LilithEu sabia que tinha pegado pesado, mas era a única maneira de arrancar algo dele.Ethan saiu da sala sem olhar para trás, mas eu não ia deixá-lo fugir tão fácil.— Ethan, espera. — Alcancei seu braço, segurando-o antes que ele fosse embora. — Vamos conversar.Ele suspirou fundo antes de finalmente me acompanhar de volta para a sala.O silêncio entre nós era pesado. Ethan me encarava, como se estivesse esperando alguma reação.Mas, pela primeira vez, eu não sabia exatamente o que sentir.Ele dizia que Isabella o criou. Que eu não tinha nada a ver com o monstro que ele se tornou.Mas então por que eu sentia que, de alguma forma, tínhamos nos tornado espelhos um do outro?— Se não for falar nada Lilith estou indo embora. — Então é isso? — Cruzei os braços, mantendo minha expressão fria. — Você só está jogando para destruir?Ele sorriu de lado, um daqueles sorrisos perigosos.— E você não?Ele me pegou ali.Porque, no fundo, ele estava certo.Minha vingança contra Henry, contra Is
Ethan está na minha casa, folheando alguns dos meus rascunhos. Ele estuda cada detalhe com atenção, e eu apenas observo. Porque, apesar de tudo, ele reconhece algo que muitos não enxergam.— Você é muito inteligente, Lilith.Sorrio de canto.— Sempre fui, Ethan. Mas o problema foi quando Isabella chegou.Solto um suspiro, desviando o olhar.— Fiquei tão obcecada em vencê-la que esqueci de tudo o que realmente importava. Você sabia que eu cuidava dos eventos da escola? Aqueles projetos e festivais? — Minha voz vacila por um instante. — Eu era responsável por tudo. E amava isso. Os eventos nunca eram genéricos ou sem graça. Eu sempre fazia algo diferente, algo que ninguém esquecia.Um arrepio percorre minha pele ao lembrar de como fui descartada. De como as meninas simplesmente me tiraram do cargo sem hesitar, sem nem ao menos olhar para trás.— Isabella me tirou até isso.Ethan fecha o caderno e me encara, pensativo.— A cada dia eu entendo mais a sua revolta com ela.Solto uma risada
Ethan soltou um suspiro, cruzando os braços enquanto me analisava com aquele olhar intenso que começava a se tornar familiar.— E como exatamente você quer que isso aconteça?Senti um arrepio de animação percorrer meu corpo.— Primeiro, Isabella precisa acreditar que sou só uma sombra do que fui. Vou deixar que ela ache que estou derrotada, sem rumo.— E Henry?Cruzei os braços, inclinando-me levemente para frente.— Ele ainda tem sentimentos por mim. Se eu jogar direito, ele vai começar a duvidar das escolhas que fez.Ethan riu, um som baixo e cheio de diversão.— Então vamos mexer no ego dele?— Sempre funciona.Ele arqueou uma sobrancelha.— E se Isabella perceber?Sorri de lado.— Isabella pode ser esperta, mas ela tem um defeito: quando acha que já venceu, baixa a guarda.Ethan esfregou o queixo, pensativo.— E então, quando ela baixar a guarda…Meu sorriso ficou ainda maior.— Nós derrubamos a rainha.O brilho nos olhos de Ethan denunciava que ele estava gostando da ideia tanto
Talvez eu seja a vilã, mas você no meu lugar faria diferente?” Tudo era diferente. Tudo estava mais fácil… até que ela entrou. A novata. Isabella Montgomery. E todos caíram aos pés dela… Mais um dia caminhando pelo corredor da escola com meu namorado, o famoso Henry Lewis. Tudo estava perfeito, como sempre, até que ela entrou pela porta. Isabella. A novata deslocada, a menina que conseguiu roubar a atenção de todos, até mesmo a de Henry, meu namorado desde o primeiro ano do ensino médio. E agora estávamos no último ano. — Quem é essa? — Pergunta Henry, seu olhar agora fixo nela, deixando de lado tudo o que estava à sua volta. — A novata, Isabella Montgomery. — Respondo, tentando manter a calma. Já sabia quem ela era. Ela morava perto de mim, então não era novidade. — Você está babando, Henry? Ele ri, mas não é uma risada convincente. Seu olhar ainda está preso nela. — Claro que não. Ela não tem nada que me interesse. — Henry balança a cabeça, como se tentasse afastar qualq
