Capitulo 20
A noite se instalou sobre a cidade como um manto de silêncio cortado apenas pelo ronco distante dos carros e pelo tamborilar insistente da chuva contra as janelas altas. Elena Carter deixou a Blackwood Enterprises tarde, o peso do encontro no bar com Victor – o silêncio carregado, o olhar de desejo reprimido, a carta enigmática "O tempo é o inimigo dele" – seguindo-a como um eco que não conseguia silenciar. O metrô estava quase vazio na volta para casa, o vagão balançando com um ritmo monótono que acompanhava o pulsar inquieto em seu peito. Ela se encostou na janela fria, o vidro embaçado pelo calor de sua respiração, e observou as luzes da cidade desfocarem-se em borrões de neon enquanto o trem cortava a escuridão. O blazer cinza amarrotado pesava nos ombros, uma armadura que já não escondia o cansaço, e os cabelos castanhos, soltos do coque, caíam em ondas desleixadas sobre o rosto, emoldurando olhos verdes que brilhavam com uma mistura de exaustão e determinação.

Chegando ao prédio
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