Milena e Rafaella saíram para o barzinho, e o lugar estava em seu auge. O som pulsante da música eletrônica preenchia o ambiente, as luzes multicoloridas piscavam em um ritmo hipnotizante, refletindo-se nos rostos suados de quem dançava. O cheiro agridoce de drinques misturava-se ao perfume das pessoas. A beleza das duas amigas era notável, como se um holofote as seguisse onde quer que fossem. Olhares curiosos as acompanhavam, alguns discretos, outros mais ousados, mas elas pareciam imersas na própria bolha de diversão.Depois de alguns goles em seus drinques, Rafaella puxou Milena para a pista de dança. As risadas delas se misturavam à batida da música. Milena, que até então hesitava em se soltar, começou a se deixar levar. Seus movimentos tornaram-se mais fluidos, seus braços erguidos capturavam a luz intermitente. Havia um sorriso em seu rosto que era raro e precioso, carregado de uma felicidade genuína.— Estou me divertindo tanto! — exclamou Milena, sobrepondo sua voz à música, s
A luz solar entrava pela janela, inundando o quarto com um brilho dourado que anunciava um dia ensolarado. Milena abriu os olhos lentamente, a luz intensa invadindo seu campo de visão como uma lâmina afiada. Sua cabeça latejava, cada batida pulsante ecoando dolorosamente em sua mente. Ela olhou ao redor, desorientada, tentando se familiarizar com o ambiente estranho.O quarto era simples, mas elegante. Cortinas brancas ondulavam suavemente na brisa, criando sombras dançantes nas paredes. Um quadro moderno, com cores vibrantes, adornava a parede oposta. O lençol branco, macio como seda, cobria seu corpo nu, e seus dedos deslizaram sobre a textura fria, enviando arrepios pela sua espinha.Milena levantou a cabeça lentamente, esforçando-se para lembrar da noite anterior. Mas sua mente estava um vazio absoluto. O homem ao seu lado respirava profundamente, seu peito subindo e descendo em um ritmo constante e tranquilizador. O pânico começou a crescer dentro dela. Seus olhos varreram o quar
Um dia depois que Milena deu à luz, do outro lado da cidade, em um bairro nobre de São Paulo, adentrando uma bela mansão, estava Dominic. Ele era um homem de 26 anos, alto, com cabelos claros, olhos azuis penetrantes e uma aparência impecável. Dominic era um milionário, um grande empresário e CEO de uma das maiores empresas do país. Apesar de sua riqueza e sucesso, ele era um homem profundamente solitário. Dominic já havia sido casado. Por alguns anos, ele compartilhou sua vida com uma mulher por quem tinha grande afeição. Ela era brilhante e ambiciosa, traçando um caminho claro em sua carreira. No entanto, essas ambições acabaram distanciando os dois. Ela decidiu seguir sua carreira acima de tudo, e, inevitavelmente, o casamento chegou ao fim quando ela pediu o divórcio. Dominic lutou para salvar a relação, mas não conseguiu convencê-la a ficar. A separação o deixou em uma tristeza avassaladora, e o sentimento de abandono tornou-se um peso constante em sua vida. Desde então, ele se
Enquanto Dominic olhava para o pequeno ser em seus braços com carinho, seu avô, Sr. George, caminhou lentamente até a estante de vidro. O ambiente estava silencioso, exceto pelo leve som do vento batendo nas janelas da imponente mansão. Sr George pegou o celular com mãos trêmulas e acionou a polícia para iniciar uma rápida investigação sobre quem poderia ter deixado a criança na porta. A preocupação estava estampada em seu rosto enrugado.Após a ligação, não demorou muito para que a polícia chegasse. Os policiais, vestidos em uniformes impecáveis, começaram a checar as câmeras de segurança, incluindo a principal, que ficava perto da entrada da mansão. No entanto, para a frustração de todos, não encontraram nada. Dominic, inquieto, começou a andar de um lado para o outro, seus passos ecoando pelo chão de mármore.Dominic entrou em seu quarto, o ambiente decorado com móveis elegantes e uma leve fragrância de madeira polida. Ele vestiu uma roupa elegante, ajustando a gravata com mãos fir
