Por Kim Jin-Hoo
Ela termina o vinho, sem tirar os olhos de mim, mordendo o próprio lábio de uma forma que só aumenta minha vontade. O controle que tenho está por um fio. Minha vontade é derrubá-la na mesa e tomá-la ali mesmo, sem me importar com os olhares ao redor. — Eu pago a conta. — Já está paga. — Respondo com um sorriso debochado. — Fiz isso enquanto você estava distraída com aquele moleque. Ela revira os olhos, claramente irritada com a menção. — Não me lembre disso. Dou um sorriso, levanto-me e estendo a mão para ela, com um olhar predatório. Ela aceita, e seguimos para o que sabemos ser inevitável. A tensão entre nós está prestes a explodir, e não há nada que possa pará-la. Nós dois saímos discretamente do restaurante. O corredor está vazio enquanto esperamos o elevador. Aproveito a oportunidade e coloco a mão em suas costas para guiá-la. Sinto seu corpo estremecer sob o toque, um arrepio que ela não consegue disfarçar. Quando o elevador chega, está vazio. Assim que as portas se fecham, não sei quem deu o primeiro passo. Nossas bocas se colam, os lábios se movendo com urgência, como se já estivéssemos esperando por isso há muito tempo. Não vai demorar para o elevador chegar ao térreo, mas só preciso de alguns segundos para perder o controle. Encosto Ha-na contra o vidro do elevador, prendendo suas mãos acima da cabeça com uma das minhas. Minha língua invade sua boca em um beijo feroz, enquanto minha outra mão desliza por sua saia, encontrando sua calcinha encharcada. Ela arfa contra meus lábios, interrompendo o beijo, ofegante. — Esteve assim para mim o tempo todo? — Minha voz é rouca, e meus dedos deslizam lentamente por sua fenda molhada, provocando-a. Ela solta um gemido baixo, seus olhos me encarando com pura luxúria. — Desde o momento em que te vi entrando. Minha excitação cresce ainda mais. Meu pau pulsa dentro da calça, e sinto a umidade se acumular. Faz muito tempo que não transo com ninguém, e o desejo por ela está me consumindo. Antes que o elevador pare, tiro a mão de sua saia, mas não antes de levar os dedos à boca e saborear. — Uma delícia. — Comento, olhando em seus olhos. — Exatamente como imaginei. Ela solta outro gemido, baixinho, enquanto o elevador para. As portas se abrem, revelando algumas pessoas, mas não consigo me importar. Pego Ha-na pelo pulso e a guio para o estacionamento, onde meu carro nos espera. — Vai ser aqui mesmo, no estacionamento. — Digo, minha voz carregada de urgência. — Não vou conseguir esperar até um lugar mais calmo. — Está ótimo. — Sua resposta vem carregada de desejo, o olhar desafiador e faminto. Abro a porta do carro, e os vidros escuros garantem nossa privacidade. O local está afastado, longe de olhares curiosos. Assim que entramos no banco de trás e fecho a porta, Ha-na não perde tempo. Ela me derruba no banco, sentando-se no meu colo. Sua saia sobe até a cintura enquanto ela começa a se esfregar contra mim, a fricção fazendo meu controle se esvair. — Não quero preliminares. — Ela sussurra, com os lábios a centímetros dos meus. — Quero que você me foda rápido e forte. Um sorriso perigoso se forma em meus lábios. — Você vai ser muito bem comida, pode acreditar. Nossas bocas se encontram novamente, nossas línguas em uma disputa selvagem. Tiro o blazer enquanto Ha-na se apressa em abrir minha calça, liberando meu pau já duro e pulsante. Seus dedos começam a me masturbar, deslizando pela cabeça molhada e descendo pela extensão. — Quem diria que essas mãos fariam isso tão bem. Ela ri, ofegante. — Adoraria te chupar, mas não temos tempo. Pego uma camisinha da minha carteira, rasgo o pacote e a coloco com precisão. Ha-na não espera. Ela senta em mim, me envolvendo por completo. No momento em que entramos um no outro, algo diferente passa pelo meu corpo. É intenso, uma conexão que não consigo explicar. Mas logo, o tesão assume o controle. Ela começa a rebolar em meu colo, o ritmo rápido e frenético. Minhas mãos deslizam para seus seios, ainda cobertos. Em um movimento rápido, puxo a blusa e o sutiã para baixo, expondo-os. Não resisto e abocanho um dos bicos, chupando com força, enquanto minha língua brinca ao redor. Seus gemidos ficam mais altos, e o som só me instiga ainda mais. Sua boceta molhada me aperta com força, e sei que não vou aguentar por muito mais tempo. Seguro sua cintura e a empurro para o banco, trocando as posições. — Agora é minha vez. Puxo sua calcinha para o lado novamente e a penetro com estocadas rápidas e fortes. Seu corpo balança sob meu ritmo, os seios saltando com cada movimento. Minha boca está seca, e meu corpo pulsa de prazer. Levo meu polegar à boca para umedecê-lo e o deslizo