Robert finalizou a ligação com um suspiro e se clamou, retornando para a mesa com passos firmes. Angie, sem conseguir conter sua curiosidade, casualmente olhando para ele, os olhos fixos, como se buscasse entender o que se passava em sua mente.
Quando se acomodou, observa que Angie não conseguiu desviar os olhos dele. O olhar dela era profundo, curioso, como se estivesse tentando decifrar algo que ele ainda não havia revelado. Mas, ao contrário do que poderia parecer, ele também não conseguia tirar os olhos dela. Algo entre eles pareciam suspensos no ar, como uma conversa não dita. Enquanto seus pais conversavam e admiravam o ambiente sofisticado do restaurante, os dois continuavam a se observar em silêncio, cada um perdido na presença do outro. _Então, Angie, me fale sobre você. Tudo o que eu sei foi seu pai quem me contou, mas eu gostaria de ouvir de você. Robert falou, a voz suave, mas cheia de um interesse genuíno. Seus olhos permaneciam fixos nela, tentando capturar cada nuance de sua expressão. Angie demorou um instante para responder, claramente surpresa pela pergunta direta. Ela não sabia bem como reagir, mas algo na forma como ele a observava fazia com que ela se sentisse desarmada, como se a conversa fosse mais do que uma simples troca de palavras. Aqui está a cena completa com a continuação: "Então, Angie, me fale sobre você. Tudo o que eu sei foi seu pai quem me contou, mas eu gostaria de ouvir de você," disse Robert, com um olhar atento e curioso, como se realmente quisesse entender quem ela era. Angie demorou um momento para refletir sobre a pergunta. Sabia que era o momento de deixar tudo às claras, de ser sincera, e finalmente colocar para fora o que pensava. Ela respirou fundo e, com um olhar direto para ele, respondeu: _Sinceramente, senhor Robert, eu achava que o senhor seria mais velho, talvez com uns quarenta anos ou mais, e que fosse um chefe sem coração, já que sempre prende meu pai até tarde no escritório e eu mal consigo vê-lo em casa_ disse Angie, sem hesitar. Sua sinceridade foi instantânea, e as palavras que saiu de sua boca não foram nada filtradas. A reação de Robert foi imediata, mas antes que pudesse falar, seu olhar se voltou para o pai de Angie. O homem estava visivelmente desconfortável, engasgando-se com a bebida e tentando disfarçar a surpresa. Não imaginava que sua filha fosse tão direta, ainda mais com um comentário tão pessoal e ousado para um chefe. Robert, por sua vez, manteve a compostura, mas algo na fala de Angie o atingiu de forma inesperada. Ele se sentiu desconcertado por um instante, mas, ao mesmo tempo, a franqueza dela parecia ter quebrado uma barreira invisível entre eles. _Bem, Angie,_Robert respondeu, tentando recuperar o ritmo da conversa, _acho que nem todos os estereótipos se aplicam, não é? Talvez eu seja mais jovem do que você imaginava e talvez eu me preocupe com mais coisas do que o trabalho._ Ele sorriu levemente, tentando aliviar o clima tenso. O pai de Angie apenas sorriu timidamente, ainda sem palavras, enquanto Angie, por sua vez, parecia mais aliviada. Ela havia colocado suas cartas na mesa, sem saber o que isso causaria, mas sentia que o ambiente, por mais desconfortável, agora estava mais aberto. Robert, por um momento, ficou em silêncio, observando Angie com uma expressão que misturava surpresa e uma curiosidade crescente. Ele gostou da ousadia e sinceridade dela. Muitas pessoas ao seu redor, especialmente no ambiente corporativo, costumavam falar palavras aparentemente gentis, mas carregadas de bajulação e falsidade. Era uma rotina com a qual ele já estava acostumado, mas ouvir Angie, tão jovem e direta, falando o que pensava sem se preocupar com