Ai ai ai ai agora tem um senhor Lawrence pra sacudir e tornar o clima de triângulo amoroso.
Uma garota de cabelos violeta e tatuada nos recepcionou, ela agarrou Lawrence pelo pescoço fingindo um mata leão e ele se rendeu reclamando da cena que ela estava fazendo. Ela tinha umas tranças na parte da frente do cabelo o que a deixava muito atraente. Mas embora fosse muito bonita ela não tinha nada asiático, não parecia o Lawrence.— Raylla essa é Samira e Samira essa é Raylla minha irmã. — Ele nos apresentou e nós nos cumprimentamos. Raylla era alta, era magra mas não tanto, tinha um corpo harmonioso, pele clara e um sorriso encantador, mas sua personalidade era das fortes, mulher visivelmente desenrolada e capaz.— Você disse que não estava namorando. — Raylla bateu o ombro dele e saiu direção a uma porta que levava a um lugar que eu não fazia ideia do que era. Mas não antes de ouvir Lawrence gritar de volta a ela um "Não estou namorando" ele me olhou falando só para que nós escutássemos.— Por enquanto. — Franzi os olhos o encarando.— Está muito convencido.— O respondi. Ele p
— Na verdade... — Ela encarou uma lista de anotação sobre a mesa. — O Lúcio veio busca-lo.Soltei um suspiro alto de forma desajeitada, meu Deus!— Graças a Deus. — Soltei um longo suspiro e Lawrence franziu as sobrancelhas enquanto seus olhos permaneciam fixos aos meus ao ouvir minha frase.O puxei para fora agradecendo a senhora pela informação e segui ao carro as pressas.— Espera eu não entendi, o que o Lúcio tem a ver com o Caleb e você?— Lawrence questionou depois de um tempo dirigindo. Ele me olhou confuso.— É uma longa historia, essa é a parte que citei sobre uma série de acontecimentos. Lúcio fez por mim o que ninguém nunca fez.— Eu o respondi vendo sua expressão ficar cada vez mais azeda.— Mas ele não é o pai do seu filho, porque não desmentiu?— Percebi que a preocupação de Lawrence resumia no famoso ego masculino, e questão de honra. Eu sabia perfeitamente que essa afirmação não era verídica, e era exatamente por isso que não me preocupava tanto. Lawrence estava com ciumes
— Morta de fome — Ela disse em um tom mais baixo para que apenas nós duas pudessemos ouvir.— Você não sabe quem sou e não imagina do que sou capaz.— De forma discreta ela segurou meu braço enquanto aproximava do meu ouvido. Suas unhas enormes machucaram minha pele no primeiro contato, e ela sabia que estava fazendo aquilo. Minha respiração parecia acelerada, eu estava me controlando, eu realmente estava. Meus olhos permaneceram fixos aos olhos azuis dela.— O que você faz aqui?— A voz grave de Lúcio a interrompeu do aperto dolorido sobre meu braço. E eu estava grata mentalmente por aquilo, as suas unhas eram como facas e de tanto pressionar meu braço estava levemente dolorido, se não estivesse cortado.— Estava perguntando a mesma coisa para ela.— Ela virou seu corpo de forma rapida para ele tentando esconder meu braço por trás do seu corpo.— Não ela, você.— Lúcio foi direto e claro. Ela pareceu engolir ar seco pela garganta pois ela tentou dizer algo mas sua voz não saiu. — Na minha
— Não sei o que Lúcio tem na cabeça de permitir a presença da Gabriela nessa casa.— Lawrence falava enquanto me guiava ao carro. — Tenho uma maleta de primeiro socorros no carro.— Ele disse ao perceber que estava me levando pela mão sem informar o porque.— Não parecia que o Lúcio sabia da presença dela na casa. E eles tem uma filha juntos. O casamento pode ter acabado mas o fato de terem uma filha juntos não.— O respondi ao sentar no banco do carro mantendo a porta aberta enquanto Lawrence retirava uma maleta por de baixo de um dos bancos de trás.— Porque você se importa sempre em defende-lo?— Lawrence fixou seus olhos sobre os meus de forma questionadora. E ali estava o ponto em questão, porque se incomodar tanto?— Vou ser clara e direta com você, Lawrence. Me desculpe se aparentar ignorância.— Soltei o meu braço retirando de sua mão.— Você está em algum tipo de relacionamento comigo?— Lawrence parecia assustado.— Você tem ciumes de mim ou ciumes do Lúcio?Seus olhos embora apertad
