Rafaella ainda estava conturbada com a decisão da amiga, mas decidiu respeitar. Ela olhou profundamente nos olhos de Milena e disse, com uma voz suave e cheia de esperança:— Conte comigo, amiga. Eu prometo que vou te ajudar a encontrar seu bebê. Vamos procurar nos orfanatos, perguntar em hospitais, tenho alguns amigos nessas áreas que poderão nos ajudar. — Rafaella falou ajeitando uma mecha de cabelo da amiga, tentando transmitir conforto e segurança. — Agora preciso que você esteja bem para quando estiver com seu filho nos braços.Milena segurou as mãos de Rafaella com força, sentindo-se grata pela presença e apoio da amiga. Seus olhos, ainda marejados, refletiam um misto de tristeza e esperança.— Enxuga essas lágrimas — continuou Rafaella, com um sorriso encorajador. Rafaella segurou o braço de Milena com carinho, puxando-a gentilmente para se levantar. Elas estavam na sala de estar da casa de Rafaella, um ambiente acolhedor com móveis de madeira escura e cortinas claras que deix
Ela sentiu seu coração disparar. Milena estava com medo, mas respirou aliviada ao ver a imagem da amiga, ainda dentro da loja, vindo ao seu encontro.Rafaella, saindo da loja apressada. Seus olhos varreram o shopping, claramente preocupada com Milena. Não demorou muito até ela chegar até Milena a qual estava conversando com o Sir George.— Milena! — gritou Rafaella, sua voz carregada de alívio e preocupação. — Fiquei tão preocupada. Eu pensei que você estava me esperando dentro da loja. Quase infartei quando não vi você lá. — Ela disse, tentando sorrir, mas a tensão ainda visível em seu rosto.Milena levantou a cabeça rapidamente, seus olhos encontrando os de Rafaella. — Desculpa, minha amiga. Eu acabei saindo da loja para ajudar o senhor George... — Ela gesticulou em direção ao homem ao seu lado, apresentando-o a Rafaella.Rafaella respirou fundo, tentando acalmar seu coração acelerado. — Oh! Compreendo agora. — murmurou, olhando para Milena com um olhar de compreensão e depois se
O dia amanheceu com um brilho suave, e enquanto Milena enfrentava seus desafios e recomeçava sua vida, Dominic estava em sua luxuosa mansão. Antes de chegar à imponente residência, havia um maravilhoso jardim, com árvores meticulosamente cuidadas e canteiros encantadores que exalavam um perfume doce e acolhedor. Dominic estava sentado no sofá de couro marrom na sala de estar, cercado por móveis elegantes e obras de arte que refletiam sua riqueza. Ele estava inquieto, tamborilando os dedos no braço do sofá, seus olhos fixos em um ponto distante, perdido em pensamentos sobre a decisão de seu avô.— Babá!? — Perguntou ele, com a voz carregada de incerteza, enquanto franzia a testa. — Tem certeza que precisamos de uma babá para cuidar do meu filho?Sir George balançou a cabeça e respondeu com um tom calmo e firme, mas com um leve sorriso nos lábios.— Acredito que sim, Dominic. — Ele fez uma pausa, observando a reação de Dominic antes de continuar. — Todos os funcionários daqui têm suas
Uma semana depois, Milena já estava se sentindo muito melhor. Seu corpo estava mais forte e uma pequena esperança de encontrar seu filho havia surgido. Ela também estava pronta para começar a trabalhar como babá na mansão de Dominic, pois precisava ajudar Rafaella nas despesas da casa.As duas amigas estavam compartilhando a cama, e Milena acordou primeiro, pois era o seu primeiro dia de trabalho e ela não queria se atrasar. Com cuidado, ela tirou a coberta de seu corpo e levantou da cama devagar para não acordar Rafaella. Ainda de pijama, ela foi até o banheiro para escovar os dentes e tomar um banho.Enquanto escovava os dentes, Milena se olhava no espelho. Seus olhos refletiam uma mistura de ansiedade e determinação. Seu coração batia forte, e ela respirava fundo, tentando acalmar os nervos. "Vai dar tudo certo", murmurou para si mesma, tentando se convencer. Depois de um tempo se olhando no espelho, ela entrou no chuveiro, deixando a água quente relaxar seus músculos tensos.Após
