Me encarei no espelho, ajustando a alça fina do vestido e deixando os dedos deslizarem pelo tecido justo. O preto sempre foi um clássico, e esse modelo abraçava minhas curvas no ponto certo, com um decote sutil que deixava minha clavícula exposta de um jeito elegante, mas provocante. Nada exagerado, apenas o suficiente para me fazer sentir sexy e confiante.
Passei a mão pelos cabelos, soltando um suspiro enquanto observava meu reflexo. Maximilian não deu detalhes, apenas disse para eu me arrumar e esperar. Sua voz no telefone ainda ecoava na minha mente: "Se arruma pra mim, amor. Quero te recompensar."
Recompensar... Ele realmente achava que ia se safar só com isso?
Cruzei os braços, mordendo o canto do láb
Saímos do meu apartamento e entramos no elevador, o silêncio entre nós carregado de expectativa. Max não deu nenhuma pista sobre para onde estávamos indo, e eu não conseguia decidir se isso me deixava mais animada ou impaciente.Assim que chegamos à entrada do prédio, um carro preto e luxuoso nos esperava. Max abriu a porta para mim, um sorriso presunçoso brincando em seus lábios.— Entre, baby. Hoje a noite é sua.Revirei os olhos, mas entrei no carro sem reclamar. O banco de couro era macio e confortável, e o cheiro amadeirado misturado ao perfume dele preenchia o ambiente. Assim que Max sentou ao meu lado, o motorista deu partida.— Você vai me contar agora ou quer con
Max segurou minha mão enquanto descíamos os degraus do prédio, a brisa da noite envolvendo nossos corpos. O jantar já havia ficado para trás, mas a sensação de expectativa ainda pairava no ar.— Para onde estamos indo agora? — perguntei, lançando um olhar curioso para ele.O canto dos lábios dele se ergueu em um sorriso enigmático.— Você vai ver.Ele me guiou pela calçada até seu carro, abrindo a porta para mim antes de contornar o veículo e assumir o volante. Durante o trajeto, tentei decifrar seus planos, mas Max parecia determinado a manter o mistério. A cidade passava em flashes pelas janelas, as luzes refletindo em seu perfil perfeitamente escul
Max me observou com um sorriso no rosto, a diversão estampada nos olhos.— E quanto a mim? Quão perto você acha que eu moro daqui? — perguntou ele, a voz carregada de ironia.Franzi a testa, começando a perceber onde ele queria chegar. Eu revirei os olhos, já adivinhando o que viria a seguir.— Ah, isso é coisa da sua possessividade, não é? — respondi, tentando disfarçar o riso nervoso que estava surgindo.Ele soltou uma gargalhada baixa, o som ecoando pela sala de forma agradável e segura.— Talvez um pouco — admitiu ele, sem se importar em esconder o sorriso travesso. — Mas, sim, sou possessivo. E você ainda vai ter que se acostumar com isso.Eu dei um passo para trás, ainda pro
Dois meses se passaram desde que aceitei o apartamento de Max. A mudança havia sido mais tranquila do que eu imaginava, embora eu ainda estivesse me acostumando com o espaço imenso que agora chamava de lar. A cada canto que eu explorava, o lugar parecia mais novo para mim, como se, apesar de já estar mobiliado, eu ainda precisasse deixar minha marca ali.Hoje, estava limpando os poucos detalhes que me restavam, tentando organizar tudo e deixar cada cantinho com a minha cara. Nunca imaginei que teria um closet tão grande — ele era tão amplo que, até agora, minhas coisas mal ocupavam 50% do espaço. A ideia de um dia preencher aquele espaço parecia quase um desafio, mas, por enquanto, eu estava mais concentrada no simples ato de me acostumar com o tamanho do meu novo mundo.A cozinha, com seus armários que nunca vi tão vazios, a sala que parecia quase surreal de tão grande e a piscina lá fora que, em muitos dias, parecia distante, porque eu ainda não conseguia me ver vivendo daquele jeit
