Me sentei à minha mesa, pronta para organizar os e-mails do dia, quando o som de passos firmes ecoou pelo corredor. Levantei o olhar e, para minha absoluta falta de surpresa, Victor Ward passou direto por mim sem nem diminuir o ritmo, indo diretamente para a sala de Maximilian.Suspirei, balançando a cabeça. Desde que a fusão havia sido oficializada, Victor estava por aqui o tempo todo. Ele tinha sua própria sala, sua equipe, tudo o que precisava. Mas, de alguma forma, parecia que o ponto alto do seu dia era dar sua visita diária para irritar Max.E o pior? Ele se divertia horrores com isso.A porta se abriu sem cerimônia, e eu ouvi claramente a voz de Victor:— Steele! Como está o humor do nosso rei dos n&uacu
Maximilian bufou, o peito subindo e descendo com a respiração pesada. Seus dedos deslizaram pela minha cintura antes de me soltar, apenas para agarrar minha mão com firmeza.Antes que eu pudesse protestar, ele a levou até seu peito, pressionando-a contra o tecido quente da camisa social. Seu coração batia forte, ritmado, denunciando a tempestade dentro dele.— Viu isso? — Sua voz saiu rouca, carregada de algo que eu não soube definir.Engoli em seco, sentindo o calor irradiando de seu corpo.— Max...— Ele me tira do sério — ele interrompeu, seus olhos ardendo nos meus. — Mas nada me irrita mais do que ver outro homem tocando em voc&ec
O silêncio era pesado, cheio de algo que queimava entre nós. Eu sentia o coração martelando contra o peito, a respiração ainda descompassada. Maximilian me olhava como se minha resposta fosse a única coisa no mundo que importava.Minha mente gritava para eu negar, para manter distância. Mas meu corpo… meu corpo já sabia a resposta antes mesmo de eu conseguir formulá-la.Engoli em seco, sentindo o peso da minha própria hesitação.— Max… — Comecei, mas parei.Ele não desviou o olhar, esperando.Soltei um suspiro trêmulo.— Uma chance. Só uma, e
Aqui estou eu, parado na frente do espelho do meu closet, com o estômago revirado. O que estou fazendo? Nunca pensei que um simples encontro pudesse me deixar tão... desconfortável. A sensação é de estar de volta ao colégio, tentando escolher a roupa certa para impressionar alguém. Como se eu fosse uma garotinha em seu closet, procurando a melhor peça para o grande momento.Olho para as minhas camisas, cada uma mais impecável que a outra, e, no entanto, nenhuma delas parece certa. Uma camisa preta, clássica, é descartada com um movimento impaciente. — Muito previsível. — Penso. Em seguida, minha mão alcança uma jaqueta de couro, mas, de novo, é rejeitada. — Talvez demais, não é isso que ela precisa ver. — Tento me convencer. O carro para em frente ao restaurante, e o valet abre a porta antes que eu tenha a chance de sair. O Nobu está impecável, como sempre. A fachada de vidro reflete a luz suave da cidade, e o ambiente dentro exala sofisticação e exclusividade. O calor da noite se mistura ao ar condicionado gelado do restaurante, e, ao ver Charlotte sair do carro, a imagem dela parece tão perfeita quanto o lugar. Ela está deslumbrante, e mesmo com a luz suave iluminando o rosto dela, é impossível não notar o brilho nos olhos dela, o jeito como ela ainda tem aquele sorriso tímido, mas que me faz querer mais.Um garçom se aproxima imediatamente, e antes que eu possa dizer algo, ele nos saúda com um sorriso educado.— Boa noite, senhor e senhora. A mesa de vocês já está pronta5.1 - Nobu
Depois de um momento de silêncio, resolvo quebrar o clima e tomar a frente.— Posso fazer os pedidos? — Pergunto, olhando para ela. Não sou do tipo que fica esperando muito tempo para tomar a iniciativa, então vou logo ao ponto. — Tem umas coisas no menu que eu quero que você experimente.Ela olha para mim, um sorriso divertido surgindo nos lábios.— Claro. Aposto que você sabe bem o que pedir. — Ela responde, meio brincando, mas com aquele toque de curiosidade no olhar.Eu me sinto à vontade, sabendo que ela está disposta a confiar no que eu escolher. Já tinha em mente o que eu queria que ela provasse.— Eu vou pedir o sashimi de
A comida foi maravilhosa, o vinho me deixou mais solto, mas, por mais que a noite tenha sido perfeita, eu não quero que ela acabe. Olho para Charlotte e vejo que ela também está à vontade, e de alguma forma, isso me faz querer que esse momento dure mais.Eu a observo, e a forma como ela ainda sorri, relaxada, como se o mundo lá fora não existisse, me faz querer mais disso. Mais dela. Eu sei que, se ela não fosse aqui, a noite teria acabado faz tempo. Mas ela está, e eu não quero que ela vá embora. Não agora. Não ainda.— Não quero que a noite acabe. — Digo, mais para mim mesmo, mas a voz sai baixa o suficiente para ela ouvir.Ela me olha, surpresa, e seus olhos brilham, talvez pela mesma sensação de q
Quando ela entra na sala de cinema, vejo os olhos de Charlotte se iluminando. O espaço é enorme, com uma tela gigantesca, sofás confortáveis e a iluminação suave. Ela gira em torno, claramente impressionada.— Uau, isso é... impressionante! — Ela diz, se aproximando da tela e tocando as cortinas como se estivesse tentando acreditar que está ali. — Nunca estive em um lugar assim.Eu rio baixo, gostando de ver sua reação.— Fico feliz que tenha gostado. — Respondo, indo até o sofá para ligar o sistema de som.Mas, quando olho para ela, percebo que ela está começando a se encolher, passando as mãos pelos braços.