Enfim chega o dia do casamento de Paulina e Erick. Paulina em seu quarto se olha no espelho depois de pronta e fica satisfeita com o resultado.Seu vestido era longo, justo e com mangas longas, com decote nas costas, todo feito em renda. Seus cabelos agora um pouco mais longos, estavam presos em um coque baixo com alguns fios soltos. — Filha você está linda — Ana entra no quarto com intenção de ver como a filha estava — Nervosa? — Não muito — Responde rindo — Seu pai já está te esperando, e o noivo já saiu há bastante tempo. — Eu já estou pronta, podemos ir. Onde está Eduarda? — Pergunta por não vê-la com a mãe. — Está com o seu pai, que está dizendo à ela que a levará para casa escondida na mala, a fazendo ri — Eduarda havia conquistado os pais de Paulina e se deixado conquistar por eles, que a mimavam de todas as formas. Elas encontram Eduarda comportada ao lado do seu pai que esperava por elas. Eduarda estava ainda mais parecida com uma boneca, tamanha a sua perfeição, e
Quando enfim eles deixam o salão, para Paulina é um alivio. Eduarda havia se acostumado tanto com os seus pais que concordou em ficar com eles para que os noivos pudessem aproveitar alguns dias de lua de mel, e para aproveitarem o pouco tempo que eles tinham decidiram viajar no mesmo dia do casamento. Eles não sairiam da Italia, decidiram passar alguns dias em um luxuoso hotel na Costa Amalfitana, Paulina ainda não conhecia a região, mas sabia ser de grande beleza. A viagem foi feita em silêncio, mesmo Erick tentando iniciar um diálogo, Paulina respondia com frases curtas. - Vocẽ está muito quieta, não gostou da festa? - Com certeza a sua amiga Giulia gostou mais - mesmo que Paulina não quisesse mostrar raiva, suas palavras saíram ríspidas. - Não ligue para Giulia, ela sempre foi asim, gosta de chamar a atenção. - Que ela gosta de chamar a atenção, eu não tenho dúvida - Paulina respira fundo tentando controlar a raiva que ainda sentia. - Você ficou chateada? - Erick pergunta sem
Erick ao ver Paulina se afastar pensa se teria tomado a decisão certa em se casar, Paulina nunca demonstrou sentir ciúmes, mas no primeiro dia de casada ela fazia questão de deixar claro que não aprovava a sua amizade com Giulia. Ali sozinho naquele quarto de hotel, ele se perguntava se era certo deixar de ser amigo de Giulia, apenas porque Paulina queria que fosse assim. Ele estava destruído olhando pela janela, estava pensando em como resolver aquela situação, não queria que Paulina ficasse chateada, mas também não queria logo de início fazer as vontades dela. Talvez por isso casamentos fossem tão complicados, eram pessoas diferentes com pensamentos diferentes, ele pensa, sem saber dizer o que era necessário para que um casamento desse certo. Ainda estava perdido em pensamentos, quando Paulina o abraça pela cintura, ele se volta para ela e pensa em conversarem abertamente, assim talvez eles se entendessem. — Paulina... — Shiiii.... — Paulina põe o dedo indicador sobre os seus
Aquele dia eles nem saem do quarto, mas Erick decidiu dar um descanso para Paulina, e sorri ao vê-la dormir depois do almoço, vestida de roupão. Na manhã seguinte eles decidiram sair para passear e assim eles puderam aproveitar a lua de mel entre passeios e sexo. Ao chegarem em casa, Eduarda os recebe fazendo festa. Erick a pega no colo a enchendo de beijos, a fazendo sorrir feliz por eles estarem de volta. — Como ela se comportou? — Paulina pergunta por ver que ela não parecia ter sofrido com a ausência deles. — Confesso que melhor do que havia imaginado — Sandra é quem responde — Mas foram os seus pais que fizeram o milagre. — Vovô João, brincou na casa da árvore — Eduarda conta — E vovó Ana, e vovó Sandra fizeram bolo pra gente brincar. — Que história é essa papai? — Pauliana pergunta por não conseguir imaginar o pai brincando na casa da árvore. — O seu pai voltou a ser criança, se quer saber — Ana justifica rindo e a partir dali a conversa gira em torno de como foi o
