Capítulo 26

Ele deu um passo à frente, os olhos cinza estreitando-se com uma intensidade que parecia esmagar o ar, e arrancou o desenho das mãos dela com um movimento brusco, o papel rasgando ligeiramente na borda. A fúria no rosto dele era uma máscara, mas os olhos – aqueles olhos que ela conhecia tão bem – brilhavam com uma dor que ele não conseguia esconder, as linhas do rosto marcadas por um tormento que atravessava séculos.

— Saia — disse ele, a voz fria, cortante como uma lâmina, mas trêmula nas bordas, como se doesse falar. — Agora. Isso não é da sua conta.

— Não é da minha conta? — retrucou ela, dando um passo à frente, a frustração queimando em seu peito como uma chama. — Eu sonho com ela, Victor. Eu te vejo chorando por ela, e agora isso – ‘Perdoe-me, eternamente.’ Para de me tratar como se eu fosse uma estranha. Me diz a verdade!

Ele ficou em silêncio, os ombros rígidos sob o terno, os dedos apertando o desenho com uma força que fazia o papel amassar. Quando falou, a voz era gélida, ma
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