capítulo 3

As duas mulheres o acompanharam, Cristina queria somente ter contato com hospital, quando seus bebês nascessem no mês seguinte. Ao entrarem sentaram-se, e o doutor Marcos sentou-se e começou a contar:

— Bem, senhora Cristina. O seu esposo, o Thomas, se envolveu em acidente, colidindo com outro carro que vinha na pista contrária. 

— Ele está bem doutor? —  Cristina agarrava com força sua mãe pelo braço com força, que nem percebia que fazia isso.

— Eu peço que você seja forte, vejo que está grávida...

— Diga logo doutor, por favor! — Gritou Cristina dentro da sala, nunca gostou de surpresas em sua vida.

— Tem coisas nessa vida senhora que nos pega de surpresa....

— Doutor não enrole, como está o meu marido? —  Lágrimas brotavam em seu rosto, tinha que escutar o que já gritava em seu cérebro a resposta.

— Eu sinto muito, mas infelizmente o seu esposo faleceu antes mesmo de chegar aqui no hospital.

A cabeça da Cristina girou, parecia um filme de terror, onde agora seu pior pesadelo se tornava real, o amor da sua vida morreu, e ela agora ficaria sozinha com os seus filhos? Depois disso, ela lembrava em fragmentos cortados do que aconteceu no hospital. A sua mãe foi um grande suporte para ela nesse momento, ficava a segurando quando sentia que iria cair pelo baque da notícia recebida.

Ao lembrar do reconhecimento do corpo do seu amado, o seu coração até hoje sangrava. Naquela maca metálica, era um corpo que  tinha vida até horas atrás, agora estava gélido e pálido  em cima dela. Cristina fez até as pessoas da equipe médica que estava no quarto chorarem pela cena, todos se compadecem com a agora então viúva e mãe solo.

Já ouviram aquele ditado que diz: Nada é tão ruim que não possa piorar? Então, Cristina sentiu que até os dias atuais não saiu do pesadelo que sua vida se tornou desde a morte do Thomas. Chegando no velório, toda a família deles, amigos e alguns colegas de trabalho, entre eles tinha uma que quando ela bateu os olhos, sentiu em seu coração algo estranho ao vê-la entrando e vindo em direção ao caixão do seu esposo.

 A mesma chorava como se tivesse perdido alguém muito importante, era estranho porque Cristina nunca a tinha visto antes. E ao olhar ao redor, todos ficavam cochichando algo, olhava para ela e para a mulher que chegava,  era na mesma faixa etária que ela, era loira, olhos azuis e a sua roupa, muito elegante e preta, simbolizando o luto. Se aproximou do caixão e com um carinho estranho, passou a mão no rosto de Thomas. E logo depois, caminhou até a ela, e disse algo que incomodou ela :

— Meus pêsames, Thomas falava muito de você. Agora não saberei o que fazer ao perdê-lo dessa forma.

Cristina mesmo na dor, não devia estar tão surda assim, mas ela que havia enterrado o seu marido, e essa mulher que diz que perdeu ele?

— Quem é você?

— Eu me chamo Gabriela.

— E o que quis dizer em perder o meu marido? Que eu saiba, e todos aqui, eu que sou a viúva e mãe dos seus filhos. — Cristina passou a mão em sua barriga para confirmar o que dizia. A mulher a encarava como se não entendesse o que ela falava, a mãe da Cristina falou:

— Se acalma filha, deve haver algum mal entendido aqui. — Da porta surgiu o pai do Thomas, que ao ver a Gabriela conversando com Cristina, correu para perto.

— Gabriela, vamos sair daqui agora. — Ele tentou a puxar pelo braço, mas ela soltou-se e despejou de uma vez só tudo:

— Eu não irei sair daqui, todos aqui sabem que quem o Thomas amava era eu! Somente suportava essa mulher por causa desses filhos que ela carrega, ele se separaria dela depois que eles nascessem no mês seguinte.

— Cale a boca Gabriela! Aqui não é o momento para isso.

Cristina ao olhar em volta, percebeu que todos ali pareciam conhecer essa mulher, e pela reação do pai do seu marido, tinha algo que somente ela não conhecia. Em um pulo, levantou-se e gritando perguntou:

— Teodoro e qual seria o momento para alguém me contar essa informação?

— Se acalme, Cristina. Depois te explico tudo., eu prometo.

— Não será depois, já que ela começou quero saber tudo que o meu marido fazia pelas minhas costas. — Todos baixaram a cabeça, e a mãe de Thomas se aproximou.

— Não fique nervosa querida, irá fazer mal para os bebês! — Rindo de nervoso, Cristina limpava as lágrimas em seu rosto voltando para todos ouvirem o que falava:

— Agora a senhora me pede calma, depois de escutar o que esse mulher, que nunca vi na minha vida, dizer que o meu marido, pai dos meus filhos à amava?! — Maria ao tentar argumentar, foi interrompida por Cristina, que levantou a sua mão para que a mesma nem tentar pará-la,  hoje lembrando, nem ela sabia de onde tirou energia, mas agarrou a tal de Gabriela pelo braço forte.

—  Me conte mais sobre ser o amor do meu marido e que ele se separaria de mim Gabriela.

A Gabriela percebeu a besteira que tinha feito, pelo que escutava de Thomas, ela era doce, incapaz de alterar a voz, nunca mencionou esse lado mais enérgico da Cristina, que a encarava com fúria e seu aperto estava a machucando pois as suas unhas penetravam em sua pele.

— Depois de conversarmos, você não está bem agora. 

— Depois nada, sua desgraçada. Será agora ou vou te falar no tapa! O que  você escolhe?

Ninguém nunca viu esse lado de Cristina, somente sua família conhecia o lado que escondia quando a tiravam do sério. Mentiras, fofocas e mexer com alguém que ela amava, fazia ela sair de si, chegando até a agressão física. Sua mãe, na hora lembrou quando ela era adoslente e desmaiou uma colega de turma que havia inventado uma fofoca sobre ela e um professor, dizendo que os dois tinham um romance secreto.

— Calma filha, mês que vem seus filhos nascem, não passe esse nervoso agora, por favor.

— Estou ótima mãe, não se preocupe. Somente desejo saber o que ela tem a falar! Diga, o que escolhe?— Cristina sacudiu a mulher com raiva, Gabriela não vendo escapatória falou a verdade. Que  o seu marido Thomas e ela estavam juntos há mais de três anos , que a família dele sabia e, o pior, ele não escondia seu caso para ninguém que estava ali no velório. E dizia para todos que quando os bebês nascessem, iria se separar dela e viver com seu verdadeiro amor, que era ela.

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