Capítulo 3

Por Kim Jin-Hoo

Ela termina o vinho, sem tirar os olhos de mim, mordendo o próprio lábio de uma forma que só aumenta minha vontade. O controle que tenho está por um fio. Minha vontade é derrubá-la na mesa e tomá-la ali mesmo, sem me importar com os olhares ao redor.

— Eu pago a conta.

— Já está paga. — Respondo com um sorriso debochado. — Fiz isso enquanto você estava distraída com aquele moleque.

Ela revira os olhos, claramente irritada com a menção.

— Não me lembre disso.

Dou um sorriso, levanto-me e estendo a mão para ela, com um olhar predatório. Ela aceita, e seguimos para o que sabemos ser inevitável. A tensão entre nós está prestes a explodir, e não há nada que possa pará-la.

Nós dois saímos discretamente do restaurante. O corredor está vazio enquanto esperamos o elevador. Aproveito a oportunidade e coloco a mão em suas costas para guiá-la. Sinto seu corpo estremecer sob o toque, um arrepio que ela não consegue disfarçar.

Quando o elevador chega, está vazio. Assim que as portas se fecham, não sei quem deu o primeiro passo. Nossas bocas se colam, os lábios se movendo com urgência, como se já estivéssemos esperando por isso há muito tempo. Não vai demorar para o elevador chegar ao térreo, mas só preciso de alguns segundos para perder o controle.

Encosto Ha-na contra o vidro do elevador, prendendo suas mãos acima da cabeça com uma das minhas. Minha língua invade sua boca em um beijo feroz, enquanto minha outra mão desliza por sua saia, encontrando sua calcinha encharcada. Ela arfa contra meus lábios, interrompendo o beijo, ofegante.

— Esteve assim para mim o tempo todo? — Minha voz é rouca, e meus dedos deslizam lentamente por sua fenda molhada, provocando-a.

Ela solta um gemido baixo, seus olhos me encarando com pura luxúria.

— Desde o momento em que te vi entrando.

Minha excitação cresce ainda mais. Meu pau pulsa dentro da calça, e sinto a umidade se acumular. Faz muito tempo que não transo com ninguém, e o desejo por ela está me consumindo. Antes que o elevador pare, tiro a mão de sua saia, mas não antes de levar os dedos à boca e saborear.

— Uma delícia. — Comento, olhando em seus olhos. — Exatamente como imaginei.

Ela solta outro gemido, baixinho, enquanto o elevador para. As portas se abrem, revelando algumas pessoas, mas não consigo me importar. Pego Ha-na pelo pulso e a guio para o estacionamento, onde meu carro nos espera.

— Vai ser aqui mesmo, no estacionamento. — Digo, minha voz carregada de urgência. — Não vou conseguir esperar até um lugar mais calmo.

— Está ótimo. — Sua resposta vem carregada de desejo, o olhar desafiador e faminto.

Abro a porta do carro, e os vidros escuros garantem nossa privacidade. O local está afastado, longe de olhares curiosos. Assim que entramos no banco de trás e fecho a porta, Ha-na não perde tempo. Ela me derruba no banco, sentando-se no meu colo. Sua saia sobe até a cintura enquanto ela começa a se esfregar contra mim, a fricção fazendo meu controle se esvair.

— Não quero preliminares. — Ela sussurra, com os lábios a centímetros dos meus. — Quero que você me foda rápido e forte.

Um sorriso perigoso se forma em meus lábios.

— Você vai ser muito bem comida, pode acreditar.

Nossas bocas se encontram novamente, nossas línguas em uma disputa selvagem. Tiro o blazer enquanto Ha-na se apressa em abrir minha calça, liberando meu pau já duro e pulsante. Seus dedos começam a me masturbar, deslizando pela cabeça molhada e descendo pela extensão.

— Quem diria que essas mãos fariam isso tão bem.

Ela ri, ofegante.

— Adoraria te chupar, mas não temos tempo.

Pego uma camisinha da minha carteira, rasgo o pacote e a coloco com precisão. Ha-na não espera. Ela senta em mim, me envolvendo por completo. No momento em que entramos um no outro, algo diferente passa pelo meu corpo. É intenso, uma conexão que não consigo explicar. Mas logo, o tesão assume o controle.

Ela começa a rebolar em meu colo, o ritmo rápido e frenético. Minhas mãos deslizam para seus seios, ainda cobertos. Em um movimento rápido, puxo a blusa e o sutiã para baixo, expondo-os. Não resisto e abocanho um dos bicos, chupando com força, enquanto minha língua brinca ao redor.

Seus gemidos ficam mais altos, e o som só me instiga ainda mais. Sua boceta molhada me aperta com força, e sei que não vou aguentar por muito mais tempo. Seguro sua cintura e a empurro para o banco, trocando as posições.

— Agora é minha vez.

Puxo sua calcinha para o lado novamente e a penetro com estocadas rápidas e fortes. Seu corpo balança sob meu ritmo, os seios saltando com cada movimento.

Minha boca está seca, e meu corpo pulsa de prazer. Levo meu polegar à boca para umedecê-lo e o deslizo sobre seu clitóris, massageando-o em círculos. Ela geme ainda mais alto, seu corpo tremendo à medida que chega ao orgasmo.

— Porra, Ha-na… você é linda assim.

Logo em seguida, meu próprio clímax explode. Meu corpo estremece enquanto seguro suas coxas com força, descarregando tudo dentro da camisinha.

Nossas respirações estão pesadas, e ficamos em silêncio por alguns segundos, ainda processando o que acabou de acontecer. Quando me recomponho, saio de dentro dela, descarto a camisinha e começo a ajeitar minha roupa.

Ha-na já está composta, como se nada tivesse acontecido. Seu rosto está levemente corado, mas sua expressão é séria novamente.

— Bom, vamos esquecer que isso aconteceu. Negócios agora?

— Sim. — Respondo, encarando-a, ainda tentando entender o que foi aquilo. — Eu te envio o contrato por e-mail. E não se preocupe, já tenho seu número pessoal.

— Como você conseguiu isso?

Ela solta um suspiro, irritada.

— Você sempre consegue o que quer, não é? Bem, eu também. — Seu olhar é desafiador novamente. — Fico no aguardo, senhor Kim.

Ela sai do carro com a mesma confiança de antes, caminhando em direção ao seu veículo. O perfume dela ainda impregna o ar ao meu redor.

Apoio a cabeça no banco, passando a mão pela testa suada. Foi só uma transa dentro do carro. Nada mais. Ou pelo menos, é isso que tento me convencer a mim mesmo.

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