Adriano Mancini PetrovDepois de uma longa e tumultuada viagem, finalmente aterrissamos no Brasil. O voo foi uma mistura de emoções, mas a presença de Mônica, a aeromoça brasileira, deixou tudo mais interessante. Assim que o avião parou e os passageiros começaram a desembarcar, avistei Mônica se preparando para sair. Senti uma onda de coragem e decidi não deixar essa oportunidade escapar.— Mônica, antes de você ir, eu gostaria de me desculpar pelo comportamento no avião e agradecer por toda a ajuda. Foi um voo agitado, mas você lidou com tudo de uma maneira impressionante.Ela sorriu gentilmente, mostrando que havia deixado qualquer mágoa para trás.— Está tudo bem. Foi um voo e tanto, mas faz parte do trabalho.— Eu sei que provavelmente você está cansada, mas se não for pedir muito, eu gostaria de convidá-la para jantar comigo. Gostaria de conhecer mais sobre você e, quem sabe, começar nossa interação de forma mais amigável desta vez.Mônica hesitou por um momento, mas parecia con
Adriano Mancini PetrovNosso beijo se transformou em uma dança de carícias. As mãos de Mônica percorriam meu corpo com urgência, e eu explorava cada centímetro dela, como se precisasse memorizar cada detalhe. A paixão que nos envolvia era avassaladora, e não demorou para que nos entregássemos completamente.Enquanto o sol do Rio de Janeiro brilhava intensamente lá fora, dentro daquela casa, tudo estava em fogo. Suas mãos puxaram minha camisa, seus dedos ágeis desabotoando cada botão com destreza. Eu a ajudei a se livrar de suas roupas, admirando cada curva, cada linha de seu corpo. Ela era perfeita.Nosso desejo não permitia que esperássemos. A levantei nos braços e a levei até o quarto, onde a deitei com cuidado na cama. O calor do sol no Brasil parecia intensificar o calor entre nós. Sem palavras, apenas com olhares e toques, nos comunicávamos. Cada movimento era uma declaração de desejo, cada suspiro uma promessa de prazer.Fizemos amor com uma intensidade que nunca havia experimen
Mônica MartinsEu estava perdidamente apaixonada pelo Adriano, mas meus pensamentos se voltavam a dois dias atrás...Lembro-me vividamente daquele voo dois dias atrás. Eu estava na ala VIP, trabalhando como de costume em um dos voos de conexão da Rússia para o Brasil, quando um homem, cujo rosto tinha uma semelhança notável com o do Adriano, chamou minha atenção. Ele estava sozinho e tinha comprado todos os assentos ao redor.— Com licença, poderia sentar aqui por um instante? — ele perguntou, com um sotaque russo.Assenti, meio surpresa pela abordagem direta. Ele se apresentou como Viktor Petrov e, sem cerimônia, começou a mostrar fotos em seu celular. Primeiro, a foto do seu filho, e em seguida, da noiva do seu filho.— Ele está prestes a se casar. Ela é uma mulher adorável. Você, minha cara, é apenas um passatempo antes do grande evento — disse ele, com um sorriso condescendente.Meu sangue ferveu com suas palavras. Como ousava me reduzir a um passatempo? Respirei fundo para contr
Helena Mancini A raiva fervia dentro de mim enquanto subia as escadas em direção ao escritório de Viktor. Cada passo ecoava minha determinação de confrontá-lo. Cheguei à porta e a empurrei com força, entrando na sala sem bater.Ele olhou para mim, surpreso, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, despejei minhas palavras como uma tempestade.—Acha que pode esconder seus negócios sujos de mim, Viktor? Eu sei de tudo. Suas alianças com outra família da máfia, o acordo para nosso filho se casar com uma mulher que ele não ama. Você acha que pode decidir o futuro de Adriano dessa forma?Ele tentou me acalmar, mas eu não estava disposta a ouvir desculpas. —Nossos filhos merecem mais do que essa vida sombria que você está envolvido. A felicidade de Adriano não depende da sua posição na máfia ou das alianças familiares.Minha voz ecoava pela sala, carregada de indignação e determinação. —Se você não desfizer esse maldito acordo, eu mesma farei. E se você não pode continuar sendo o líder
