Jackson Miller
Ainda absorvido no beijo com Anna, sinto uma mistura de calor e desejo inundar meu corpo. Estamos tão perdidos um no outro que não percebemos quando Mark entra na sala de arquivo. Ele limpa a garganta, e rapidamente nos afastamos. Anna, visivelmente envergonhada, apanha as folhas impressas e sai da sala sem dizer uma palavra. Mark me observa, os olhos cheios de perguntas. — O que realmente está acontecendo, Jackson? — ele pergunta, direto. Suspiro, sabendo que é hora de contar a verdade. — Anna... ela é a mãe da Sophia. — digo, sentindo o peso das palavras enquanto saem da minha boca. — Mas ela não lembra de nada do seu passado. Estou esperando que ela recupere suas memórias. Mark parece surpreso, mas também curioso. Ele se aproxima, baixando a voz. — Então, ela é a mulher que esteve com você apenas uma noite e depois de meses apareceu prestes a ter o bebê, quando você a socorreu e a levou para o hospital que foi incendiado? Assinto, lembrando-me daquele dia tumultuado. — Sim, Mark. Ela é essa mulher. — confirmo. — Eu não sabia quem ela era naquela noite, e quando a reencontrei meses depois, ela estava grávida e como eu saí no dia seguinte a noite em que passamos juntos, ela não sabe ou não lembrava que era eu. Só que eu sempre soube que era a mãe da Sophia e revelei a ela que era o pai antes da nossa filha nascer. Mark me olha, claramente tentando processar tudo isso. — E agora? O que você vai fazer? — ele pergunta, a preocupação evidente em sua voz. — Vou continuar ao lado dela, esperando que recupere suas memórias. E enquanto isso, vou mostrar a ela o quanto a amo. — digo, sentindo a determinação encher meu peito. — Não vou desistir dela, nem de nossa família. Mark assente, compreendendo a seriedade da situação. — Estou aqui para te apoiar, Jackson.Seja o que for que precisar. Mas assim que tiver oportunidade, conte a ela, talvez ela nunca recupere a memória, e você pode estar a privando da verdade que está oculta na vida dela.— diz ele, colocando uma mão no meu ombro. Agradeço silenciosamente, sabendo que, com amigos como Mark e meu amor por Anna, posso enfrentar qualquer coisa. —Quanto ao que me pediu, agora entendo, todo arquivo sobre a Anna e o que aconteceu naquele dia do incêndio já estão na sua mesa, devo dizer que não foi um acidente aquele incêndio, mas tudo foi perdido, as gravações e outras provas. —Sobre o incêndio, wu ja sei a verdade—digo lembrando de tudo que aconteceu. —E sobre a família biológica dela?Sabe que eles são poderosos? Sinceramente não entendo como ela veio trabalhar para nós, pois sua família é extremamente ricos, muito mais até que você, o que eu achava ser impossível senhor governador.—diz Mark com um sorriso no rosto. —O quanto poderosa você está querendo dizer ?—pergunto. —O suficiente para mudar e mandar em toda Rússia.—diz Mark.—Eles são a união de duas famílias poderosas e perigosas, já ouviu falar dos Mancini e os Petrov. —Vagamente, achei que fosse apenas boatos.—digo lembrando de algumas histórias que meu pai contava. —Ela é uma Mancini Petrov, sua família tem poder social, econômico e político em toda Rússia e Itália, seus bisavós são daqui dos Estados Unidos. Assim que saio e retorno até o meu escritório, sou surpreendido, estava no meu escritório, algumas pessoas. Anna parecia envergonhada e me pedia desculpas, logo o homem se aproximou de mim e disse: —Então você é o governador dos Estados Unidos que quer se casar com minha filha?—disse ele me encarando. —Pai, por favor, o Jackson iria no final de semana até a Rússia para conhecer vocês. —Sabe muito bem que não somos de esperar filha—diz a mãe da Anna. Meu escritório estava quieto, apenas a luz suave do sol entrando pelas janelas. O ambiente ordenado e profissional parecia em desacordo com a tensão que sentia no ar. A expressão do pai da Anna era séria, quase severa, enquanto se aproximava da minha mesa. Respirei fundo, preparando-me para o que estava por vir. Adriano foi direto ao ponto. —Jackson, preciso saber das notícias que estão circulando. Dizem que você vai se casar com a minha filha. Isso é apenas fake news ou vocês estão fingindo um relacionamento? Anna, ao meu lado, tentou intervir. —Pai, por favor, vamos conversar com calma... Levantei e fiquei ao lado da Anna e segurei em sua mão. Olhei para os pais dela com uma expressão firme, mas respeitosa, e então falei com uma voz clara e sincera. —Peço que me perdoe, senhor Adriano. Eu deveria ter sido mais cuidadoso e preferiria que fossem os primeiros a saber dos meus sentimentos pela Anna. Mas, como sou uma figura pública, tornou-se difícil manter isso em segredo. Fiz uma pausa, deixando minhas palavras serem refletidas por eles, e então continuei. —Quanto à sua pergunta, não é uma notícia falsa. Eu realmente amo a sua filha e planejo me casar com ela por amor, não por qualquer outro motivo. Olhei para Anna e vi seus olhos brilhando com uma mistura de gratidão e amor. Ela se virou para o pai, tentando encontrar as palavras certas para acalmá-lo. —Pai, Jackson está dizendo a verdade. Nós nos amamos e queremos ficar juntos. Por favor, tente entender isso. O rosto de Adriano amoleceu um pouco, mas ele ainda parecia conflituoso. Os avós de Anna trocaram olhares silenciosos, suas expressões uma mistura de surpresa e preocupação. A mãe de Anna deu um passo à frente, colocando uma mão reconfortante no braço do marido. —Adriano, talvez devêssemos ouvir o que mais eles têm a dizer.