Senti uma coisa diferente aqui entre esses dois, alguém mais sentiu? 🤭
— Você está bem Samira? Porque está olhando pra cima?— Ela tem um problema com escadas.— Lúcio tomou a minha frente quando abri a boca para responder.— Disse pra me esperar na sala. Estarei lá em alguns minutos.Eu não vi o rosto do Lawrence nem como ele deve ter ficado confuso com a situação. Depois tentaria conversar com ele novamente, por enquanto o meu problema era subir aquelas escadas.Quando chegamos a porta do setor de produção Lúcio soltou as mãos de mim passando a agasalhar seu terno justo na hora que um dos funcionários abriu a porta e parecia confuso com a cena. Lúcio agasalhando o terno e eu confusa tentando entender que lugar era aquele e que situação estranha tinha sido aquela de minutos antes.— Preciso do telefone imediatamente. Me passa o ramal. Preciso ligar para a recepção.— Lúcio falou adentrando a sala e puxando o funcionário de forma rápida pelo pulso. Lá estava ele, como se nada tivesse acontecido. Determinado, direto e obcecado pelo seu trabalho. Ele se dire
As portas do elevador se abriram eu vi Phenelope me encarar a certa distância. Vaca mentirosa! Dava náuseas olhar pra tanta falsidade em uma única mulher. Como ela pôde mentir pra mim sobre o elevador? E se o Lúcio não tivesse aparecido? Algo sério poderia ter acontecido. Mantive-me inexpressiva e continuei meu trajeto seguindo a sala do Lúcio. Eu reconhecia pessoas que eu tinha que falar e pessoas que eu tinha que me calar.Lúcio não estava na sala, deixei a prancheta com a guia de anotações que ele tinha me pedido sobre sua mesa. Ao sair da sala fechei a porta. Quando ergui meus olhos e observei o setor, percebi Lawrence sentado em uma das poltronas da recepção. Ele me viu, me olhou e com aquele olhar objetivo dava pra vê que queria algo. Vi ele levantar da cadeira e seguir a minha direção.Constatei no relógio que já era minha hora de almoço. Eu peguei minha bolsa e dei a volta na bancada onde Phenelope se encontrava avaliando uma papelada cuidadosamente.— Pode avisar ao Lúci
Uma garota de cabelos violeta e tatuada nos recepcionou, ela agarrou Lawrence pelo pescoço fingindo um mata leão e ele se rendeu reclamando da cena que ela estava fazendo. Ela tinha umas tranças na parte da frente do cabelo o que a deixava muito atraente. Mas embora fosse muito bonita ela não tinha nada asiático, não parecia o Lawrence.— Raylla essa é Samira e Samira essa é Raylla minha irmã. — Ele nos apresentou e nós nos cumprimentamos. Raylla era alta, era magra mas não tanto, tinha um corpo harmonioso, pele clara e um sorriso encantador, mas sua personalidade era das fortes, mulher visivelmente desenrolada e capaz.— Você disse que não estava namorando. — Raylla bateu o ombro dele e saiu direção a uma porta que levava a um lugar que eu não fazia ideia do que era. Mas não antes de ouvir Lawrence gritar de volta a ela um "Não estou namorando" ele me olhou falando só para que nós escutássemos.— Por enquanto. — Franzi os olhos o encarando.— Está muito convencido.— O respondi. Ele p
— Na verdade... — Ela encarou uma lista de anotação sobre a mesa. — O Lúcio veio busca-lo.Soltei um suspiro alto de forma desajeitada, meu Deus!— Graças a Deus. — Soltei um longo suspiro e Lawrence franziu as sobrancelhas enquanto seus olhos permaneciam fixos aos meus ao ouvir minha frase.O puxei para fora agradecendo a senhora pela informação e segui ao carro as pressas.— Espera eu não entendi, o que o Lúcio tem a ver com o Caleb e você?— Lawrence questionou depois de um tempo dirigindo. Ele me olhou confuso.— É uma longa historia, essa é a parte que citei sobre uma série de acontecimentos. Lúcio fez por mim o que ninguém nunca fez.— Eu o respondi vendo sua expressão ficar cada vez mais azeda.— Mas ele não é o pai do seu filho, porque não desmentiu?— Percebi que a preocupação de Lawrence resumia no famoso ego masculino, e questão de honra. Eu sabia perfeitamente que essa afirmação não era verídica, e era exatamente por isso que não me preocupava tanto. Lawrence estava com ciumes