O coração de Rafaella batia descontroladamente, enquanto suas mãos suavam frio. Ela deitou Milena com cuidado sobre o sofá velho e desgastado da sala, cujas almofadas estavam desbotadas pelo tempo. A luz fraca da lâmpada pendurada no teto lançava sombras inquietantes nas paredes. Rafaella correu para a cozinha, tropeçando nos móveis, em busca de um pano molhado. Ao encontrar o pano, ela o molhou rapidamente na pia, sentindo a água gelada escorrer por seus dedos trêmulos. Voltou apressada para a sala e se ajoelhou ao lado da amiga, começando a passar o pano úmido sobre o rosto pálido de Milena. Enquanto fazia isso, lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto, e ela sussurrava para si mesma:— Oh, minha amiga... Quem fez isso com você? — Murmurou, sentindo uma dor aguda no peito. — Você vai ficar bem logo, eu prometo...Milena começou a recobrar a consciência, sentindo o frescor do pano úmido em sua pele. Seus olhos se abriram lentamente, e ela olhou para Rafaella com um olhar perdido
O dia amanheceu, e o relógio em cima da pequena mesa onde ficava o abajur marcava 8h da manhã. Uma suave luz dourada entrou no quarto de Rafaella, iluminando delicadamente o ambiente. As cortinas balançavam levemente com a brisa matinal, criando um jogo de sombras nas paredes. Milena, ainda deitada sobre a cama, começou a se mexer lentamente. Seus olhos, pesados de sono, começaram a se abrir, piscando várias vezes antes de se abrirem completamente. Ela sentiu a maciez da coberta que cobria seu corpo, um tecido aconchegante que a envolvia como um abraço, e a suavidade do travesseiro sob sua cabeça.Milena levantou a cabeça, o lençol deslizando suavemente sobre seu corpo, e olhou para o colchão da cama, sentindo a firmeza confortável que a sustentava. Ela então olhou para a roupa que estava vestida, uma camisola de algodão que lhe dava uma sensação de segurança e conforto. Com um gesto carinhoso, ela passou a mão sobre o colchão, sentindo a textura do tecido sob seus dedos, antes de se
Rafaella ainda estava conturbada com a decisão da amiga, mas decidiu respeitar. Ela olhou profundamente nos olhos de Milena e disse, com uma voz suave e cheia de esperança:— Conte comigo, amiga. Eu prometo que vou te ajudar a encontrar seu bebê. Vamos procurar nos orfanatos, perguntar em hospitais, tenho alguns amigos nessas áreas que poderão nos ajudar. — Rafaella falou ajeitando uma mecha de cabelo da amiga, tentando transmitir conforto e segurança. — Agora preciso que você esteja bem para quando estiver com seu filho nos braços.Milena segurou as mãos de Rafaella com força, sentindo-se grata pela presença e apoio da amiga. Seus olhos, ainda marejados, refletiam um misto de tristeza e esperança.— Enxuga essas lágrimas — continuou Rafaella, com um sorriso encorajador. Rafaella segurou o braço de Milena com carinho, puxando-a gentilmente para se levantar. Elas estavam na sala de estar da casa de Rafaella, um ambiente acolhedor com móveis de madeira escura e cortinas claras que deix
Ela sentiu seu coração disparar. Milena estava com medo, mas respirou aliviada ao ver a imagem da amiga, ainda dentro da loja, vindo ao seu encontro.Rafaella, saindo da loja apressada. Seus olhos varreram o shopping, claramente preocupada com Milena. Não demorou muito até ela chegar até Milena a qual estava conversando com o Sir George.— Milena! — gritou Rafaella, sua voz carregada de alívio e preocupação. — Fiquei tão preocupada. Eu pensei que você estava me esperando dentro da loja. Quase infartei quando não vi você lá. — Ela disse, tentando sorrir, mas a tensão ainda visível em seu rosto.Milena levantou a cabeça rapidamente, seus olhos encontrando os de Rafaella. — Desculpa, minha amiga. Eu acabei saindo da loja para ajudar o senhor George... — Ela gesticulou em direção ao homem ao seu lado, apresentando-o a Rafaella.Rafaella respirou fundo, tentando acalmar seu coração acelerado. — Oh! Compreendo agora. — murmurou, olhando para Milena com um olhar de compreensão e depois se