sua posição, foi algo que o impressionou profundamente. Ele não conseguiu deixar de admirar a confiança dela. Ela não estava tentando agradá-lo, nem buscando uma forma de conquistá-lo, ela simplesmente dizia o que sentia, sem medo das consequências. Isso a tornava, aos seus olhos, muito mais interessante do que qualquer elogio vazio. _Você tem coragem, Angie, __ele disse, com um sorriso sutil, agora mais relaxado. _Poucos têm a audácia de falar o que realmente pensam, especialmente quando a pessoa com quem estão falando ocupa uma posição como a minha._ Ele deu um leve sorriso, quase como um reconhecimento. _Eu aprecio isso. O pai de Angie, que ainda estava tentando digerir a sinceridade da filha, agora se sentiu um pouco mais aliviado. Ele sabia que sua filha tinha sempre sido franca, mas, naquele momento, parecia que Robert realmente apreciava isso.Angie, por sua vez, sentiu que a tensão na mesa havia diminuído. Ela não sabia bem o que aquilo significava, mas sabia que, pela primeira vez, estava sendo ouvida de uma forma diferente. Talvez sua sinceridade tivesse aberto um caminho para algo novo, mas ela preferiu não pensar demais sobre isso e apenas deixou a conversa fluir e aquilo a estava fazendo pensar diferente do que pensava sobre o chefe do seu pai. A noite seguiu de maneira mais agradável, como se a tensão inicial tivesse desaparecido. Todos estavam se sentindo bem na presença uns dos outros, a conversa fluía naturalmente e o ambiente, antes tenso, agora parecia leve e descontraído. Angie, embora ainda pensativa sobre o que havia acontecido, não podia negar que a companhia de Robert e de seu pai estava sendo, de alguma forma, agradável. O pai de Angie também parecia mais relaxado, e até o sorriso que ele sempre mantinha em seu rosto se tornou mais genuíno. Quando o relógio marcou 11 horas, Robert olhou para o relógio no pulso e, com um sorriso, pediu desculpas, interrompendo a conversa. — Desculpem-me, pessoal, mas infelizmente tenho que ir embora. — Ele se levantou da cadeira e, com um gesto de educação, inclinou-se ligeiramente. — Fico feliz que a noite tenha sido agradável para todos, mas infelizmente o trabalho me chama. Ele então fez uma pausa, olhando para os dois com uma expressão amigável. — Por favor, não se preocupem com a conta — continuou ele, sorrindo. — Tudo será por minha conta. Fiquem à vontade para continuar a noite, eu insisto. Angie e seu pai o olharam surpresos, especialmente considerando o estilo de Robert. A generosidade inesperada pareceu apenas mais um detalhe que fazia com que ele fosse diferente do que ela imaginava. Seu pai, por sua vez, apenas assentiu, agradecendo a gentileza de Robert, mas com uma leve expressão de desconforto. — Muito obrigado, Robert. Fique à vontade para ir, entendemos perfeitamente. — disse o pai de Angie, tentando parecer descontraído. Angie, ainda um pouco pensativa, apenas sorriu levemente. — Obrigada pela noite, senhor Robert. — disse ela, com um tom genuíno, já se sentindo mais à vontade. — Foi bom passar esse tempo conversando. Robert, com um último sorriso amigável, acenou e começou a caminhar em direção à saída do restaurante. Embora estivesse indo embora, parecia que algo havia mudado naquela noite. O ambiente que antes era carregado de formalidades e distância, agora estava mais próximo e confortável.Angie deitava tranquila à beira da piscina, o som suave da água e o calor do sol criando o ambiente perfeito para relaxar. Ela estava aproveitando a paz que aquele momento proporcionava, sem pressa, sem preocupações. "Talvez ele esteja trabalhando," pensou, referindo-se a Robert, já que não o viu por ali. "Bem, vou curtir sozinha mesmo." A ideia de passar