— Maximilian! — Chamei seu nome pela terceira vez, mas ele parecia não me ouvir.
Sua mão estava firme na minha cintura, me guiando com passos largos e determinados até o carro. Não era um toque doloroso, mas era forte o suficiente para me fazer sentir sua raiva fervendo sob a pele.
— Max, se acalma! — insisti, tentando puxar meu braço de leve, mas ele não soltou.
Ele abriu a porta do carro com força e praticamente me colocou dentro antes de dar a volta e entrar no banco do motorista.
O silêncio durou exatamente dois segundos.
— Filho da puta! — Max bateu as mãos no volante, seus olhos queimando de fúria. — Aquele des
O cheiro de café fresco se espalhava pelo apartamento enquanto eu me sentava à mesa, puxando os joelhos contra o peito.Fazia uma semana desde que Clara havia se mudado, e, apesar de estar genuinamente feliz por ela, o silêncio deixado por sua ausência era ensurdecedor.Não havia ninguém para me apressar de manhã, para discutir sobre quem escolheria o filme da noite ou para aparecer na minha porta com uma garrafa de vinho depois de um dia ruim.Soltei um suspiro, levando a xícara aos lábios.Eu sempre fui independente, nunca precisei de ninguém para me sentir completa. Mas, naquele momento, não pude evitar a sensação de que algo estava… faltando.Sacudi a cabeça, afastando o pensamento.Tinha trabalho a fazer.Levantei-me, peguei meu celular e chequei a hora. Se eu quisesse evitar qualquer atraso, precisava me apressar. Afinal, Maximilian Steele não era exatamente um homem paciente.E, se havia algo que eu aprendera ao longo dos anos, era que um Max impaciente nunca era uma boa notíci
Me sentei à minha mesa, pronta para organizar os e-mails do dia, quando o som de passos firmes ecoou pelo corredor. Levantei o olhar e, para minha absoluta falta de surpresa, Victor Ward passou direto por mim sem nem diminuir o ritmo, indo diretamente para a sala de Maximilian.Suspirei, balançando a cabeça. Desde que a fusão havia sido oficializada, Victor estava por aqui o tempo todo. Ele tinha sua própria sala, sua equipe, tudo o que precisava. Mas, de alguma forma, parecia que o ponto alto do seu dia era dar sua visita diária para irritar Max.E o pior? Ele se divertia horrores com isso.A porta se abriu sem cerimônia, e eu ouvi claramente a voz de Victor:— Steele! Como está o humor do nosso rei dos n&uacu
Maximilian bufou, o peito subindo e descendo com a respiração pesada. Seus dedos deslizaram pela minha cintura antes de me soltar, apenas para agarrar minha mão com firmeza.Antes que eu pudesse protestar, ele a levou até seu peito, pressionando-a contra o tecido quente da camisa social. Seu coração batia forte, ritmado, denunciando a tempestade dentro dele.— Viu isso? — Sua voz saiu rouca, carregada de algo que eu não soube definir.Engoli em seco, sentindo o calor irradiando de seu corpo.— Max...— Ele me tira do sério — ele interrompeu, seus olhos ardendo nos meus. — Mas nada me irrita mais do que ver outro homem tocando em voc&ec
O silêncio era pesado, cheio de algo que queimava entre nós. Eu sentia o coração martelando contra o peito, a respiração ainda descompassada. Maximilian me olhava como se minha resposta fosse a única coisa no mundo que importava.Minha mente gritava para eu negar, para manter distância. Mas meu corpo… meu corpo já sabia a resposta antes mesmo de eu conseguir formulá-la.Engoli em seco, sentindo o peso da minha própria hesitação.— Max… — Comecei, mas parei.Ele não desviou o olhar, esperando.Soltei um suspiro trêmulo.— Uma chance. Só uma, e
Aqui estou eu, parado na frente do espelho do meu closet, com o estômago revirado. O que estou fazendo? Nunca pensei que um simples encontro pudesse me deixar tão... desconfortável. A sensação é de estar de volta ao colégio, tentando escolher a roupa certa para impressionar alguém. Como se eu fosse uma garotinha em seu closet, procurando a melhor peça para o grande momento.Olho para as minhas camisas, cada uma mais impecável que a outra, e, no entanto, nenhuma delas parece certa. Uma camisa preta, clássica, é descartada com um movimento impaciente. — Muito previsível. — Penso. Em seguida, minha mão alcança uma jaqueta de couro, mas, de novo, é rejeitada. — Talvez demais, não é isso que ela precisa ver. — Tento me convencer. O carro para em frente ao restaurante, e o valet abre a porta antes que eu tenha a chance de sair. O Nobu está impecável, como sempre. A fachada de vidro reflete a luz suave da cidade, e o ambiente dentro exala sofisticação e exclusividade. O calor da noite se mistura ao ar condicionado gelado do restaurante, e, ao ver Charlotte sair do carro, a imagem dela parece tão perfeita quanto o lugar. Ela está deslumbrante, e mesmo com a luz suave iluminando o rosto dela, é impossível não notar o brilho nos olhos dela, o jeito como ela ainda tem aquele sorriso tímido, mas que me faz querer mais.Um garçom se aproxima imediatamente, e antes que eu possa dizer algo, ele nos saúda com um sorriso educado.— Boa noite, senhor e senhora. A mesa de vocês já está pronta5.1 - Nobu
Depois de um momento de silêncio, resolvo quebrar o clima e tomar a frente.— Posso fazer os pedidos? — Pergunto, olhando para ela. Não sou do tipo que fica esperando muito tempo para tomar a iniciativa, então vou logo ao ponto. — Tem umas coisas no menu que eu quero que você experimente.Ela olha para mim, um sorriso divertido surgindo nos lábios.— Claro. Aposto que você sabe bem o que pedir. — Ela responde, meio brincando, mas com aquele toque de curiosidade no olhar.Eu me sinto à vontade, sabendo que ela está disposta a confiar no que eu escolher. Já tinha em mente o que eu queria que ela provasse.— Eu vou pedir o sashimi de
A comida foi maravilhosa, o vinho me deixou mais solto, mas, por mais que a noite tenha sido perfeita, eu não quero que ela acabe. Olho para Charlotte e vejo que ela também está à vontade, e de alguma forma, isso me faz querer que esse momento dure mais.Eu a observo, e a forma como ela ainda sorri, relaxada, como se o mundo lá fora não existisse, me faz querer mais disso. Mais dela. Eu sei que, se ela não fosse aqui, a noite teria acabado faz tempo. Mas ela está, e eu não quero que ela vá embora. Não agora. Não ainda.— Não quero que a noite acabe. — Digo, mais para mim mesmo, mas a voz sai baixa o suficiente para ela ouvir.Ela me olha, surpresa, e seus olhos brilham, talvez pela mesma sensação de q