Erick ao ver Paulina se afastar pensa se teria tomado a decisão certa em se casar, Paulina nunca demonstrou sentir ciúmes, mas no primeiro dia de casada ela fazia questão de deixar claro que não aprovava a sua amizade com Giulia. Ali sozinho naquele quarto de hotel, ele se perguntava se era certo deixar de ser amigo de Giulia, apenas porque Paulina queria que fosse assim. Ele estava destruído olhando pela janela, estava pensando em como resolver aquela situação, não queria que Paulina ficasse chateada, mas também não queria logo de início fazer as vontades dela. Talvez por isso casamentos fossem tão complicados, eram pessoas diferentes com pensamentos diferentes, ele pensa, sem saber dizer o que era necessário para que um casamento desse certo. Ainda estava perdido em pensamentos, quando Paulina o abraça pela cintura, ele se volta para ela e pensa em conversarem abertamente, assim talvez eles se entendessem. — Paulina... — Shiiii.... — Paulina põe o dedo indicador sobre os seus
Aquele dia eles nem saem do quarto, mas Erick decidiu dar um descanso para Paulina, e sorri ao vê-la dormir depois do almoço, vestida de roupão. Na manhã seguinte eles decidiram sair para passear e assim eles puderam aproveitar a lua de mel entre passeios e sexo. Ao chegarem em casa, Eduarda os recebe fazendo festa. Erick a pega no colo a enchendo de beijos, a fazendo sorrir feliz por eles estarem de volta. — Como ela se comportou? — Paulina pergunta por ver que ela não parecia ter sofrido com a ausência deles. — Confesso que melhor do que havia imaginado — Sandra é quem responde — Mas foram os seus pais que fizeram o milagre. — Vovô João, brincou na casa da árvore — Eduarda conta — E vovó Ana, e vovó Sandra fizeram bolo pra gente brincar. — Que história é essa papai? — Pauliana pergunta por não conseguir imaginar o pai brincando na casa da árvore. — O seu pai voltou a ser criança, se quer saber — Ana justifica rindo e a partir dali a conversa gira em torno de como foi o
Naquele mesmo dia, quando Paulina foi buscar Eduarda na escola a encontrou triste, isso porque a vovó Sandra lhe disse que também ia embora. — Mas a vovó Sandra sempre vai vir te visitar, não precisa ficar triste. — Mas todo mundo vai embora — Eduarda, mesmo sem falar das pessoas que passaram por sua vida, lembrava delas. — Mas lembre-se sempre de uma coisa, nem eu e nem o seu papai vamos embora, pois somos uma família — Paulina fala com Eduarda em seu colo, mesmo ela estando pesada. — Mesmo? — Mesmo, meu amorzinho. A mamãe Paulina sempre vai estar com você, em qualquer situação. E agora, que tal a gente ir almoçar em um lugar bem legal? — O papai também? — Hoje será só nós duas, o que acha? — Depois tem sobremesa? Sorvete? — Pergunta deixando de lado a tristeza para sorrir. — Sorvete de creme, com bastante cobertura de morango. — Eba!! Elas optaram por um restaurante um pouco mais afastado da cidade, onde serviam pratos variados, mas como Eduarda gostava de macarronad
Paulina sente vontade de ir até ele no banheiro, mas se continuasse cedendo aos seus desejos, ele não mudaria a sua atitude, e por pensar assim ela decide fingir estar dormindo quando ele sai do banheiro, apenas enrolado de toalha como sempre fazia. O quarto deles não era mais o mesmo quarto de cores escuras, ela havia feito uma pequena mudança, mas sem tirar as coisas as quais ele gostava, como uma poltrona de couro escuro, na qual ele gostava de se sentar para ler, uma mesa com duas cadeiras onde as vezes comiam lanches a noite, o que fez foi mudá-la de lugar, a colocando em um lugar mais reservado. Ela percebe ele se aproximar, mas permanece de olhos fechados, e quado ela escuta a porta do closet sendo aberta ela abre os olhos e, quando a porta se fecha ela fecha os olhos novamente, acreditando que ele tenha demorado mais tempo que o necessário, e ao sentir a fragrância do perfume que ele usava, ela abre os olhos, mas nessa hora ele ja fechava a porta do quarto depois de sair.
