma. Três meses antes, ela havia estado em sua propriedade, isso de certa forma é um erro que ele cometeu, porque nunca tinha levado alguém desconhecido a sua propriedade. Emma entrou na mansão movida apenas pela curiosidade. Vasculhou as suas coisas, mexeu em objetos e acabou se deparando com documentos e arquivos que nunca deveriam ser vistos por olhos de fora. O simples fato de ela ter invadido o seu espaço privado já era algo grave, mas o que realmente preocupava Daniel era o que ela havia encontrado. Entre os papéis, estavam informações altamente sensíveis sobre a máfia — dados restritos, acessíveis apenas ao círculo mais próximo de con
Era uma manhã como qualquer outra. Emma Collins acordou cedo, o som do despertador cortando o silêncio do seu quarto. A luz suave da manhã penetrava pelas cortinas, e ela se espreguiçou lentamente, sentindo o peso da gravidez começar a se tornar mais evidente. Ela estava nos primeiros meses, mas o corpo já dava seus sinais de que qualquer coisa mudava dentro dela. Sua barrigapequena, já começava a crescer, e ela sentia uma leveza diferente em seus movimentos, como se algo invisível a estivesse puxando para dentro de si mesma. Ela se declarou da cama com uma dorzinha nas costas - comum na gravidez -, mas nada que a impedisse de seguir sua rotina. No banheiro, fez uma rápida higiene matinal e olhou-se no espelho. Seus olhos estavam um pouco cansados, mas ela estava disposta a sorrir para si mesma. Não queria que a preocupação visual com sua condição afetasse seu semblante. Desde o minuto em que pude, ela tentou guiá-lo com a maior tranquilidade possível : angústia e incerteza est
Era uma manhã calma, e Emma acordou sentindo o peso de mais um dia se aproximar. Ela já foi cada vez mais acostumada às mudanças que seu corpo sofreu, embora o cansaço da gravidez se torne mais evidente a cada semana. A sensação de que sua vida estava em transição constante agora era mais palpável, e o simples fato de que estava grávida a fazia perceber, com uma intensidade crescente, que sua vida nunca mais seria a mesma. Depois de um café rápido e de se arrumar com mais cuidado do que o habitual, ela decidiu que sairia para fazer algo diferente. Ela não tinha muito tempo livre, mas sabia que precisava começar a pensar nas coisas que a esperava quando o bebê chegasse. A ideia de se afastar por um momento das preocupações com Daniel e com o futuro a deixou com uma leve sensação de colapso. Hoje, ela faria algo que não fazia há semanas: ela faria compras, mas não qualquer tipo de compra. Ela iria olhar as coisas de bebê. Emma chegou até um shopping center próximo, o mesmo que costuma
Estava em sua mansão, no escritório que recentemente deixou, perdido no seu mar de pensamentos. A quietude na mansão era palpável , dando um toque de tensão ao ar . Ele não conseguiu escapar da imagem de Emma de sua cabeça, ou dos vídeos que ele acidentalmente descobriu . Emma não era uma mulher qualquer com quem ele passara uma noite ; ela havia se envolvido em algo muito perigoso do que ele pensava . O que o perturbava, mais do que qualquer outra coisa, era o fato de que ela havia descoberto a verdade. Ela sabia quem ele era, sabia de sua ligação com a máfia, e o pior: ele estava demonstrando que ela sabia mais do que ele queria admitir. O fato de ela ter vasculhado seu apartamento, visto os vídeos da câmera de segurança, só confirmou suas suspeitas. Uma curiosidade dela ou talvez o desejo de se proteger para levar a um terreno perigoso, e Daniel sabia que isso não poderia ser ignorado. Ela estava jogando um jogo, e ele não gostava de fazer parte de um jogo sem saber as regras. E
Daniel West não gostava de deixar nada ao acaso. A busca por respostas estava a todo vapor, e agora ele tinha um novo alvo: o homem que havia tentado invadir sua mansão. Para Daniel, uma tentativa de invasão não era apenas uma ofensa à sua propriedade, mas um insulto direto à sua autoridade. Ele sabia que havia mais por trás daquela ação, e estava determinado a descobrir quem estava por trás de tudo. Mais importante ainda, ele precisava saber o que esse homem sabia sobre Emma.O sujeito que havia invadido a mansão estava agora nas mãos de Daniel. Ele estava amarrado a uma cadeira, com os olhos cheios de desdém, sem medo e a respiração calma, claramente ciente do que estava por vir. Daniel por outro lado, também estava calmo, como sempre, mas havia algo de gelado e ameaçador em sua postura. Ele caminhou lentamente ao redor do homem, seus passos ecoando na sala silenciosa.O homem o olhando com desafio e nem tentou se soltar das cordas, mas isso só fez Daniel sorrir de forma f
Daniel West estava determinado. Depois de semanas de buscas e sem pistas, ele finalmente havia descoberto o paradeiro da Emma, onde ela estava. A informação lhe havia chegado por meios indiretos, mas ele sabia que ela não poderia escapar por muito mais tempo. Ela estava agora. em Boston, e isso só aumentava a sensação de urgência em sua busca. Agora era so questão de tempo até encontrá-la. O coração de Daniel não pulsava de emoção. Ele era calculista, frio e, mais do que tudo, possuía um senso de posse inabalável. Emma havia se tornado uma peça chave em seu jogo, mas ele ainda não sabia qual era o seu papel exato. O fato de ela ter explorado sua mansão e, pior ainda, ter descoberto quem ele realmente era, só fazia com que ele se sentisse mais desconfiado.Ele não queria que ela soubesse que o estava procurando. Isso poderia colocar tudo em risco. Mas agora que ele sabia onde ela estava, não havia mais como voltar atrás. A decisão estava tomada.A viagem para Boston foi silenciosa e s