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Disposto a tudo para conquistá-la...

Jackson Miller

A semana passou de forma surreal. Trabalhar com Anna diariamente trouxe uma mistura de emoções que eu mal conseguia conter. Cada vez que ela entrava no escritório, eu sentia um misto de nostalgia e dor. Ela era eficiente, focada, e não dava sinais de lembrar-se de mim ou do nosso passado.

Eu a desejava desesperadamente e estava disposto a tudo para conquistá-la, todos dias levava café da manhã para ela, pedia almoço para nós dois, comprava alguns doces no decorrer do dia para ela.

Enquanto ela se adaptava ao novo cargo, nossa interação era estritamente profissional. Contudo, não podia evitar olhá-la com curiosidade e tristeza, pensando no que ela havia perdido. A cada dia que passava, minha vontade de contar a verdade aumentava, mas sabia que precisava ser cuidadoso.

Na sexta-feira, quando o dia estava terminando, senti a necessidade de criar uma oportunidade para conversarmos fora do ambiente de trabalho.

—Anna.—chamei quando ela estava arrumando seus pertences para ir embora.

—Sim, senhor governador?— Ela se virou, sempre educada e atenta.

—Gostaria de convidá-la para jantar esta noite.

Ela pareceu surpresa e um pouco hesitante.

—Eu... não sei se seria apropriado, senhor governador.

—Por favor, Anna! — insisti suavemente.

—Preciso de sua ajuda para escolher um presente para minha filha. Sophia é muito especial para mim, e sei que você tem bom gosto. Sua ajuda seria realmente valiosa.

Ela ponderou por um momento antes de concordar. —Tudo bem, então. Será um prazer ajudar, tem sorte de que eu amo crianças e entendo que como pai viúvo, precisa de uma ajuda.

—Na verdade não sou viúvo, a mãe da Sophia está viva, mas ela não lembra de mim ou da nossa filha, ainda, eu tenho esperança de que ela consiga lembrar de nós.

Ela ficou em silêncio e em seguida saímos juntos em direção ao centro da cidade. Durante o trajeto, tentei manter a conversa leve, embora minha mente estivesse a mil. Ao chegarmos a uma loja de brinquedos, caminhei ao lado de Anna enquanto ela observava atentamente as opções.

—Acho que ela adoraria este.— disse Anna, segurando um urso de pelúcia de um cachorro adorável. —É fofo e parece muito aconchegante, tenho dois cachorros em minha casa e esse ursinho me lembra deles—disse ela.

Sorri. —Tenho certeza que Sophia vai amar. Obrigado, Anna, a propósito, podemos um dia conhecer seus cachorros?—perguntei interessado em passar momentos a três juntos.

—Claro, o Brasil é bem amigável e ama crianças, já a América é mais introvertida, mas ama receber carinho.

—Seus cachorros se chamam Brasil e América?—pergunto com um sorriso no rosto.

—Sim, ambos me lembram os meus lugares preferidos, os países que eu tenho grande apreço.

Depois de comprarmos o presente, fomos a um restaurante próximo. Sentados à mesa, finalmente tive a oportunidade de fazer as perguntas que me atormentavam.

—Anna, como você veio parar nos Estados Unidos? Já esteve aqui antes?

Ela suspirou, pensando. —Vim para cá há alguns anos atrás, após um acidente que me fez perder a memória. Decidi começar de novo no Brasil. Meus pais biológicos moram na Rússia junto com os meus avós, meus bisavós são daqui dos Estados Unidos e os meus pais adotivos no Brasil.Mas sinto que os Estados unidos é como uma parte de mim, há algo que me faz querer estar aqui.

Meu coração apertou. Eu queria dizer a ela que ela tinha estado aqui antes, que tínhamos uma filha juntos, mas não sabia como ela reagiria. Antes que pudesse aprofundar a conversa, percebi que um fotógrafo do lado de fora nos observava, assim que acabamos o jantar, a levei em casa, depois fui para casa.

No dia seguinte, acordei com muitas ligações no meu celular, assim que eu tomei banho e me arrumei, o Mark já estava na minha casa, mostrando sobre os últimos acontecimentos na mídia. Anna e eu estávamos em todas as revistas e sites, com a manchete escandalosa: "A Noiva do Governador." Olhei para as fotos de nós dois jantando e meu coração afundou. Isso complicaria tudo.

Chamei Anna ao meu escritório. Quando ela entrou, seu rosto estava pálido, segurando uma das revistas. —Senhor governador, eu não sei o que dizer...

—Anna, sinto muito por isso. Não era minha intenção te expor dessa forma — disse, tentando acalmá-la. —Precisamos discutir como lidar com isso.

Ela assentiu, claramente abalada. —Sim, precisamos.

A situação havia escapado ao controle, e agora, além de tentar descobrir a verdade sobre o passado de Anna, eu também precisava protegê-la do escrutínio público. A semana que começara com tanta normalidade agora prometia ser ainda mais tumultuada e cheia de revelações.

Antes que pudéssemos continuar, pensando em uma solução. Mark entrou apressado no escritório, fechando a porta atrás dele.

—Jackson, Anna, precisamos resolver isso rapidamente.

—Mark, estamos tentando descobrir como lidar com a situação.—respondi, preocupado.

—Tenho uma solução.— disse ele, com uma expressão determinada. —Vocês precisam se casar. Apenas um casamento de fachada, por pelo menos um ano. Isso vai acalmar a mídia e ajudar na sua campanha de reeleição, Jackson. Está num momento crucial, e um escândalo pode ser desastroso.

Olhei para Anna, que parecia ainda mais pálida. —Um casamento de fachada?—ela perguntou, incrédula.

—Sim, Anna.—Mark continuou. —Não precisa ser real, apenas convincente o suficiente para a mídia e os eleitores. Depois do período da eleição, vocês podem se separar amigavelmente.

Eu não sabia o que dizer. A proposta de Mark era radical, mas fazia sentido do ponto de vista político e também me ajudaria da maneira mais prática a conquistá-la.

—Anna, o que você acha?—perguntei, tentando ser o mais gentil possível.

Ela respirou fundo, em choque.

—Eu... eu não sei. Isso é tão repentino...A Sophia também pode ficar confusa, sem contar que você espera que a sua mulher recorde de vocês dois e isso pode afetar sua vida pessoal e amorosa senhor governador.

—Eu sei que é pedir muito.—disse, tentando acalmá-la.Eu não posso deixar o meu cargo, eu não preciso dele por causa do que ele oferece, mas sim pelo que eu posso oferecer ao meu país.Por favor, considere a ideia. Prometo que vou te proteger durante todo o processo.

Ela olhou-me e depois para Mark, finalmente assentindo. —Está bem. Farei isso pelo bem da sua campanha e para evitar mais escândalos, também porque acredito que é um bom governador e sei que não precisa do que o cargo oferece, já que é um homem de grande influência e é bilionário.

A decisão estava tomada. Agora, precisaríamos enfrentar essa nova realidade e suas implicações, enquanto eu tentava encontrar uma maneira de contar a verdade a Anna e lidar com o turbilhão que as nossas vidas tinham se tornado.

Continua...

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