Adentrei o setor de produção como de costume já tinha uns dias. Anthony me recebeu com uma lista bem explicada e elaborada de materiais que estavam em produção. Passei a conferir e marcar os que já estavam em processo.Anthony e os outros rapazes que mexiam nas maquinas gargalhavam de algumas piadas e eu não dei atenção a isso, pois tinha que concluir minha tarefa lá em cima, para voltar aos outros trabalhos. Um dos rapazes esbarrou em mim derrubando a prancheta com as anotações no chão.— Opa! — Ele curvou-se ao chão retirando a papelada de onde tinham caído. — Aqui está, me desculpe o inconveniente. — Ele completou ao me entregar os papéis novamente.— Não há incomode, tudo bem, obrigado. — Respondi vendo ele me encarar.— Nós já nos vimos antes não? — Ele franziu o cenho. Parecia ter recordado de algo e então ele falou: — Você não era a namorado do Max? Cara verdade é você mesmo.Ele parecia surpreso, mas incrivelmente eu não recordava dele não.— Sim eu fui namorada dele, mas aind
— O que está acontecendo?— Com o susto minha voz saía assustada entrecortada com a respiração.— Fique calma, não é nada demais. Os responsáveis civis vão resolver. Eu não consegui vê, pois estava muito escuro. Mas a voz de Lúcio estava muito próxima. O calor do corpo dele se juntou ao escuro me causando um conforto. Aos poucos pude sentir o corpo relaxar, mesmo sentindo que suas mãos estavam por minhas costas me mantendo de frente para ele. Agradeci que pelo menos estava escuro, pois agora eu não tinha nem cara para encara-lo.Lúcio tateou a procura do botão ao ouvir uma voz masculina sair por ele.— Estamos bem, resolva o mais rápido de puder. — Lúcio respondeu com o rosto direção ao que parecia ser um interfone.Senti que Lúcio estava me olhando, mesmo que estivesse escuro. Sua mão permanecia firme rodeando meu corpo. Permanecemos calados por alguns minutos. Eu senti vontade de sentar ali mesmo no chão, mas estava com vergonha de dizer para ele. Como se ele soubesse dos meus pensam
Me confortei mesmo sentindo uma dor ao me mover. Quando abri os olhos fiquei confusa com o que estava acontecendo, estava escuro eu não lembrava muito bem. Mas aos poucos a mente foi passando raciocinar com clareza. Lúcio estava ao meu lado, dava pra sentir o calor do corpo dele e a sua respiração a cima da minha cabeça. Parecia que tínhamos dormido sem nem perceber, pois minha cabeça estava sobre seu ombro.Mexi devagar tentando não acorda-lo. O peso de seu corpo sobre o meu tornou difícil a tarefa, principalmente sua perna direita que estava sobre a minha esquerda. Senti um formigamento na perna, com certeza teria cãibras.Permaneci na mesma posição. As luzes acenderam-se rapidamente e quando não estava esperando a porta do elevador se abriu e praticamente a empresa inteira, os funcionários estavam de frente. Quando consegui vê com clareza devido a porta estar totalmente aberta eles pareciam assustados com a cena minha e de Lúcio totalmente bagunçados. Sem contar que poderiam entend
Quando me preparei para responder Phenelope nos interrompeu. O que eu tinha esquecido completamente que ela estava por perto. Mordi os lábios rapidamente.— Lúcio, você esqueceu seu terno no elevador.— Ela o entregou enquanto ele recebeu agradecido.— Muito obrigado Phenelope.— Ele falou voltando me encarar.— Continue.— Ah! Deixa pra lá, você tem razão, realmente tá bem velho mesmo.— Eu apressei os passos seguindo a minha bancada.— Espera aí como assim?— Ele continuava à espera de uma explicação. Sorri animada vendo pela primeira vez Lúcio parecer um menino à espera de uma resposta.Era algo bobo, estava pegando no pé dele, mas aparentemente, ele não era acostumado a aquele tipo de coisa. Eu não consegui conter e acabei gargalhando vendo ele me encarar confuso com os olhos bem abertos. Eu suspirei enquanto encarava ele de frente à minha bancada. Lúcio era como uma caixinha de surpresa, cada dia uma nova. Eu realmente gostava daquilo.///Percebi minutos mais tarde que tínhamos passa