o dia tranquila, sem pensar em nada além do momento presente, parecia a melhor escolha . Ela se acomodou melhor na espreguiçadeira, tirando o óculos de sol para deixar os raios de sol tocarem seu rosto. Era um daqueles momentos em que se sentia em sintonia com o lugar, uma sensação de liberdade que a fez sorrir sozinha. Porém, sua paz foi interrompida quando um homem se aproximou de sua espreguiçadeira. Ela percebeu que ele estava se aproximando com uma postura descontraída, mas logo entendeu que sua intenção era bem diferente. Ele parou ao seu lado e, com um sorriso um tanto excessivo, começou a falar. — Oi, tudo bem? Não pu
Angie, que também percebeu que reagiu de maneira mais ríspida do que gostaria, respirou fundo. Ela não queria parecer rude com ele, especialmente depois da forma como ele havia a defendido. Por isso, se recompôs rapidamente e olhou para Robert com um olhar mais suave. — Olha, me desculpe... Eu não deveria ter falado assim. — Ela fez uma pausa, sentindo um nó no peito. — Isso é um assunto um pouco dolorido... Eu tinha um namorado, mas terminamos, e não foi de maneira amigável. Robert a observou com atenção, percebendo a sinceridade em suas palavras. Ele não quis pressioná-la mais, respeitando o espaço que ela parecia precisar, e apenas acenou com a cabeça, compreendendo o que ela estava dizendo. — Entendo, Angie. Não quero trazer à tona algo que te faça sentir mal. Sinto muito por ter tocado nesse ponto — disse ele, com um tom mais suave agora, querendo transmitir a ela que respeitava seus sentimentos. Angie sorriu levemente, sentindo-se um pouco mais aliviada por poder falar abert
— Acho que todos nós gostaríamos de ter um pouco mais de tempo para as coisas que realmente importam.Ele olhou para Angie com um sorriso leve e acrescentou:_E quem sabe seu pai não começa a se permitir mais momentos de descanso.Angie sorriu de volta, grata pela compreensão de Robert. A conversa com ele era sempre agradável.Angie, sentindo que a conversa estava se desenrolando de maneira mais leve e sincera, decidiu mudar a dinâmica. Ela deu uma risada leve, como se estivesse se permitindo sair de sua zona de conforto, e disse:— Eu estou em desvantagem aqui! Você sabe quase tudo sobre mim e eu não sei nada sobre você, Robert. Porque não muda isso?Robert a olhou com um sorriso divertido, surpreso com a ousadia dela, mas ao mesmo tempo, achando aquilo refrescante. Ele sempre estava acostumado a ser o mais reservado nas conversas, mas Angie parecia querer virar as coisas do avesso.— Então você quer que eu abra o jogo, é isso? — perguntou Robert, com um tom brincalhão.Angie fez um
_Robert... Robert... chamou Angie, tirando-o de seus pensamentos. Ele estava absorto, olhando para a água da piscina, mas a voz dela fez sua mente voltar à realidade. Seu coração deu um pequeno salto, e, ao olhar para ela, ele percebeu o quanto aquela sensação, inexplicável e intensa, estava tomando conta de si.Angie estava à sua frente, com o olhar curioso, mas um pouco confuso, como se não entendesse muito bem o que estava acontecendo. O sol ainda brilhava forte, mas a atmosfera entre os dois parecia carregar um peso, algo no ar que fazia com que as palavras de Robert se tornassem mais difíceis de serem ditas. Ele respirou fundo, como se tentasse reunir coragem para falar o que sentia, e então olhou fixamente nos olhos dela, sentindo uma estranha mistura de desejo e apreensão._Angie, eu quero te falar uma coisa. _A voz de Robert estava firme, mas um pouco trêmula. Ele nã