Aquele sorriso enigmático que sempre me deixava com uma sensação de expectativa. Ele ficou em silêncio por um momento, observando minha expressão antes de falar.— Eu tenho uma surpresa para você. — A voz dele estava baixa, mas cheia de uma suavidade quase imperceptível.Minha curiosidade foi imediatamente despertada, e eu parei de limpar, deixando o pano de lado enquanto me voltava para ele.— Uma surpresa? — perguntei, arqueando uma sobrancelha. Eu não sabia se devia me empolgar ou não. Max tinha a tendência de surpreender, mas às vezes suas surpresas eram um pouco… exageradas.Ele deu um sorriso, aquele tipo de sorriso que era mais uma promessa do que uma explicação.— Confia em mim? — ele perguntou, com aquele olhar intenso que não deixava espaço para dúvidas.Eu respirei fundo e assenti, já sentindo uma sensação estranha no estômago. Max me levou até o segundo andar, como se fosse um mistério que ainda estava por ser desvendado. Eu já estava mais do que acostumada com a casa, ma
Max se aproximou ainda mais, com aquele olhar tranquilo que eu já conhecia tão bem. Ele parecia tão seguro de si, mas havia algo ali, algo que eu não conseguia identificar, que me fez sorrir levemente.— Ah, e tem mais. — Ele disse, abrindo uma gaveta do closet. — Eu coloquei algumas opções bem confortáveis ali, coisas para os dias mais tranquilos, sem pressa. Você vai ver.Quando ele puxou as gavetas, encontrei camisetas de algodão, calças de moletom e shorts macios, tudo em tons suaves e agradáveis ao toque. Eu ri baixinho, imaginando Max escolhendo tudo aquilo para mim, tão atencioso, tão… ele.Mas não era só isso. Na gaveta ao lado, havia uma linha inteira de lingeries. Desde modelos mais simples e confortáveis até os mais sensuais, em rendas e tecidos que pareciam ser feitos para caírem perfeitamente sobre a pele. Cada peça estava ali, organizada com uma perfeição que só Max poderia ter feito.— Max, isso é… muito. Eu não sei nem por onde começar. — Eu disse, sorrindo e ainda mei
Ele repousou a cabeça no meu ombro, com o braço ao meu redor, como se não quisesse se afastar nem por um segundo. Não importava o que eu fizesse — ele estava lá, quase como uma sombra.— Você está bem aí? — Perguntou ele, sua voz suave, o tom casual, mas ainda assim com aquela marca de possessividade que eu já começava a reconhecer.— Sim. — Eu respondi, me virando um pouco para olhar para ele, e sorri, sem conseguir conter o quanto aquele comportamento me divertia. — Mas você está me grudando demais, sabia?Ele deu um leve sorriso e apertou ainda mais o braço em volta de mim, como se fosse a coisa mais natural do mundo.— Eu gosto de estar perto de você. — Ele disse, como se fosse óbvio. — É difícil ficar longe.Eu ri, mas não consegui negar o quanto eu gostava de tê-lo tão perto, de sentir a presença constante dele. Às vezes, ele se tornava tão pegajoso, tão envolvente, que parecia que nada mais importava além de nós dois naquele momento.Em algum momento, ele se sentou mais perto,
CharlotteA pilha de papéis nos meus braços era ridiculamente grande, quase um insulto pessoal. Maximilian Steele tinha feito isso de propósito, eu sabia. Ele sabia. Documentos do mês passado? Sério? Era só mais uma das formas dele de testar minha paciência. Como se não bastasse lidar com sua presença intimidadora e aquele olhar frio que me fazia sentir como uma funcionária dispensável, agora eu também tinha que carregar peso extra logo de manhã.Eu atravessava o lobby da Steele Medical Supplies, a empresa de vendas para hospitais onde eu trabalhava há anos, tentando equilibrar os documentos e o copo de café sem derramar nada. O som dos saltos ecoava pelo chão de mármore e, quando cheguei ao elevador, não precisei olhar para saber que alguns olhares estavam sobre mim. Todos conheciam Maximilian Steele. E todos sabiam que, de alguma forma, ele tinha um prazer sádico em me sobrecarregar.— Precisa de ajuda? — uma voz masculina perguntou.Olhei de lado e vi Daniel Reed, o melhor amigo de