capítulo 2

Todos que eles contaram a novidade, comemoraram e felicitaram o casal. Os pais dos dois, aconselharam que o casamento acontecesse antes que a barriga aparecesse. E depois de um mês, casou com Thomas no cartório, agora ela faria a sua família ao lado do homem da sua vida! Seria como nos livros agora, o fim do capítulo final, onde o casal vive feliz para sempre, mas o para sempre estava mais para o início de um epílogo de: A ruína de um feliz que devia ser para sempre na vida de Cristina mas não foi.

Parecia que depois que casaram, seu agora marido Thomas, chegava tarde todas as noites. Evitava conversar com ela, e com a barriga surgindo, evitava ser visto ao seu lado. Ela, pela fragilidade do momento, ainda tentava entender as mudanças do comportamento do seu marido. Com tudo, nada poderia ser mais cruel com uma alma amorosa, o que vinha a seguir. 

Quando chegou com oito meses de gestação dos seus gêmeos, era um casal por sinal, os dois viviam brigando. Com direito a xingamentos, Cristina estava cansada de não se sentir acolhida por quem devia estar ao seu lado.

— Você não me acompanha em nada nas consultas dos nossos filhos.

— Eu não pedi para ser pai! — Thomas jogou um vaso no chão.

— Você fala como se eu o tivesse obrigado a me engravidar. — Cristina não podia acreditar que ele falou algo assim, mas nada, absolutamente nada, a preparou para o que ela falaria.

— Engraçado, tudo né? Alguns meses atrás, nós nem falamos em filhos. Agora, parece que tudo se encaixou perfeitamente nos planos de alguém que quer dar um famoso golpe da barriga....

Cristina, nunca foi de violência, era pacifista mas nessa hora seu sangue ferveu. E deu um estalado tapa no rosto de Thomas, como ele poderia falar algo assim para ela? Golpe? Só porque a família dele tinha dinheiro? 

— Nunca mais ouse me dizer que usei os meus filhos para ter o seu dinheiro. O que aconteceu com você para me confundir com uma qualquer? Está ficando maluco Thomas?

Cristina nunca viu esse olhar no rosto dele, que colocava a mão em seu rosto  com ódio a encarando. E para seu susto, com um passo largo, chegou próximo ao seu rosto.

— Você nunca mais me bata! Nem os meus pais fizeram isso, não use sua gravidez para tomar essa liberdade que nunca te dei. Acha que eu não.... —  Antes mesmo que ele concluisse sua frase, Cristina que era pacifica mas não idiota, colocou suas mãos na cintura e perguntou:

— Me bater Thomas? Fale! 

— Não coloque palavras em minha boca. —  Apontou o dedo na cara dela, em uma frustrada tentativa de intimidá-la.

— Tente Thomas, sou mulher, sei que não tenho a força que você tem, mas juro pelos meus dois filhos que carrego, que lhe furo. —  E pegou do chão um pedaço de um caco do vaso que ele mesmo havia quebrado. Ele ao ver ela apontando o que usaria para atingi-lo, deu um passo para trás, nunca pensou que Cristina, a doce , amorosa fosse capaz de tal ato.

— Fique calma querida, jogue isso fora. —  Caminhou até ela, e quis abraçá-la, que deu um passo para trás, assustada. —  Não precisa ter medo de mim, eu peço perdão para você meu amor. Deve ser o trabalho que está me fazendo perder a cabeça!

E mais uma vez ela o perdoou, Cristina lembrava disso e seu ódio por si mesma aumentava, os sinais estavam lá somente seu amor a cegava, a fazia ficar presa ao lado do pai dos seus filhos. Mas essa história estava longe do fim, sairia de um romance para uma tragédia grega.

Uma semana antes de seus filhos nascerem, tudo parecia que havia voltado ao normal em sua vida ao lado de Thomas, nesse dia específico, era vivido em sua memória a data: 01/08/2013 seu coração estava agoniado, parecia que a alertava que algo estava prestes a acontecer. Tudo até as 18:00 da tarde correu bem, com tudo às 19:00 da noite, aquela maldita ligação aconteceu. Era um policial que buscava por ela, tinha acontecido algo com o seu marido na rodovia Anchieta. Pelo pouco que ainda conseguia escutar, havia se envolvido em um acidente,  e ela precisava que fosse ao hospital  Anchieta em São Bernardo do Campo. Ao desligar ligou para sua mãe desesperada, ela se ofereceu para acompanhá-la, pois no avançando estado da sua gestação, poderia acontecer algo  com ela e os bebês pelo nervoso.

e os bebês pelo nervoso.

— Mamãe, será que algo aconteceu com ele? 

— Nada deve ter acontecido minha filha, acalme-se está bem! Estou junto com você sempre, se acalme e pense nos seus filhos.

Mesmo dirigindo, Cristina alisou sua barriga, não sabia que seria possível existir um amor tão grande quanto sentia por seus filhos, e mesmo com as palavras de conforto da sua mãe, algo dentro dela falava que tinha algo a mais. Chegando ao hospital, correu até a recepção, ao informar que procurava por Thomas,  pediram que esperasse um pouco pois iria chamar o médico. Cristina tinha que ficar calma, mas não conseguia, ficava andando de um lado para o outro, sua mãe tentava controlá-la, porém era impossível.

— Senhora Cristina Mendes?

— Sim, sou eu. —  Ela olhou no crachá do médico, seu nome era Marcos. —  Doutor Marcos, algo aconteceu com o meu marido?

O médico a encarava, parecia que analisava como lhe contar, mas devia seguir o protocolo de alertar tudo para a família do estado do paciente.

— Vamos até o meu consultório, por favor, falaremos sobre o seu esposo.

A cada passo que Cristina dava, parecia caminhar dentro de um filme de terror, onde nada do que ela tentasse fazer para escapar, daria resultado contrário do que estava por vim. O seu mundo de fantasia estava ruindo, ou melhor dizendo, agora aconteceria a destruição total o que ela era, levando-a a se tornar o que hoje Cristina se tornou, fria e amargurada para o amor.

Sigue leyendo en Buenovela
Escanea el código para descargar la APP

Capítulos relacionados

Último capítulo

Escanea el código para leer en la APP