sobre seu clitóris, massageando-o em círculos. Ela geme ainda mais alto, seu corpo tremendo à medida que chega ao orgasmo. — Porra, Ha-na… você é linda assim. Logo em seguida, meu próprio clímax explode. Meu corpo estremece enquanto seguro suas coxas com força, descarregando tudo dentro da camisinha. Nossas respirações estão pesadas, e ficamos em silêncio por alguns segundos, ainda processando o que acabou de acontecer. Quando me recomponho, saio de dentro dela, descarto a camisinha e começo a ajeitar minha roupa. Ha-na já está composta, como se nada tivesse acontecido. Seu rosto está levemente corado, mas sua expressão é séria novamente. — Bom, vamos esquecer que isso aconteceu. Negócios agora? — Sim. — Respondo, encarando-a, ainda tentando entender o que foi aquilo. — Eu te envio o contrato por e-mail. E não se preocupe, já tenho seu número pessoal. — Como você conseguiu isso? Ela solta um suspiro, irritada. — Você sempre consegue o que quer, não é? Bem, eu também. — Seu olhar é desafiador novamente. — Fico no aguardo, senhor Kim. Ela sai do carro com a mesma confiança de antes, caminhando em direção ao seu veículo. O perfume dela ainda impregna o ar ao meu redor. Apoio a cabeça no banco, passando a mão pela testa suada. Foi só uma transa dentro do carro. Nada mais. Ou pelo menos, é isso que tento me convencer a mim mesmo.Por Choi Ha-naUma semana havia se passado desde o meu encontro inesperado com Kim Jin-Hoo. Ele mandou o contrato há dois dias para o meu e-mail pessoal e uma mensagem no celular. Eu só visualizei e não respondi. O contrato? Ainda não mexi.Relaxo na cadeira da minha sala, aproveitando o tempo antes da próxima reunião. Olho para cima e fecho os olhos.Por mais que eu tente não pensar nisso, o sexo ardente com Jin-Hoo no carro invade meus pensamentos. A pegada dele, as mãos, os beijos... tudo vem à minha mente, como uma tempestade. Sem me dar conta, estou mordendo o lábio e sorrindo.— Espera aí! O que estou fazendo? — Endireito-me na cadeira, sacudindo os pensamentos. — O que estou pensando? Não posso pensar nisso. Foi só um deslize, e já passou.Nós dois descarregamos o desejo que sentíamos. E pronto. Não vai haver mais nada.Vamos aos negócios.Coloco o cabelo atrás da orelha, ligo meu computador e acesso o e-mail. Dou uma olhada no contrato e nas cápsulas.Como prometido, ele está
Capítulo 04Por Choi Ha-naMantenho meu olhar preso ao dele enquanto dou um gole no vinho. Passo a língua pelos meus lábios lentamente e desvio o olhar com um sorriso de canto.— Vocês têm que parar com essa briguinha chata de anos, já estão velhos demais para isso. — Park suspira. — Espero que a Ha-na não siga os seus passos.— Como não iria seguir? — Meu appa comenta, completamente vermelho. — Eu a criei muito bem. Ela sabe exatamente em quem confiar e com quem deve andar.— Pelo amor de Deus! Os Kim não são tão ruins assim.— Hyung, hoje você está me irritando. — Ele continua irredutível.Se meu pai soubesse que sou sócia do filho do seu inimigo mortal, com certeza nunca me daria a presidência. Vou manter isso comigo por enquanto, pelo menos até conseguir o que quero.Dou mais um gole no vinho.— Vamos lá, vamos cumprimentar o pessoal do outro lado. Vai ser melhor vocês não ficarem se encarando. — Park pisca para mim e leva o senhor Choi dali.Dou um sorriso aliviado e fico em uma
Por Jin-Hoo Ajeito meus óculos de grau enquanto assino algumas papeladas para aumentar a expansão do nosso shopping. Depois de três reuniões mais cedo, sinto minha cabeça explodindo. Abro a gaveta da minha mesa e tiro um remédio para dor de cabeça. Assim que tomo, tiro meus óculos e esfrego meus olhos cansados. Meu celular vibra, e rapidamente o pego, não sei por que estou tão ansioso. Eu sei que não é ela. Depois do nosso último encontro e desde que recebi a mensagem dois dias depois daquilo, não sei o que estou esperando. Percebo que é a mensagem da minha mãe me chamando para jantar com eles, confirmo minha ida, e em seguida clico na mensagem de Ha-na. A foto dela no perfil é linda, sua expressão é tranquila, ela está de óculos escuros e olha para cima, deixando o brilho do sol iluminar seu rosto. É uma foto linda. E então leio a mensagem dela pela milésima vez, dou um sorriso ao ver o nome que escolhi para ela. Megerinha: “Não pode haver uma terceira vez, Jin-Hoo, temo