“Se você acha que pode me derrubar tão facilmente, mal sabe que já sou feita de pedras.” O dia seguinte não foi mais fácil; na verdade, as coisas só pioraram. Isabella, com seu jeitinho de novata deslocada, já estava completamente entrosada com todos. Mas, claro, ela ainda não sabia o que estava fazendo. Não, não ainda. Na sala de aula, o nome dela ressoava pelos corredores, em sussurros curiosos: “Isabella, Isabella, Isabella.” Como se fosse a grande novidade, a estrela da temporada, aquela que todos queriam ser amigos. E Henry? Bem, ele estava no centro disso tudo, rindo das suas próprias piadas e falando de assuntos que, sinceramente, não faziam sentido algum para mim. Me recostei na cadeira, tentando esconder o desconforto que tomava conta de mim ao ver como ele olhava para ela. Mas uma coisa era clara: ele ainda não tinha noção do jogo que estava começando. Ele não sabia, mas eu já estava um passo à frente. E eu sabia muito bem o que estava em jogo. No intervalo, Henry
Meu mundo virou de cabeça para baixo. Aqui estou eu, deitada na minha cama, no final da tarde de uma sexta-feira, que normalmente seria passada com as minhas amigas no shopping. Mas não, elas estão todas hipnotizadas por Isabella, até minhas amizades foram roubadas por essa vagabunda. Ela chegou e arrasou tudo. A cada dia que passa, a raiva cresce mais dentro de mim, e o ódio por ela se espalha como um veneno que eu não consigo tirar de dentro de mim. — Como eu odeio essa Isabella. — Murmuro, deixando o ódio tomar conta de cada palavra. — Lilith, vem aqui! — A voz da minha mãe me chama lá de baixo. Eu fecho os olhos, respiro fundo e tento não explodir. Não quero que ela perceba o quanto estou prestes a perder o controle. Levanto da cama e desço as escadas com uma sensação de irritação crescente, minha cabeça cheia de pensamentos tumultuados. Quando entro na sala, lá está ela. Isabella, com aquele sorriso angelical e um olhar cheio de falsa doçura. Ela está sentada com minha mã
O som dos meus passos ecoava no corredor, mas minha mente estava distante. As palavras de minha mãe, os olhares de Isabella e a maneira como as pessoas começaram a tratá-la como se ela fosse a dona da escola… tudo isso estava martelando na minha cabeça. Mas o pior de tudo não era ela. Não. O pior era ver minhas “amigas” se afastando de mim, como se eu fosse a vilã dessa história. Quando entrei na sala de aula, todas as cabeças viraram para me observar, mas não foi por causa de mim. Eu vi as risadinhas disfarçadas, os cochichos baixos. Eu sabia que estavam falando de mim. De novo. E eu só queria gritar, mas sabia que não adiantaria. Nenhuma delas entenderia. Elas estavam completamente cegas por Isabella. O pior aconteceu durante o intervalo. Estava com a Raíssa e a Jessica, as únicas duas amigas que restaram. Ou pelo menos, eu achava que eram minhas amigas. — Lilith, precisamos conversar sobre Isabella. — Raíssa começou, com um olhar sério, que mais parecia um aviso. Ela pareci
Eu não sabia mais o que pensar. A cada dia, as coisas pareciam piorar. Eu estava sendo deixada de lado por todos, até por Henry. Eu tentava ignorar, dizer a mim mesma que ele ainda se importava, que ele era meu e que nada nem ninguém iria me tirar dele. “Mas quando a realidade bate, não tem como esconder a dor.” Era uma tarde comum, e a escola estava em clima de fim de semestre. Eu estava caminhando pelos corredores, tentando manter a calma, quando o vi. Henry estava ali, com Isabella. Mas não era um simples encontro. Não era uma conversa casual. Eles estavam trocando olhares íntimos, sorrisos que eu conhecia tão bem, aqueles que ele só usava comigo. Eu parei, meu coração batendo forte no peito. Tentei me convencer de que era apenas minha imaginação. Mas não era. A cena que se desenrolava diante de mim era real, e eu estava vendo tudo. Henry tocou o rosto de Isabella com uma ternura que só eu conhecia, e ela sorriu, um sorriso que parecia cheio de segundas intenções. Eles esta