A relação dos dois era completamente estranha, era como se Lúcio fosse o pai de Carlos. Lúcio tinha poder sobre Carlos de alguma forma e eu não conseguia entender o porque. Mas isso não era importante agora, pelo menos se ele estiver por perto não vou precisar ter medo ou fugir de Carlos feito boba. A vontade era de acertar aquela cara dele com um soco muito bem dado.Carlos cedeu!Ele deu as costas após puxar o braço do aperto de Lúcio. Ele saiu e Lúcio o observou ir até que ele não era mais visto no nosso campo de visão. Ele me encarou rapidamente assustando.— Você está bem?— Ele perguntou deixando evidente pela urgência, que estava preocupado com as possíveis loucuras de seu irmão.— Para!— Sorri tentando deixar o clima mais leve.— Não precisa ficar preocupado assim, eu tô bem.— Tem certeza que ele não fez nada demais? O que aconteceu com seu pulso de novo?— Ele questionou ao segura-lo e encara-lo.— Ele tá bem, vai ficar bem, me martirizar não vai solucionar meus problemas.— Con
Eu infelizmente percebi que não daria pra conciliar o novo emprego com o Caleb. Foi difícil mas eu percebi que tinha que procurar um novo emprego. Além de o valor que recebia ser pouco, eu não conseguia pegar o Caleb no horário. E deixá-lo com uma estranha só por ser professora dele não estava certo nenhum pouco.Quando comentei com James ele não entendeu, na verdade ele me disse que eu estava fazendo muito errado se precisava de emprego.— Eu realmente preciso James tá, eu preciso mesmo.— Falei enquanto sentava sobre um dos bancos da área.— Mas não tô conseguindo pegar o meu filho no horário da escola, estou deixando meu filho com uma estranha.— Mas cadê o pai dele? Ele não pode ajudar de alguma forma?— James voltou a tocar no assunto que eu detestava.— Não, ele não pode.— Respondi tentando dar um fim no papo.— Mas porque ? Porque não diz pra ele que tá sendo uma barra? Onde você mora? Eu posso ajudá-la?— Ele se aproximou segurando minha mão.— Se eu puder ajudar de alguma forma qu
Rodei o restante da tarde em todo tipo de lugar. Casas, restaurantes, supermercados, boates e nada. Absolutamente nada. Suspirei inconformada no carro ao parar em um lugar desconhecido. Estava ferrada, eu tinha que conseguir algo, tinha que conseguir um novo emprego, eu tinha que fazer algo mais por meu filho. Estava cansada de viver daquela forma, eu faria o que fosse preciso para dar um teto digno ao meu filho. Um carro passou pelo meu buzinando com bastante força.Com o susto encarei Caleb assustada, ele tirava um cochilo no banco. Saí do carro determinada a até xingar se fosse preciso, até que percebi que não tinha jogado o carro no acostamento. Me desculpei com o carro chique voltando a entrar no carro e retirar da passagem para os outros passarem.O carro passou mas parou lá na frente e antes que eu me perguntasse o porque, a porta do lado do motorista abriu e um Lúcio muito decidido nas passadas me encarou pelo vidro do para-brisa de braços cruzados. Eu passei as mãos sobre o
Fazia uma semana que eu tinha mudado completamente minha rotina. Eu estava na empresa do Lúcio como secretaria auxiliar. E tinha uma coisa, uma não, varias coisas que estavam me deixando louca. Primeiro delas, Lúcio, segundo, Phenelope e terceiro o trabalho. Achava que conhecia o Lúcio mas eu não conhecia nada dele no trabalho. Um homem focado no trabalho, extremamente preocupado com os setores e inclusive o de produção. Era dificil acompanha-lo sem pedir para repetir novamente tudo que ele falava.E se tinha uma coisa que eu tinha percebido é que ele não estava nem aí pra mim, mas esse fato eu reconhecia que era tudo graças a minha boca grande e respondona. Mas no fim eu não podia reclamar, o que eu ganhava eu nunca tinha tido a oportunidade de conseguir em toda minha vida de trabalho. Era reconhecida, recebia bem o suficiente pra pagar uma casa de verdade, bancar o Caleb até mesmo pagando uma escola pra ele. Na verdade esse era só meu pensar, ainda não tinha feito isso.O horário de