Ao vê-la ali sentada de madrugada, Erick não diz nada, e esperava que ela também não falasse nada para o aborrecê-lo ainda mais, por isso ele segue para o closet, voltando com um short de pijama, coisa que ele raramente usava. Pensou que o silêncio dela fosse o melhor, mas estava enganado, ser ignorado por Paulina estava o incomodando ainda mais, por isso depois de se deitar e tentar dormir sem secesso, ele se levanta e vai até ela, mas ela parecia estar concentrada na leitura, pois nem o olhou quando ele para a sua frente. — A dor de cabeça passou? — Pergunta, mesmo sabendo que nunca existiu dor de cabeça. — Sim — Ele revira os olhos, pensando que ela sabia como fazer para o irritar. — Está sem sono? — Acordei para beber água e não consegui dormir novamente, apenas isso — Ela jamais diria a ele que estava acordada desde a hora que ele saiu. — Eu estava com Pietro, precisava conversar com alguém — Ele fala se sentando ao lado dela — Não gosto de te ver aborrecida assim — Pauli
Era difícil acreditar que Gonçalo estivesse ali diante dela, reconhecendo que errou, ele que sempre foi um homem que gostava de impor as suas vontades por se achar o dono da razão. Talvez a idade tenha o tornado mais humano, Paulina pensa o observando tão a vontade sentado em um banco da praça, mesmo vestindo social, como costumava andar. — Que bom que você reconhece isso. — Paulina... — Gonçalo parecia querer dizer mais alguma coisa, mas parecia buscar palavras. — Fala, eu estou ouvindo — Paulina pede, após Gonçalo ficar em silêncio. — Me desculpe por ter te acusado de traição, sei que esse foi o meu maior erro. — É isso mesmo, ou será que eu estou sonhando. Gonçalo Albuquerque me pedindo desculpas, fico até desconfiada. — Não precisa debochar e muito menos ficar desconfiada — Gonçalo olha para frente, mas sem ver o que se passava, ele apenas queria que ela entendesse que se arrempedeu de ter usado os métodos errados para mantê-la ao seu lado — Eu sei que agi errado, mas
Erick decide ir até Paulina, tentaria contornar a situação, mesmo que não tivesse pensado em um jeito para isso. Ele encontra Paulina no quarto de Eduarda, a ajudando a se vestir, Eduarda havia escolhido um vestido bonito, como ela mesma dizia. — Martina disse que você a levou para passear, como foi o passeio? — Ele pergunta para puxar assunto. — Foi legal, papai — Eduarda responde depois de Paulina ajeitar o seu vestido. — Se eu soubesse onde estavam eu teria ido até vocês, a esposa do cliente com quem eu ia jantar não estava se sentindo bem e por isso fomos obrigados a cancelar o jantar. — Não fomos longe, estávamos nessa praça aqui perto de casa, onde tem o espaço reservado para as crianças — Paulina pega a sandália para calçar em Eduarda. — Deixa que eu faço isso — Erick se oferece e Paulina aproveita para pentear os cabelos loiros de Eduarda, os prendendo na frente, e pondo um laço lilás, da cor do vestido. — Veja, papai, como eu estou linda — Eduarda dá uma voltinha
Naquela noite o casal decide esquecer os momentos tensos que estavam vivendo, talvez na manhã seguinte eles conversassem a respeito, mas a noite não foi feita para discutir relacionamentos, era como estavam pensando naquele momento, e já esgotados de se amarem, eles adormecem abraçados. Paulina na manhã seguinte acorda antes de Erick despertar, e depois de ficar o olhando por um tempo, o vendo dormir com a respiração regular, ela se levanta e vai cuidar de Eduarda. Quando chega no quarto do seu amorInho, ela se deita ao lado dela, e a acorda com carinho, fazendo com que Eduarda acorde sorrindo para ela. – Bom dia, meu amorzinho. Vamos acordar, ainda não é o final de semana e temos aula. Eduarda se espreguiça e Paulina a ajuda no banho e a se arrumar. Depois disso elas descem e encontram Erick já arrumado para ir para a empresa. Ao vê-lo tão lindo, ali saboreando o seu café da manhã, ela se pergunta se havia necessidade de dizer com quem ela iria jantar. Mas depois de tomarem o c