Sorriso

Guilherme entrou em casa como um furacão. Nem deu tempo para Meg falar com ele, mesmo ela tendo tentado.

Ele tomou um banho rápido e, já vestido, pegava as chaves do carro e a carteira quando Meg bateu na porta do seu quarto.

— Entre — disse Guilherme.

Meg entrou.

— Tenho boas notícias, menino — disse ela, com um sorriso proposital no rosto.

— Pode dizer depois? Estou com pressa, Meg — respondeu ele.

Ele já ia saindo. Queimava só de pensar em Rosa, linda, perto do gavião do PK. Pra completar sua raiva — ou melhor, ciúmes — PK era um homem bonito.

Meg insistiu:

— Você vai amar.

Guilherme suspirou, impaciente.

— Que boas notícias, Meg?

— Rosa me procurou pra saber se eu não consigo um trabalho pra ela. Lá pertinho da minha casa tem um ateliê de costura. Falei com o dono, ele viu as costuras dela e ficou encantado. Vai arrumar um trampo pra Rosa — contou Meg.

Guilherme mudou de cor. O dia não poderia estar pior.

— Como é que é, Magnólia?! — exclamou ele.

O nome "Meg" foi um dos primeiros
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