Helena Mancini A raiva fervia dentro de mim enquanto subia as escadas em direção ao escritório de Viktor. Cada passo ecoava minha determinação de confrontá-lo. Cheguei à porta e a empurrei com força, entrando na sala sem bater.Ele olhou para mim, surpreso, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, despejei minhas palavras como uma tempestade.—Acha que pode esconder seus negócios sujos de mim, Viktor? Eu sei de tudo. Suas alianças com outra família da máfia, o acordo para nosso filho se casar com uma mulher que ele não ama. Você acha que pode decidir o futuro de Adriano dessa forma?Ele tentou me acalmar, mas eu não estava disposta a ouvir desculpas. —Nossos filhos merecem mais do que essa vida sombria que você está envolvido. A felicidade de Adriano não depende da sua posição na máfia ou das alianças familiares.Minha voz ecoava pela sala, carregada de indignação e determinação. —Se você não desfizer esse maldito acordo, eu mesma farei. E se você não pode continuar sendo o líder
Adriano Mancini PetrovNaquela mesma noite, após jantarmos, a levei para minha casa. A mansão estava silenciosa. Assim que entramos, a conduzi até o meu quarto. Deitamos e ficamos conversando por um bom tempo sobre nosso futuro, até que Mônica adormeceu. Fiquei observando-a por um momento, toquei sua barriga e dei um beijo em sua testa.Na manhã seguinte, acordei cedo. Ainda sonolento, fui até a cozinha onde minha mãe, Helena, e minha irmã, Alice, já estavam a postos, preparando uma surpresa especial. Era aniversário de Mônica, e eu queria que tudo fosse perfeito. Com a ajuda delas, enchemos a sala de estar com flores, joias e um bolo belíssimo.Subi de volta ao quarto, ansioso. Toquei de leve no ombro de Mônica para acordá-la. Quando ela abriu os olhos, sorri e desejei um feliz aniversário. Ela sorriu de volta, surpresa e feliz. Levantei-me da cama e a ajudei a se arrumar.Descemos juntos para a sala de estar, onde minha família estava nos aguardando. Assim que entramos, Mônica foi
Mônica Martins ManciniEu estava radiante, mais feliz do que jamais imaginei ser possível. Casada com Adriano, o homem dos meus sonhos, acolhida de forma tão calorosa pela família Mancini, sentia que a minha vida estava completa. As manhãs eram cheias de risadas, e as noites, de amor. Em breve, nossa família cresceria ainda mais com a chegada dos nossos gêmeos, um menino e uma menina.A espera parecia eterna, mas ao mesmo tempo, os meses passaram rápido como um piscar de olhos.Quando a bolsa rompeu, Adriano e eu corremos para o hospital, e meu coração batia forte, mas não de medo, e sim de pura excitação e desejo de ter os meus bebês em meus braços. No entanto, quando chegou a hora de entrarmos no hospital, ele teve que sair por um momento,após receber uma ligação ao que parecia ser d seu pai, mas a minha minha mãe, que sempre foi o meu pilar, segurava a minha mão.A cirurgia começou, e eu senti aquela mistura de sensações, de emoções e esperanças. O meu filho nasceu primeiro. Ouvi
Mônica Martins ManciniAnos se passaram desde aquele dia fatídico no hospital, e a vida continuou de maneira implacável. Criamos nosso filho, Andrew, com todo o amor e dedicação que podíamos oferecer, mas a dor da perda de nossa filha sempre esteve presente, uma sombra silenciosa em nossos corações.Agora, mais uma perda nos abalava profundamente. Minha mãe havia falecido, e toda a família Mancini viajou comigo para o Brasil, para o enterro no Rio de Janeiro. O cemitério estava cheio de rostos familiares e desconhecidos, todos ali para se despedir da mulher incrível que foi a minha mãe.O sol brilhava intensamente, contrastando com a tristeza que envolvia o momento. Eu estava ao lado do meu filho, tentando ser forte, mas sentia um vazio imenso.O padre falava sobre a vida e a morte que nos aguardava, para a eternidade no reino dos céus, e eu me agarrava à ideia de que minha mãe estava agora em paz, ao lado de Deus.No meio da cerimônia, meus olhos captaram uma jovem que se aproximav