— Morta de fome — Ela disse em um tom mais baixo para que apenas nós duas pudessemos ouvir.— Você não sabe quem sou e não imagina do que sou capaz.— De forma discreta ela segurou meu braço enquanto aproximava do meu ouvido. Suas unhas enormes machucaram minha pele no primeiro contato, e ela sabia que estava fazendo aquilo. Minha respiração parecia acelerada, eu estava me controlando, eu realmente estava. Meus olhos permaneceram fixos aos olhos azuis dela.— O que você faz aqui?— A voz grave de Lúcio a interrompeu do aperto dolorido sobre meu braço. E eu estava grata mentalmente por aquilo, as suas unhas eram como facas e de tanto pressionar meu braço estava levemente dolorido, se não estivesse cortado.— Estava perguntando a mesma coisa para ela.— Ela virou seu corpo de forma rapida para ele tentando esconder meu braço por trás do seu corpo.— Não ela, você.— Lúcio foi direto e claro. Ela pareceu engolir ar seco pela garganta pois ela tentou dizer algo mas sua voz não saiu. — Na minha
— Não sei o que Lúcio tem na cabeça de permitir a presença da Gabriela nessa casa.— Lawrence falava enquanto me guiava ao carro. — Tenho uma maleta de primeiro socorros no carro.— Ele disse ao perceber que estava me levando pela mão sem informar o porque.— Não parecia que o Lúcio sabia da presença dela na casa. E eles tem uma filha juntos. O casamento pode ter acabado mas o fato de terem uma filha juntos não.— O respondi ao sentar no banco do carro mantendo a porta aberta enquanto Lawrence retirava uma maleta por de baixo de um dos bancos de trás.— Porque você se importa sempre em defende-lo?— Lawrence fixou seus olhos sobre os meus de forma questionadora. E ali estava o ponto em questão, porque se incomodar tanto?— Vou ser clara e direta com você, Lawrence. Me desculpe se aparentar ignorância.— Soltei o meu braço retirando de sua mão.— Você está em algum tipo de relacionamento comigo?— Lawrence parecia assustado.— Você tem ciumes de mim ou ciumes do Lúcio?Seus olhos embora apertad
Adentrei o setor de produção como de costume já tinha uns dias. Anthony me recebeu com uma lista bem explicada e elaborada de materiais que estavam em produção. Passei a conferir e marcar os que já estavam em processo.Anthony e os outros rapazes que mexiam nas maquinas gargalhavam de algumas piadas e eu não dei atenção a isso, pois tinha que concluir minha tarefa lá em cima, para voltar aos outros trabalhos. Um dos rapazes esbarrou em mim derrubando a prancheta com as anotações no chão.— Opa! — Ele curvou-se ao chão retirando a papelada de onde tinham caído. — Aqui está, me desculpe o inconveniente. — Ele completou ao me entregar os papéis novamente.— Não há incomode, tudo bem, obrigado. — Respondi vendo ele me encarar.— Nós já nos vimos antes não? — Ele franziu o cenho. Parecia ter recordado de algo e então ele falou: — Você não era a namorado do Max? Cara verdade é você mesmo.Ele parecia surpreso, mas incrivelmente eu não recordava dele não.— Sim eu fui namorada dele, mas aind
— O que está acontecendo?— Com o susto minha voz saía assustada entrecortada com a respiração.— Fique calma, não é nada demais. Os responsáveis civis vão resolver. Eu não consegui vê, pois estava muito escuro. Mas a voz de Lúcio estava muito próxima. O calor do corpo dele se juntou ao escuro me causando um conforto. Aos poucos pude sentir o corpo relaxar, mesmo sentindo que suas mãos estavam por minhas costas me mantendo de frente para ele. Agradeci que pelo menos estava escuro, pois agora eu não tinha nem cara para encara-lo.Lúcio tateou a procura do botão ao ouvir uma voz masculina sair por ele.— Estamos bem, resolva o mais rápido de puder. — Lúcio respondeu com o rosto direção ao que parecia ser um interfone.Senti que Lúcio estava me olhando, mesmo que estivesse escuro. Sua mão permanecia firme rodeando meu corpo. Permanecemos calados por alguns minutos. Eu senti vontade de sentar ali mesmo no chão, mas estava com vergonha de dizer para ele. Como se ele soubesse dos meus pensam