—sugeriu ela suavemente. Assenti, pronto para responder a qualquer outra pergunta que tivessem, determinado a provar a sinceridade dos meus sentimentos. —Filha, se o ama tanto assim, ao ponto de casar, por que só estamos sabendo dele agora? Anna fica corada, ela não esperava que seu pai a colocasse contra a parede, diante de uma pergunta que ela não conseguiria responder. —A verdade é que eu ainda estou a conquistando, apesar de não ser tão justo para mim, já que eu a amei desde que a vi pela primeira vez. Anna me olha surpresa, para ela seria difícil acreditar que em dez dias, quando ela acredita que eu tenha a visto, fosse o suficiente para amá-la de forma tão profunda. Eu precisava dizer a verdade aos pais dela, mas naquele momento eu não queria causar tumulto nas lembranças vagas da Anna. Continua...Jackson Miller—Gostaria de convidá-los para jantar na minha casa esta noite.— sugeri, mantendo minha voz firme e amigável.—Acho que seria uma ótima oportunidade para nos conhecermos melhor e para que vocês possam conhecer a Sophia.A menção de Sophia pareceu pegar todos de surpresa. Vi os olhos de Adriano se estreitarem ligeiramente enquanto ele processava a informação.—Quem é Sophia—ele perguntou, sua voz cautelosa.Sorri levemente, tentando dissipar qualquer preocupação. —Sophia é minha filha. Ela tem cinco anos e é uma menina adorável. Tenho certeza de que vocês irão gostar de conhecê-la.Olhei para cada um deles, esperando ver a aceitação em seus rostos. A mãe de Anna sorriu suavemente e assentiu.—Seria bom conhecê-los melhor.—ela disse, olhando para o marido e os seus sogros, avós de Anna, buscando confirmação.Adriano respirou fundo e finalmente assentiu. —Tudo bem. Aceitamos seu convite, Jackson.Senti um peso enorme ser levantado dos meus ombros. —Ótimo, vou cuidar dos prep
Anna Martins Eu estava do lado de fora do escritório de Jackson, sentindo-me nervosa e ansiosa. Saber que meu pai e meu avô estavam lá dentro, conversando com o homem que logo se tornaria meu marido, só aumentava minha tensão. Quando vi Jackson sair da sala com meu pai e meu avô, senti um nó se formar em meu estômago. O que eles estavam discutindo lá dentro? Será que meu pai estava fazendo algum tipo de teste para ver se Jackson era digno o suficiente para mim?Assim que eles se despediram e saíram, Jackson me viu e seu sorriso iluminou seu rosto. Mas minha mente estava tumultuada com preocupações, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me chamou e eu entrei em seu escritório.—Jackson eu entendo se você quiser desistir. Agora que sabe que minha família é... influente, e pode ser assustador para alguém como você, governador dos Estados unidos, lidar com isso.— minha voz um sussurro incerto, —Eu entendo se isso for demais para você. Minha família pode ser... difícil às veze
Anna MartinsSaí do toalete e pedi a Lilian que fossem para casa com o motorista, pois eu precisava passar em um lugar.Peguei um táxi e fui até a empresa do Heitor. Assim que cheguei, Isadora me olhou com desprezo e perguntou o que eu desejava. Respondi que estava ali para falar com ela mesma.Heitor apareceu e pediu para eu acompanhá-lo até o escritório dele.—Eu estou aqui para falar com a Isadora.—disse encarando ela que me olhou surpresa.Isadora caminhou comigo até o escritório dela e, assim que nos sentamos, eu disse:— Hoje descobri algo importante, mas tem uma peça que não consigo encaixar, então estou aqui para que me ajude neste jogo. Já aviso, não estou aqui para ganhar o Heitor e nem muito menos para perder de você. Então, se for sincera comigo, te ajudo no que precisar, poderá me pedir o que quiser que eu lhe darei, uma espécie de desejo, apenas um desejo, mas não pense em um que possa ser para me ferir, ou eu mesma irei feri-la, já que mais do que ninguém, sabe que sou
