Desequilibrada é pouco, essa ex mulher do Lúcio é uma jararaca mesmo!!
— Morta de fome — Ela disse em um tom mais baixo para que apenas nós duas pudessemos ouvir.— Você não sabe quem sou e não imagina do que sou capaz.— De forma discreta ela segurou meu braço enquanto aproximava do meu ouvido. Suas unhas enormes machucaram minha pele no primeiro contato, e ela sabia que estava fazendo aquilo. Minha respiração parecia acelerada, eu estava me controlando, eu realmente estava. Meus olhos permaneceram fixos aos olhos azuis dela.— O que você faz aqui?— A voz grave de Lúcio a interrompeu do aperto dolorido sobre meu braço. E eu estava grata mentalmente por aquilo, as suas unhas eram como facas e de tanto pressionar meu braço estava levemente dolorido, se não estivesse cortado.— Estava perguntando a mesma coisa para ela.— Ela virou seu corpo de forma rapida para ele tentando esconder meu braço por trás do seu corpo.— Não ela, você.— Lúcio foi direto e claro. Ela pareceu engolir ar seco pela garganta pois ela tentou dizer algo mas sua voz não saiu. — Na minha
— Não sei o que Lúcio tem na cabeça de permitir a presença da Gabriela nessa casa.— Lawrence falava enquanto me guiava ao carro. — Tenho uma maleta de primeiro socorros no carro.— Ele disse ao perceber que estava me levando pela mão sem informar o porque.— Não parecia que o Lúcio sabia da presença dela na casa. E eles tem uma filha juntos. O casamento pode ter acabado mas o fato de terem uma filha juntos não.— O respondi ao sentar no banco do carro mantendo a porta aberta enquanto Lawrence retirava uma maleta por de baixo de um dos bancos de trás.— Porque você se importa sempre em defende-lo?— Lawrence fixou seus olhos sobre os meus de forma questionadora. E ali estava o ponto em questão, porque se incomodar tanto?— Vou ser clara e direta com você, Lawrence. Me desculpe se aparentar ignorância.— Soltei o meu braço retirando de sua mão.— Você está em algum tipo de relacionamento comigo?— Lawrence parecia assustado.— Você tem ciumes de mim ou ciumes do Lúcio?Seus olhos embora apertad
Adentrei o setor de produção como de costume já tinha uns dias. Anthony me recebeu com uma lista bem explicada e elaborada de materiais que estavam em produção. Passei a conferir e marcar os que já estavam em processo.Anthony e os outros rapazes que mexiam nas maquinas gargalhavam de algumas piadas e eu não dei atenção a isso, pois tinha que concluir minha tarefa lá em cima, para voltar aos outros trabalhos. Um dos rapazes esbarrou em mim derrubando a prancheta com as anotações no chão.— Opa! — Ele curvou-se ao chão retirando a papelada de onde tinham caído. — Aqui está, me desculpe o inconveniente. — Ele completou ao me entregar os papéis novamente.— Não há incomode, tudo bem, obrigado. — Respondi vendo ele me encarar.— Nós já nos vimos antes não? — Ele franziu o cenho. Parecia ter recordado de algo e então ele falou: — Você não era a namorado do Max? Cara verdade é você mesmo.Ele parecia surpreso, mas incrivelmente eu não recordava dele não.— Sim eu fui namorada dele, mas aind
— O que está acontecendo?— Com o susto minha voz saía assustada entrecortada com a respiração.— Fique calma, não é nada demais. Os responsáveis civis vão resolver. Eu não consegui vê, pois estava muito escuro. Mas a voz de Lúcio estava muito próxima. O calor do corpo dele se juntou ao escuro me causando um conforto. Aos poucos pude sentir o corpo relaxar, mesmo sentindo que suas mãos estavam por minhas costas me mantendo de frente para ele. Agradeci que pelo menos estava escuro, pois agora eu não tinha nem cara para encara-lo.Lúcio tateou a procura do botão ao ouvir uma voz masculina sair por ele.— Estamos bem, resolva o mais rápido de puder. — Lúcio respondeu com o rosto direção ao que parecia ser um interfone.Senti que Lúcio estava me olhando, mesmo que estivesse escuro. Sua mão permanecia firme rodeando meu corpo. Permanecemos calados por alguns minutos. Eu senti vontade de sentar ali mesmo no chão, mas estava com vergonha de dizer para ele. Como se ele soubesse dos meus pensam