Helena ManciniToda a minha vida estava em completa harmonia, eu tornei-me uma juíza com uma reputação exemplar em Sicília, apesar de a minha família ser composta por uma geração de mafiosos, os ajudava, apesar de me manter distante das negociações deles, exceto pelo fato de ter ensinado ao meu pai toda a nossa herança que só aumenta com empresas e negócios que pareciam legais pela lei, para a sociedade.Toda a minha história parecia ter sido escrita nos mínimos detalhes, sem erros e com cautela, até eu conhecer o Viktor, numa convenção de advogados, onde eu palestrei em um dos Workshops daquele final de semana.Ele chamou a minha atenção desde que o meu olhar encontrou o corpo dele, mas pensei que fosse apenas uma atração intensa, até ele me procurar no final da noite com um enorme buquê de rosas vermelhas e uma declaração de que eu era a única mulher que ele queria e que iria conquistar-me e torná-la a sua esposa.Nunca fui de deixar um homem ter o controle da minha vida, mas ele t
Viktor PetrovAo chegar à mansão, uma sensação de urgência me envolve, Helena definitivamente era minha, assim como toda sua família iria sentir a minha fúria, ela seria a minha primeira peça do tabuleiro da minha sede de vingança contra os Mancini. Sem hesitar, me dirijo diretamente ao quarto, mas antes que eu possa alcançar a maçaneta, as luzes da mansão são apagadas, mergulhando tudo na escuridão, de acordo com o que eu havia pedido a um dos meus funcionários.A escuridão não me impede. Com a determinação de um predador, abro a porta do quarto com um movimento rápido e preciso. Helena está lá, na cama, uma silhueta na penumbra. Sua voz, melodiosa e preocupada, corta o silêncio quando ela pergunta o que está acontecendo com as luzes.Sem dizer uma palavra, avanço rapidamente na direção dela. Minha presença a domina, como uma sombra sinistra que se aproxima. Ao me aproximar, sinto o calor do seu corpo, e meus desejos mais primitivos despertam.Sem hesitar, coloco minha boca nos seus
Viktor PetrovHelena sorriu para mim, o que me deixou intrigado com o que se passava em sua mente. Assim que nos sentamos, a governanta apareceu, perguntando se íamos tomar café da manhã. Eu a encarei por um momento antes de me dirigir a Helena.—Vamos tomar nosso café da manhã, querida esposa?— sugeri, oferecendo-lhe um sorriso, jogando o mesmo jogo que ela.Ela se levantou e caminhou comigo até a sala de estar, enquanto Lucas nos acompanhava e se sentava à mesa conosco.—Terei que comer ao lado do meu falso e verdadeiro esposo? Sou obrigada a isso?— Helena perguntou, sua expressão uma mistura de desafio e curiosidade.—Claro que não.—respondi rapidamente, querendo dissipar qualquer desconforto que ela pudesse estar sentindo.Eu enfrentei Lucas com firmeza, olhando diretamente em seus olhos.—Lucas, eu aprecio sua visita, mas é hora de você partir. Não volte até que Helena sinta que é certo tê-lo por perto.Lucas pareceu surpreso, mas assentiu, aceitando minha decisão com relutância.
Helena ManciniEu o encaro, sentindo a raiva e a frustração borbulhando dentro de mim.—Existe algo que deseja tocar em mim?— pergunto, o desafiando, encarando os seus olhos intensos. Ele olha-me por um momento, sua expressão indecifrável, e então os seus olhos caem para os meus lábios.Antes que eu possa reagir, ele me beija, pegando-me de surpresa. Por um momento, fico atordoada, mas então me entrego ao beijo, deixando-me levar pela intensidade do momento.Ele retira as algemas, libertando-me, e eu subo sobre ele, continuando o beijo com paixão e desejo. Em meio ao calor do momento, toda a raiva e mágoa se transforma no meu jogo de sedução. Estamos unidos não apenas pelo casamento, mas por um plano de vingança dele que preciso descobrir o motivo.Ele parecia notar que eu estava jogando com ele e logo que terminamos de transar ele diz:—Não caio nos seus jogos esposa, mas obrigado por satisfazer meus desejos carnais, mas da próxima vez, espero que seja mais ousada, nossa noite de n