Quando concluí a tarefa segui direção a sala dele vendo ele encarar a tela do notebook dele a frente. Ele ergueu um olhar e baixou novamente. Eu permaneci confusa até ele falar.— Phenelope me contou que você tá um pouco devagar? Tá tendo alguma dificuldade?— O que?— Não consegui esconder minha cara susto. Aquela vaca tem mentido sobre mim para o Lúcio?— Estou me esforçando.— Respondi. Mas a vontade era de soltar uns xingamentos direcionado a aquela vaca.— Pensei que tinha falo que conseguiria.— Ele parecia estar me desafiando. Era ridículo aquilo, mas se eu tivesse poupado as palavras dito que aceitaria uma ajuda sempre que alguém me desse, ele não pegaria tanto no meu pé.— Eu não desisti, porque está dizendo que não consigo? Não tem nada definido aqui e quando chegar a hora eu irei desistir por mim mesma. Não vou pedir que sua secretaria venha aqui te informar.— Lúcio deu um meio sorriso.— Essa é você.— Ele me encarou.— Preciso que suba ao setor de produção e me faça uma lista d
Lúcio apareceu nos encarando de olhos estreitos. Phenelope sorriu falsamente pra ele, eu permaneci com a mesma expressão de desgosto.— Está tudo bem Samira? Já vai subir?— Ele direcionou a mim. Eu o encarei de forma breve para não olhar tanto para ele.— Já estava de saída senhor Lúcio.— Respondi forçando uma expressão amigável. Mas eu conhecia Lúcio o suficiente pra saber que ele não era burro de não perceber que estava forçando.— Senhor?— Ele sorriu parando a minha frente.— Nada disso, já tivemos essa conversa tá.Ele balançou a cabeça enquanto manteve um sorriso de desconforto. Era óbvio que ele não criara essa regra, era coisa da vaca ciumenta. Ela só podia ser louca por ele mesmo. Ele seguiu a mesa dela.— Preciso que passe essa papelada para o nosso cliente que chegará em 20 minutos. Talvez eu esteja na reunião e receio que não possa atende-lo.— Ele deixou na mesa dela e voltou a sua sala novamente.Eu soltei minha respiração confortavelmente.Ufa! que situação esquisita.Quan
A luta estava cada vez pior. Eu com certeza não me dava nada bem com escadas, isso era óbvio para qualquer um. Mas estava receosa quanto a falar ao Lúcio sobre isso. Se eu pelo menos tivesse chegado no setor de cima eu daria um jeito quanto a volta, mas estava difícil.Tive que parar e me acalmar, sempre repetindo mentalmente que não podia olhar os degraus. Estava certa que se fizesse isso eu teria uma crise e não conseguiria me equilibrar. Respirei pausadamente lembrando de manter as mão sobre o corre mão.Quando achei que estava pronta para subir ouvi passos atrás de mim e por impulso eu virei. Péssima ideia!Eu senti que não teria equilíbrio para me manter de pé, e aos poucos sem conseguir controlar nem focar a visão em absolutamente nada naquela escadaria escura eu tombei para trás sentindo que meu corpo foi mantido de pé por alguém. Eu sentia que a cada segundo eu cairia mesmo estando de pé. Meu corpo foi virado e eu também senti uma mão sobre meu rosto, mas era impossivel enxerga
— Você está bem Samira? Porque está olhando pra cima?— Ela tem um problema com escadas.— Lúcio tomou a minha frente quando abri a boca para responder.— Disse pra me esperar na sala. Estarei lá em alguns minutos.Eu não vi o rosto do Lawrence nem como ele deve ter ficado confuso com a situação. Depois tentaria conversar com ele novamente, por enquanto o meu problema era subir aquelas escadas.Quando chegamos a porta do setor de produção Lúcio soltou as mãos de mim passando a agasalhar seu terno justo na hora que um dos funcionários abriu a porta e parecia confuso com a cena. Lúcio agasalhando o terno e eu confusa tentando entender que lugar era aquele e que situação estranha tinha sido aquela de minutos antes.— Preciso do telefone imediatamente. Me passa o ramal. Preciso ligar para a recepção.— Lúcio falou adentrando a sala e puxando o funcionário de forma rápida pelo pulso. Lá estava ele, como se nada tivesse acontecido. Determinado, direto e obcecado pelo seu trabalho. Ele se dire