Me confortei mesmo sentindo uma dor ao me mover. Quando abri os olhos fiquei confusa com o que estava acontecendo, estava escuro eu não lembrava muito bem. Mas aos poucos a mente foi passando raciocinar com clareza. Lúcio estava ao meu lado, dava pra sentir o calor do corpo dele e a sua respiração a cima da minha cabeça. Parecia que tínhamos dormido sem nem perceber, pois minha cabeça estava sobre seu ombro.Mexi devagar tentando não acorda-lo. O peso de seu corpo sobre o meu tornou difícil a tarefa, principalmente sua perna direita que estava sobre a minha esquerda. Senti um formigamento na perna, com certeza teria cãibras.Permaneci na mesma posição. As luzes acenderam-se rapidamente e quando não estava esperando a porta do elevador se abriu e praticamente a empresa inteira, os funcionários estavam de frente. Quando consegui vê com clareza devido a porta estar totalmente aberta eles pareciam assustados com a cena minha e de Lúcio totalmente bagunçados. Sem contar que poderiam entend
Quando me preparei para responder Phenelope nos interrompeu. O que eu tinha esquecido completamente que ela estava por perto. Mordi os lábios rapidamente.— Lúcio, você esqueceu seu terno no elevador.— Ela o entregou enquanto ele recebeu agradecido.— Muito obrigado Phenelope.— Ele falou voltando me encarar.— Continue.— Ah! Deixa pra lá, você tem razão, realmente tá bem velho mesmo.— Eu apressei os passos seguindo a minha bancada.— Espera aí como assim?— Ele continuava à espera de uma explicação. Sorri animada vendo pela primeira vez Lúcio parecer um menino à espera de uma resposta.Era algo bobo, estava pegando no pé dele, mas aparentemente, ele não era acostumado a aquele tipo de coisa. Eu não consegui conter e acabei gargalhando vendo ele me encarar confuso com os olhos bem abertos. Eu suspirei enquanto encarava ele de frente à minha bancada. Lúcio era como uma caixinha de surpresa, cada dia uma nova. Eu realmente gostava daquilo.///Percebi minutos mais tarde que tínhamos passa
Lawrence o segurou erguendo Caleb do chão enquanto ele sorria aproveitando a oportunidade de estar nos braços de alguém com direto a folia que toda criança amava.Adentramos a casa e Lawrence fazia companhia para o Caleb na sala enquanto aproveitava o fato de ele ter companhia para concluir o nosso famoso almoço as pressas. Dava pra vê que Caleb estava animado de mais, pois sua gargalhada era possível de ouvir da sala ao comodo no qual me encontrava, que era a cozinha.— Ouvi dizer que alguém ali está com fome.— Comentei chamando a atenção de ambos para mim após pausar o que parecia ser um jogo na Tv.Lawrence cruzou os braços olhando do Caleb para mim e Caleb parecia emburrado por ter atrapalhado a brincadeira dos dois. Lawrence ergueu-se do chão jogando seus cabelos brilhantes para trás. Ele puxou Caleb o erguendo logo em seguida e o colocando sobre seu ombro como um famoso saco.Caleb gargalhou ao ficar praticamente de cabeça para baixo.— Lawrence cuidado!— Falei ao tentar erguer
O clima estava extremamente estranho, não importa o quanto tentássemos relevar. Tinha sido uma semana de poucas palavras. Os funcionários pareciam saber de algo ou comentarem algo que talvez não fosse verdade. A verdade é que desde o ocorrido no elevador com o Lúcio e a cena do beijo na bochecha dele as coisas pareciam diferente.Me sentia desconfortável por lembrar que tinha culpa nos dois ocorridos, afinal, o que aconteceu comigo aquele dia? Porque me abri mais do que o necessário? Embora Lawrence tenha relevado sem levantar questão sobre o assunto, na realidade aquela ação me deixava ainda mais desconfortável.Eu sou uma mulher aberta ao que quero falar, de repente era como caminhar sobre vidro, era necessário um cuidado dobrado para nem magoar, muito menos transmitir as intenções errada. Me importava com o que achavam de mim, essa era a verdade. Eu realmente estava começando a ter aquele problema ridículo. Mesmo tendo prometido a mim mesma que não levaria a opinião dos outros tão