A verdade nua e crua

Eu não sabia mais o que pensar. A cada dia, as coisas pareciam piorar. Eu estava sendo deixada de lado por todos, até por Henry. Eu tentava ignorar, dizer a mim mesma que ele ainda se importava, que ele era meu e que nada nem ninguém iria me tirar dele. “Mas quando a realidade b**e, não tem como esconder a dor.”

Era uma tarde comum, e a escola estava em clima de fim de semestre. Eu estava caminhando pelos corredores, tentando manter a calma, quando o vi. Henry estava ali, com Isabella. Mas não era um simples encontro. Não era uma conversa casual. Eles estavam trocando olhares íntimos, sorrisos que eu conhecia tão bem, aqueles que ele só usava comigo.

Eu parei, meu coração batendo forte no peito. Tentei me convencer de que era apenas minha imaginação. Mas não era. A cena que se desenrolava diante de mim era real, e eu estava vendo tudo.

Henry tocou o rosto de Isabella com uma ternura que só eu conhecia, e ela sorriu, um sorriso que parecia cheio de segundas intenções. Eles estavam tão perto, e o pior de tudo: eles não se importaram em me ver ali. Eu vi Henry se aproximando dela, e antes que eu pudesse reagir, ele a beijou.

O beijo foi longo, apaixonado. Era como se tudo o que eu acreditava fosse uma mentira. Eu me senti como se estivesse congelada, observando minha vida se despedaçar diante de meus olhos. Ele estava com Isabella. Ele a queria. Ele me traiu. As palavras ecoavam na minha mente como uma tempestade, e eu não conseguia processar nada. Tudo o que eu conhecia estava virando cinzas.

Eles se afastaram, sorrindo, sem perceber que eu estava ali, ainda estagnada. Foi quando Henry me viu. Seu sorriso desapareceu, e ele ficou branco, como se tivesse visto um fantasma. Isabella olhou para mim, e seus olhos brilharam com uma satisfação que eu não soube identificar. Na verdade eu sabia sim, ela estava se sentindo satisfeita.

Eu não sabia o que fazer. Não sabia como reagir, como lidar com aquilo. As palavras estavam presas na minha garganta, mas eu finalmente as encontrei.

— Como você pôde? — A voz saiu baixa, mas cheia de dor. Henry tentou dar um passo em direção a mim, mas eu não queria ouvir nada. Não agora.

— Lilith, eu… — Ele tentou falar, mas eu o interrompi.

— Não! Não diga nada. Eu vi tudo. Eu vi vocês dois se beijando, Henry. Eu vi a mentira se revelar. Não precisa de explicações. — A dor em minha voz era inconfundível. Não só por ele ter me traído, mas porque ele nunca imaginou que eu fosse capaz de descobrir. Ele achava que poderia me esconder isso de mim. — Você fala que odeia traição, e você me traiu Henry, me pergunto se eu não tivesse visto você teria ao menos vergonha na cara e me contar.

— E claro que eu ia Lilith. - Fala, mas sua voz vacila, não ele não me contaria, eu sabia disso e ele também. Eu não consegui falar nada, eu sinto que eu quero dizer tantas coisas que não fundo não quero dizer nada, Henry era o único que eu confiava.

— Terminava comigo antes de Henry, não fazer essa merda que você fez.

— Lilith por favor. - Súplica Henry

Isabella, do outro lado, apenas me olhava com um sorriso arrogante, como se tivesse vencido uma guerra que nunca foi minha para perder.

Eu não sabia o que fazer. Não sabia para onde ir. Meu mundo estava ruindo, e tudo o que eu queria era desaparecer. Sentia-me vazia, perdida. Eu não sabia mais quem eu era sem ele, sem os projetos, sem as minhas “amigas”, sem a escola.

— Você… nunca foi o que eu pensei. — Falei, quase em um sussurro, antes de virar as costas e sair dali, sem olhar para trás.

Eu precisava sumir. Eu precisava de um tempo para respirar e pensar no que fazer com tudo isso. Mas, acima de tudo, eu sabia que a partir daquele momento, nada seria igual. Eu não seria mais a Lilith que eles conheciam. Eu era outra agora, e ninguém iria me impedir de ser quem eu realmente era.

Continue lendo no Buenovela
Digitalize o código para baixar o App

Capítulos relacionados

Último capítulo

Digitalize o código para ler no App