Milena, ainda um pouco assustada, continuou olhando para Rafaella com os olhos arregalados, como se a qualquer momento fosse ser surpreendida por algo terrível. Ela encarou os fundos dos olhos de Rafaella, como se procurasse ali alguma resposta, alguma verdade, e perguntou novamente, a voz trêmula de medo e tristeza:— O que tem ele, Rafaella? — A pergunta saiu quase como um sussurro, enquanto Milena sentia uma pontada afiada de medo e tristeza atravessar seu peito.Rafaella pegou nas mãos geladas da amiga, respirou fundo para encontrar forças, e respondeu com a voz carregada de pesar e preocupação:— Eu vi o seu pai ontem... — murmurou, sem soltar as mãos de Milena. — Você estava dormindo quando ele chegou... Ele veio até a minha porta e perguntou se eu tinha alguma notícia de você. — Explicou Rafaella, enquanto Milena começava a olhar freneticamente para os lados, como se tentasse escapar dos próprios medos que a cercavam.— Como assim?... Ele... Ele vai me achar, Rafaella. — A voz
— Olha... Olha para aquela casa... — disse Rafaella, apontando ansiosamente para a mansão que se erguia majestosa à distância. O sol poente tingia a fachada com tons de dourado, destacando ainda mais sua beleza. Do terceiro andar do apartamento de Rafaella, a vista era privilegiada, permitindo que elas apreciassem cada detalhe da mansão.Milena sorriu timidamente, mas seu olhar parecia distante. Ela virou-se para a amiga, tentando compartilhar o entusiasmo, mas logo desviou o olhar de volta para o apartamento. Seus ombros caíram, e ela soltou um suspiro profundo antes de falar.— É linda mesmo... — respondeu Milena, com a voz carregada de melancolia. Ela se acomodou no aconchegante sofá, encolhendo os pés debaixo do corpo, buscando conforto em meio à turbulência emocional. Rafaella permaneceu em pé, seus olhos ainda fixos na casa, mas a expressão em seu rosto começava a mudar.— Sabe, Rafa... Eu não consigo mais ver beleza nas coisas... — As palavras de Milena saíram como um sussurro
Quando finalmente a noite se transformou em dia, Milena se mexeu e, com um suspiro de alívio, finalmente se desapertou dos lençóis. Rapidamente, lembrou-se que aquele era o seu primeiro dia de trabalho. Com um pulo da cama, pegou a toalha e correu para o banheiro, já sentindo o peso do atraso em cada passo apressado. No banheiro, o jato quente da água tentou acalmar seu nervosismo enquanto ela lavava a ansiedade acumulada. Após sair do banho, voltou para o quarto, onde vestiu uma roupa confortável e simples, refletindo o nervosismo que sentia, e depois penteou seus cabelos cacheados com cuidado, observando cada cacho no espelho.Ao terminar, foi até o quarto de Rafaella e, com um toque suave no ombro da amiga, a acordou para avisar que estava de saída.— Estou pronta! — disse Milena, segurando firmemente o papel com o endereço da mansão onde iria trabalhar. — E ansiosa também... — Murmurou com um belo sorriso no rosto. Rafaella abriu os olhos, ainda grogue de sono, e murmurou:— Mil
Após sussurrar a palavra, Milena continuou olhando para Dominic. Ela estava quase certa de que ele se lembrava dela, e por isso mantinha aquele olhar fixo e penetrante. Seu coração batia descompassado, como se quisesse escapar do peito, e ela começou a se lembrar de mais detalhes daquela noite. O ambiente ao redor parecia congelar no tempo, capturando o momento.Por outro lado, Dominic se levantou do sofá com uma elegância casual, sem desviar o olhar de Milena. Ele caminhou até ela com uma das mãos no bolso, a outra segurando uma tasa de vinho refletindo a luz suave dos candelabros que iluminavam a sala. O tapete persa sob seus pés abafava os passos, criando uma aura de tensão no ar.O coração de Milena acelerou ainda mais, e sua mente ficou um turbilhão de emoções conflitantes. Ela não sabia o que dizer, tudo o que estava acontecendo a deixava desorientada. Os dois ficaram a centímetros de distância um do outro, quando Dominic a olhou de cima a baixo e perguntou com um tom grave e in