Maximilian bufou, o peito subindo e descendo com a respiração pesada. Seus dedos deslizaram pela minha cintura antes de me soltar, apenas para agarrar minha mão com firmeza.
Antes que eu pudesse protestar, ele a levou até seu peito, pressionando-a contra o tecido quente da camisa social. Seu coração batia forte, ritmado, denunciando a tempestade dentro dele.
— Viu isso? — Sua voz saiu rouca, carregada de algo que eu não soube definir.
Engoli em seco, sentindo o calor irradiando de seu corpo.
— Max...
— Ele me tira do sério — ele interrompeu, seus olhos ardendo nos meus. — Mas nada me irrita mais do que ver outro homem tocando em voc&ec
O silêncio era pesado, cheio de algo que queimava entre nós. Eu sentia o coração martelando contra o peito, a respiração ainda descompassada. Maximilian me olhava como se minha resposta fosse a única coisa no mundo que importava.Minha mente gritava para eu negar, para manter distância. Mas meu corpo… meu corpo já sabia a resposta antes mesmo de eu conseguir formulá-la.Engoli em seco, sentindo o peso da minha própria hesitação.— Max… — Comecei, mas parei.Ele não desviou o olhar, esperando.Soltei um suspiro trêmulo.— Uma chance. Só uma, e
Aqui estou eu, parado na frente do espelho do meu closet, com o estômago revirado. O que estou fazendo? Nunca pensei que um simples encontro pudesse me deixar tão... desconfortável. A sensação é de estar de volta ao colégio, tentando escolher a roupa certa para impressionar alguém. Como se eu fosse uma garotinha em seu closet, procurando a melhor peça para o grande momento.Olho para as minhas camisas, cada uma mais impecável que a outra, e, no entanto, nenhuma delas parece certa. Uma camisa preta, clássica, é descartada com um movimento impaciente. — Muito previsível. — Penso. Em seguida, minha mão alcança uma jaqueta de couro, mas, de novo, é rejeitada. — Talvez demais, não é isso que ela precisa ver. — Tento me convencer. O carro para em frente ao restaurante, e o valet abre a porta antes que eu tenha a chance de sair. O Nobu está impecável, como sempre. A fachada de vidro reflete a luz suave da cidade, e o ambiente dentro exala sofisticação e exclusividade. O calor da noite se mistura ao ar condicionado gelado do restaurante, e, ao ver Charlotte sair do carro, a imagem dela parece tão perfeita quanto o lugar. Ela está deslumbrante, e mesmo com a luz suave iluminando o rosto dela, é impossível não notar o brilho nos olhos dela, o jeito como ela ainda tem aquele sorriso tímido, mas que me faz querer mais.Um garçom se aproxima imediatamente, e antes que eu possa dizer algo, ele nos saúda com um sorriso educado.— Boa noite, senhor e senhora. A mesa de vocês já está pronta5.1 - Nobu
Depois de um momento de silêncio, resolvo quebrar o clima e tomar a frente.— Posso fazer os pedidos? — Pergunto, olhando para ela. Não sou do tipo que fica esperando muito tempo para tomar a iniciativa, então vou logo ao ponto. — Tem umas coisas no menu que eu quero que você experimente.Ela olha para mim, um sorriso divertido surgindo nos lábios.— Claro. Aposto que você sabe bem o que pedir. — Ela responde, meio brincando, mas com aquele toque de curiosidade no olhar.Eu me sinto à vontade, sabendo que ela está disposta a confiar no que eu escolher. Já tinha em mente o que eu queria que ela provasse.— Eu vou pedir o sashimi de
A comida foi maravilhosa, o vinho me deixou mais solto, mas, por mais que a noite tenha sido perfeita, eu não quero que ela acabe. Olho para Charlotte e vejo que ela também está à vontade, e de alguma forma, isso me faz querer que esse momento dure mais.Eu a observo, e a forma como ela ainda sorri, relaxada, como se o mundo lá fora não existisse, me faz querer mais disso. Mais dela. Eu sei que, se ela não fosse aqui, a noite teria acabado faz tempo. Mas ela está, e eu não quero que ela vá embora. Não agora. Não ainda.— Não quero que a noite acabe. — Digo, mais para mim mesmo, mas a voz sai baixa o suficiente para ela ouvir.Ela me olha, surpresa, e seus olhos brilham, talvez pela mesma sensação de q
Quando ela entra na sala de cinema, vejo os olhos de Charlotte se iluminando. O espaço é enorme, com uma tela gigantesca, sofás confortáveis e a iluminação suave. Ela gira em torno, claramente impressionada.— Uau, isso é... impressionante! — Ela diz, se aproximando da tela e tocando as cortinas como se estivesse tentando acreditar que está ali. — Nunca estive em um lugar assim.Eu rio baixo, gostando de ver sua reação.— Fico feliz que tenha gostado. — Respondo, indo até o sofá para ligar o sistema de som.Mas, quando olho para ela, percebo que ela está começando a se encolher, passando as mãos pelos braços.
CharlotteO calor confortável ao meu redor foi a primeira coisa que senti ao despertar. Meu corpo estava envolvido em algo firme e ao mesmo tempo aconchegante, e demorou alguns segundos para minha mente sonolenta processar onde eu estava.O sofá. A sala de cinema. E Maximilian Steele.Minha respiração ficou presa por um instante ao perceber que ainda estava em seus braços. O peito dele subia e descia de forma ritmada, seu calor irradiando contra meu corpo. Meu rosto estava tão próximo do dele que eu podia sentir sua respiração calma roçar minha pele. Meu coração disparou ao lembrar dos momentos da noite anterior—o beijo, a forma como nos encaixamos, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.Meus dedos, instintivamente, apertaram levemente o tecido do moletom que ele havia me dado, e eu fechei os olhos por um instante. Não queria me mover. Não queria que aquele momento acabasse.Com muito cuidado, comecei a me mover, tentando me desvencilhar dos braços dele sem acordá-lo. Mas
Eu tamborilava os dedos contra a mesa, olhando para o relógio pela terceira vez em menos de cinco minutos. Duas horas de atraso.Respirei fundo, tentando conter a irritação crescente. A reunião com Victor Ward estava marcada para agora, e Maximilian ainda não tinha dado as caras.Ele estava fazendo isso de propósito. Eu sabia.Ele sabia que essa reunião era importante. Sabia que eu odiava atrasos. E, acima de tudo, sabia que Victor era manipulador o suficiente para usar qualquer deslize a seu favor.Levantei-me, ajeitando a saia, e fui até a porta da sala de reuniões. Victor já havia chegado, claro. E, como esperado, parecia muito confortável demais na ausência de Max.