Adriano Mancini PetrovNaquela mesma noite, após jantarmos, a levei para minha casa. A mansão estava silenciosa. Assim que entramos, a conduzi até o meu quarto. Deitamos e ficamos conversando por um bom tempo sobre nosso futuro, até que Mônica adormeceu. Fiquei observando-a por um momento, toquei sua barriga e dei um beijo em sua testa.Na manhã seguinte, acordei cedo. Ainda sonolento, fui até a cozinha onde minha mãe, Helena, e minha irmã, Alice, já estavam a postos, preparando uma surpresa especial. Era aniversário de Mônica, e eu queria que tudo fosse perfeito. Com a ajuda delas, enchemos a sala de estar com flores, joias e um bolo belíssimo.Subi de volta ao quarto, ansioso. Toquei de leve no ombro de Mônica para acordá-la. Quando ela abriu os olhos, sorri e desejei um feliz aniversário. Ela sorriu de volta, surpresa e feliz. Levantei-me da cama e a ajudei a se arrumar.Descemos juntos para a sala de estar, onde minha família estava nos aguardando. Assim que entramos, Mônica foi
Mônica Martins ManciniEu estava radiante, mais feliz do que jamais imaginei ser possível. Casada com Adriano, o homem dos meus sonhos, acolhida de forma tão calorosa pela família Mancini, sentia que a minha vida estava completa. As manhãs eram cheias de risadas, e as noites, de amor. Em breve, nossa família cresceria ainda mais com a chegada dos nossos gêmeos, um menino e uma menina.A espera parecia eterna, mas ao mesmo tempo, os meses passaram rápido como um piscar de olhos.Quando a bolsa rompeu, Adriano e eu corremos para o hospital, e meu coração batia forte, mas não de medo, e sim de pura excitação e desejo de ter os meus bebês em meus braços. No entanto, quando chegou a hora de entrarmos no hospital, ele teve que sair por um momento,após receber uma ligação ao que parecia ser d seu pai, mas a minha minha mãe, que sempre foi o meu pilar, segurava a minha mão.A cirurgia começou, e eu senti aquela mistura de sensações, de emoções e esperanças. O meu filho nasceu primeiro. Ouvi
Mônica Martins ManciniAnos se passaram desde aquele dia fatídico no hospital, e a vida continuou de maneira implacável. Criamos nosso filho, Andrew, com todo o amor e dedicação que podíamos oferecer, mas a dor da perda de nossa filha sempre esteve presente, uma sombra silenciosa em nossos corações.Agora, mais uma perda nos abalava profundamente. Minha mãe havia falecido, e toda a família Mancini viajou comigo para o Brasil, para o enterro no Rio de Janeiro. O cemitério estava cheio de rostos familiares e desconhecidos, todos ali para se despedir da mulher incrível que foi a minha mãe.O sol brilhava intensamente, contrastando com a tristeza que envolvia o momento. Eu estava ao lado do meu filho, tentando ser forte, mas sentia um vazio imenso.O padre falava sobre a vida e a morte que nos aguardava, para a eternidade no reino dos céus, e eu me agarrava à ideia de que minha mãe estava agora em paz, ao lado de Deus.No meio da cerimônia, meus olhos captaram uma jovem que se aproximav
Helena ManciniToda a minha vida estava em completa harmonia, eu tornei-me uma juíza com uma reputação exemplar em Sicília, apesar de a minha família ser composta por uma geração de mafiosos, os ajudava, apesar de me manter distante das negociações deles, exceto pelo fato de ter ensinado ao meu pai toda a nossa herança que só aumenta com empresas e negócios que pareciam legais pela lei, para a sociedade.Toda a minha história parecia ter sido escrita nos mínimos detalhes, sem erros e com cautela, até eu conhecer o Viktor, numa convenção de advogados, onde eu palestrei em um dos Workshops daquele final de semana.Ele chamou a minha atenção desde que o meu olhar encontrou o corpo dele, mas pensei que fosse apenas uma atração intensa, até ele me procurar no final da noite com um enorme buquê de rosas vermelhas e uma declaração de que eu era a única mulher que ele queria e que iria conquistar-me e torná-la a sua esposa.Nunca fui de deixar um homem ter o controle da minha vida, mas ele t