Por Kim Jin-Hoo Estou extremamente cansado quando chega sexta à noite. A única coisa que quero é chegar em casa, tomar um banho e descansar a cabeça no travesseiro.Desde que tive a reunião com a equipe de criação, eles estão trabalhando duro para planejar algo que possa ajudar a tornar o shopping mais atrativo.E eu e Ha-na mantemos o contato à distância durante a semana. Acho que estamos prontos para ficarmos sozinhos no mesmo espaço. Pelo menos, acredito que esse tempo foi o suficiente para mim.Meu celular vibra com uma nova mensagem.Seung-Ho: “Já está chegando? Estão todos aqui, só falta você.”Aí! Por que eu fui confirmar essa porra, e como eu não descrumpro minha palavra, eu vou até lá, fico pelo menos uma hora e vou para casa, já que amanhã preciso estar no trabalho um pouco mais cedo.O restaurante fica em um bairro movimentado de Seul, cercado por prédios modernos que contrastavam com a fachada tradicional do estabelecimento. A entrada é marcada por portas de madeira escul
Por Choi Ha-naMinha secretária e única amiga íntima conseguiu o impossível: me convencer a largar um pouco o trabalho. Confesso que nunca tinha ido a este restaurante antes. E, para minha surpresa, gostei.Entro no local primeiro, analisando tudo ao meu redor. O ambiente é discreto e acolhedor. A luz suave reflete no chão de madeira polida, enquanto o cheiro de carne grelhada e o sutil aroma de soju pairam no ar.Fico animada, para comer alguma coisa. Enquanto espero minha secretária e seu namorado entrarem, dou uma olhada em volta e, de repente, meus olhos se encontram com os dele. Por um instante, o tempo congela. O ar parece escapar dos meus pulmões, e um calor estranho sobe pelo meu pescoço. Por que, entre tantas pessoas, ele tinha que estar aqui?Mantenho uma expressão tranquila, enquanto percebo que seus olhos escuros e astutos estão me observando. Minhas pernas começam a tremer, e parece que vou desabar a qualquer momento.Fiz um bom trabalho até agora, mantendo-me longe de J
Por Kim Jin-HooPor que essa mulher exerce tanto poder sobre mim? Um leve toque dela, um roçar de ombros, a melodia da sua voz, o perfume que fica impregnado no ar. É insano como cada detalhe dela parece ter sido feito para me provocar. O controle que eu tanto prezo, que construí com anos de disciplina, começa a ruir toda vez que ela está por perto. Eu odeio isso. E, ao mesmo tempo, desejo. Como ela faz isso comigo?— Não entendo o que quer dizer. — Ela diz tranquilamente, fazendo-se de sonsa, e se aproxima um pouco mais.Estalo a língua com impaciência e continuo parado na mesma posição. Ela chega perto o suficiente para que seu perfume delicioso me tente. Meu maxilar se trinca enquanto resisto ao desejo de puxá-la para mim e beijá-la como quero.— É o seguinte: nós dois percebemos que não dá para negar que tem… atração mútua. — Digo sem rodeios. — Mas podemos nos controlar apesar disso, então nossa primeira reunião tem que acontecer. O que acha de quarta-feira?Ela me encara sem rea
Por Kim Jin-Hoo O suor escorre pelo meu rosto enquanto seguro meu adversário com força, ele b**e no chão indicando que perdeu. Eu continuo segurando seu braço até ele b**er mais uma vez no chão, me levantando rápido, ajeitando meu kimono e jogando meu cabelo suado para trás. Estava descarregando toda a frustração ali, naquela luta. E naquele cara. Eu o encaro como se fosse meu inimigo mortal. — Subaenim, por que eu tenho que fazer isso? Já sabemos que você sempre ganha. — Jae-Min diz, se colocando em posição de defesa. — Porque eu quero te bater de alguma forma. — Respondo entre dentes. — Aqui é a melhor maneira. Então, pego-o facilmente e o derrubo no chão, fazendo ele soltar um gemido de dor. Ele b**e no chão, e eu paro quando percebo o rosto dele ficando vermelho. Me sento no tatame, respirando ofegante, enquanto ele faz o mesmo. — E era por isso que fiz isso. — Meu secretário afirma, ofegante. — Se eu te contasse que estou namorando a secretária da Hana-ya há muito tempo, o
Por Choi Ha-naAs pessoas ao meu redor comentam baixinho enquanto passo pelo shopping. Os olhares vêm na minha direção, principalmente de mulheres; cochichando e cutucando umas as outras. Franzo o cenho, sem entender aquilo, e isso continua até eu chegar ao andar do escritório. Paro no corredor vazio e viro para minha secretária.— O que aconteceu? Todos estão me olhando com espanto e até mesmo com um certo rancor. — Comento, perdida em pensamentos. — Viu o olhar de uma cliente? Parecia que ia me matar. Que medo. — Um calafrio percorre minha coluna ao imaginar ser morta a facadas na minha mesa.— Acho que a senhorita precisa ver isso. — Hye-Jin me passa o tablet.Então vejo a matéria na tela e dou zoom em uma foto minha com Jin-Hoo.Somos um casal bonito, entendo a comoção. Então, todos aqueles olhares são por isso: por eu estar supostamente namorando Jin-Hoo. Devolvo o tablet para Hye-Jin e volto a caminhar até minha sala.— Me diga os comentários. — Peço, totalmente animada, enquant