Naquele mesmo dia, quando Paulina foi buscar Eduarda na escola a encontrou triste, isso porque a vovó Sandra lhe disse que também ia embora. — Mas a vovó Sandra sempre vai vir te visitar, não precisa ficar triste. — Mas todo mundo vai embora — Eduarda, mesmo sem falar das pessoas que passaram por sua vida, lembrava delas. — Mas lembre-se sempre de uma coisa, nem eu e nem o seu papai vamos embora, pois somos uma família — Paulina fala com Eduarda em seu colo, mesmo ela estando pesada. — Mesmo? — Mesmo, meu amorzinho. A mamãe Paulina sempre vai estar com você, em qualquer situação. E agora, que tal a gente ir almoçar em um lugar bem legal? — O papai também? — Hoje será só nós duas, o que acha? — Depois tem sobremesa? Sorvete? — Pergunta deixando de lado a tristeza para sorrir. — Sorvete de creme, com bastante cobertura de morango. — Eba!! Elas optaram por um restaurante um pouco mais afastado da cidade, onde serviam pratos variados, mas como Eduarda gostava de macarronad
Paulina sente vontade de ir até ele no banheiro, mas se continuasse cedendo aos seus desejos, ele não mudaria a sua atitude, e por pensar assim ela decide fingir estar dormindo quando ele sai do banheiro, apenas enrolado de toalha como sempre fazia. O quarto deles não era mais o mesmo quarto de cores escuras, ela havia feito uma pequena mudança, mas sem tirar as coisas as quais ele gostava, como uma poltrona de couro escuro, na qual ele gostava de se sentar para ler, uma mesa com duas cadeiras onde as vezes comiam lanches a noite, o que fez foi mudá-la de lugar, a colocando em um lugar mais reservado. Ela percebe ele se aproximar, mas permanece de olhos fechados, e quado ela escuta a porta do closet sendo aberta ela abre os olhos e, quando a porta se fecha ela fecha os olhos novamente, acreditando que ele tenha demorado mais tempo que o necessário, e ao sentir a fragrância do perfume que ele usava, ela abre os olhos, mas nessa hora ele ja fechava a porta do quarto depois de sair.
Ao vê-la ali sentada de madrugada, Erick não diz nada, e esperava que ela também não falasse nada para o aborrecê-lo ainda mais, por isso ele segue para o closet, voltando com um short de pijama, coisa que ele raramente usava. Pensou que o silêncio dela fosse o melhor, mas estava enganado, ser ignorado por Paulina estava o incomodando ainda mais, por isso depois de se deitar e tentar dormir sem secesso, ele se levanta e vai até ela, mas ela parecia estar concentrada na leitura, pois nem o olhou quando ele para a sua frente. — A dor de cabeça passou? — Pergunta, mesmo sabendo que nunca existiu dor de cabeça. — Sim — Ele revira os olhos, pensando que ela sabia como fazer para o irritar. — Está sem sono? — Acordei para beber água e não consegui dormir novamente, apenas isso — Ela jamais diria a ele que estava acordada desde a hora que ele saiu. — Eu estava com Pietro, precisava conversar com alguém — Ele fala se sentando ao lado dela — Não gosto de te ver aborrecida assim — Pauli
Era difícil acreditar que Gonçalo estivesse ali diante dela, reconhecendo que errou, ele que sempre foi um homem que gostava de impor as suas vontades por se achar o dono da razão. Talvez a idade tenha o tornado mais humano, Paulina pensa o observando tão a vontade sentado em um banco da praça, mesmo vestindo social, como costumava andar. — Que bom que você reconhece isso. — Paulina... — Gonçalo parecia querer dizer mais alguma coisa, mas parecia buscar palavras. — Fala, eu estou ouvindo — Paulina pede, após Gonçalo ficar em silêncio. — Me desculpe por ter te acusado de traição, sei que esse foi o meu maior erro. — É isso mesmo, ou será que eu estou sonhando. Gonçalo Albuquerque me pedindo desculpas, fico até desconfiada. — Não precisa debochar e muito menos ficar desconfiada — Gonçalo olha para frente, mas sem ver o que se passava, ele apenas queria que ela entendesse que se arrempedeu de ter usado os métodos errados para mantê-la ao seu lado — Eu sei que agi errado, mas