Jackson Miller Finalmente, depois de tanta preocupação, vejo Anna entrando na sala, sã e salva. Meu coração que esteve em pedaços nas últimas duas horas horas se acalma ao vê-la. Abraço-a fortemente, sentindo seu cheiro familiar e a sensação reconfortante de tê-la em meus braços.Depois de alguns momentos, levo Anna para o nosso quarto. Ainda sinto a urgência de protegê-la, mas também quero celebrar sua volta. Sorrio para ela, tentando deixar todo o medo para trás.— Tenho uma surpresa para você — digo, indo até o guarda-roupa e pegando um vestido vermelho. — Para você, meu amor.Seus olhos brilham ao ver o vestido, mas há mais. De um pequeno estojo, tiro uma pulseira delicada com pingentes de câmeras fotográficas, cada uma com uma foto em miniatura da nossa filha, Sophia, desde que era um bebê até os seus cinco anos.Anna coloca a mão sobre a boca, emocionada.— Jackson... é lindo. Obrigada — diz, e me beija, um beijo cheio de amor e gratidão.Deixo-a com a pulseira enquanto vou to
Jackson MillerA noite estava serena, e uma brisa suave soprava pela janela entreaberta, trazendo consigo o perfume das flores do jardim. Estávamos deitados na cama, a luz suave das velas iluminava os cantos do cômodo, criando sombras dançantes nas paredes. Eu olhava para Anna, deitada ao meu lado, e sentia meu coração acelerar. A proximidade dela, o brilho em seus olhos, tudo contribuía para um momento que eu sabia que seria inesquecível.Ela se virou para mim, um sorriso tímido nos lábios, e nossos olhares se encontraram. Havia algo no ar, uma tensão elétrica que nos envolvia e nos atraía irresistivelmente um para o outro.Sem dizer uma palavra, estendi a mão e acariciei seu rosto, a suavidade de sua pele sob meus dedos enviando ondas de calor pelo meu corpo.— Anna, você é a pessoa mais incrível que já conheci — murmurei, minha voz carregada de sinceridade e desejo.Ela não respondeu com palavras, mas seus olhos me disseram tudo o que eu precisava saber. Lentamente, nos inclinamos
Anna Martins Eu saí de casa às pressas, quase tropeçando nos próprios pés, com Jackson logo atrás de mim. A cada passo, meu coração martelava mais forte no peito. Chegamos ao carro e entrei apressada, o motor já rugindo antes mesmo de Jackson fechar a porta. Acelerei como se nossa vida dependesse disso. Talvez a minha dependesse.O caminho até a casa de Isadora nunca pareceu tão longo. As árvores na estrada passavam como borrões de verde e marrom, mas meus pensamentos estavam fixos apenas em uma coisa: salvá-la. O silêncio entre mim e Jackson era quase palpável, um reflexo da tensão que nos envolvia. Finalmente, a casa surgiu à nossa frente. Estacionei bruscamente, sem me importar com a grama que amassava sob os pneus.Desci do carro, sentindo o ar fresco da manhã bater no rosto, mas nada conseguia aliviar a pressão em meu peito. Jackson me seguiu de perto, os olhos atentos e a mão perto do meu coldre, apesar de não gostar de utilizar uma arma, em momentos como esse eu precisava,
Jackson MillerEu estava na porta da casa de Isadora, o coração batendo forte enquanto ouvia Anna conversando com ela. O dia estava ensolarado, mas meu coração estava imerso em sombras. Isadora sabia. Ela sabia quem eu era. O medo de que ela revelasse tudo me dominava. O ar parecia pesado, carregado de uma tensão quase palpável.—Eu posso te mostrar quem é ele, o homem que passou a noite com você.— ouvi a voz de Isadora, cortante, e meu corpo se contraiu. Eu não podia esperar mais. Apareci na sala, tentando manter uma expressão calma, embora cada fibra do meu ser estivesse em alerta.Os olhos de Isadora se arregalaram quando me viu. Ela me reconheceu imediatamente. Sua boca se abriu, prestes a falar, e eu sabia que meu segredo estava prestes a ser exposto.— Jackson? — A voz de Anna era uma mistura de surpresa e confusão por me ver ali, diante delas.Antes que Isadora pudesse dizer mais alguma coisa, a porta se abriu violentamente. Adriano, o pai de Anna, entrou na sala, sua presença
Jackson Miller—Eu terminei com você, acreditando que com o tempo iria me procurar, mas você não se importou e quando passou a noite com a Anna, então agora vai se casar com ela, a mãe da sua filha, eu não me arrependo do que fiz e do que farei para que não se casem,se não pode ser meu, não será de mais ninguém.—Você é doente, por isso nunca tive vontade de me casar com você, por ver que algo em você não parecia certo.—Anna conseguiu escapar no passado do incêndio, mas eu estava disposta a tudo, foi então que conheci a Isadora, com o mesmo propósito que o meu, apesar de querer matá-la por ser a causa de você ter conhecido a Anna naquele hotel anos atrás, eu decidi usá-la ao meu favor e a estimulei quando encontrei a Anna no outro hospital em que ela foi transferida devido ao incêndio de um dos meus hospitais.— Incêndio que você causou sua psicopata.—digo segurando pelo pescoço dela e a mesma começa a rir, mesmo eu a sufocando.A solto e ela segura o seu pescoço e me diz como a voz