Aquelas palavras penetraram sua mente como uma semente, fazendo-a refletir. Ela nunca pensara dessa maneira. Talvez o segundo amor fosse realmente mais livre, mais maduro, mais consciente, talvez menos sujeito aos erros do primeiro. E ela não podia negar que, ao lado de Robert, algo dentro dela parecia despertar — uma sensação de leveza e esperança que ela não experimentava há muito tempo. Ele a fazia sorrir sem esforço, e, em seus momentos de conversa, parecia capaz de trazê-la de volta ao presente, longe das sombras do passado. Mas, ao mesmo tempo, havia uma resistência dentro dela. _E se eu me machucar de novo?_ pensou Angie. _E se a dor que eu vivi com Mark se repetir? Ela não respondeu de imediato, mas o olhar de Robert a fez sentir que ele estava esperando, com paciência, por sua decisão. Ele sabia que não podia forçá-la a dar esse passo, mas a esperança em seus olhos era clara. Ele acreditava que, com o tempo, ela poderia vê-lo não apenas como o chefe de seu pai, mas como al
Angie entrou em seu quarto com o coração batendo descompassado, como se quisesse sair pela boca. A mente estava turbilhonada, uma mistura de incredulidade e uma euforia proibida que a envolvia completamente. Ela não conseguia acreditar no que acabara de acontecer – Robert, o chefe de seu pai, Robert… Eles haviam se beijado. Era surreal, como uma fantasia que se tornava real demais para ser ignorada.Ela fechou os olhos por um momento, lembrando-se do toque dele, da suavidade e da urgência que ele transmitira. A sensação queimava sua pele, e, por mais que o medo de se machucar novamente a consumisse, havia algo mais forte dentro dela, algo que dizia para seguir em frente. Um impulso irresistível.Apesar das dúvidas, da confusão, e das cicatrizes do passado, ela se deu conta de que não poderia se deixar paralisar. O medo não poderia ser mais forte que o que havia despertado nela naquele instante. Ela sabia que estava se arriscando, mas, pela primeira vez em muito tempo, sentia que valia
Angie sorriu ao ler a última mensagem de Suzam, sentindo-se um pouco mais leve. Fechou os olhos por um momento, permitindo-se sentir o conforto de saber que, apesar dos altos e baixos, sempre teria sua amiga ao seu lado. O peso do dia começava a cobrar seu preço, e o cansaço se instalava em seus ombros. Era hora de dormir.Ela desligou o celular, jogando-o na cama ao seu lado. Com um suspiro, se ajeitou no travesseiro e fechou os olhos, tentando afastar os pensamentos que ainda zumbiam em sua mente. Mas, antes que o sono pudesse dominá-la, o impulso de pegar o celular novamente foi mais forte. Ela não sabia o que procurava, talvez apenas um pouco de distração, até que uma notificação chamou sua atenção.Sem querer, ela deslizou pela tela e abriu uma rede social. A página inicial carregou, e seus olhos se fixaram em uma foto que apareceu logo na sequência. Seu cora&cc
Angie estava completamente apaixonada. Com apenas dezoito anos, ela via em Mark tudo o que sempre quis em um homem. Era o auge da juventude, e ela acreditava firmemente que ele era o amor da sua vida. Estava no segundo ano do ensino médio e já imaginava o futuro ao lado dele. Seus planos eram claros: terminar os estudos e se casar com Mark logo em seguida. Ele era o seu “para sempre”. Ao chegar em casa, sua mãe a aguardava na porta, com um olhar atento. _Meu pai já está em casa ?. Perguntou . -Não filha , ele ainda está no trabalho . Angie franziu a testa, sua paciência já se esgotando com a rotina interminável de trabalho do pai. — Que homem sem coração é esse chefe do papai? Ele é obcecado pelo trabalho e faz os outros de escravo. — A indignação de Angie transpareceu na voz, sua frustração evidente. Natália, tentando manter a calma, parou um momento e olhou para a filha, com uma expressão que mesclava compreensão e preocupação. — Filha, não diga isso. O senhor Robert é um bom