— Aonde o senhor deseja conversar? — indagou, esfregando os olhos para certificar-se de que o homem à sua frente trajava apenas uma calça de moletom preta.— Não faça perguntas! — retrucou o mafioso, impaciente.A previsão do que viria em seguida já se formava em sua mente. Fechou a porta devagar e seguiu o homem até a ampla suíte.— Entre! — Ele mandou depois que abriu a porta.O ambiente, decorado com rusticidade, e quadros imponentes, refletia uma elegância sóbria. Recordando da exigência dele pela manhã, ela sentiu a pele gelar.— Devo tirar a roupa e me deitar? — Nervosa, ela gaguejou.Não tinha ideia do que fazer em sua primeira noite com mafioso. “E se ele for um homem violento na hora da transa?” O pensamento lhe ocorreu.Paolo piscou algumas vezes antes de abrir um sorriso enviesado.— Eu já volto. — Sem dar mais explicações, afastou-se e desapareceu por uma porta lateral.Com receio do que aconteceria em cima daquela cama, ela titubeou. Com um suspiro resignado, ela começou
Olhando para a vulva molhada, Don Morano esticou o braço e abriu a gaveta ao lado da cama para pegar o invólucro. Com um gesto prático, retirou a calça de moletom e rasgou o pacote da camisinha antes de desenrolar o látex ao redor de sua extensão dura.Cobrindo-a com seu corpo, ele se posicionou entre as pernas de Luísa, encaixando-se com precisão. Com os cotovelos apoiados ao lado de seu rosto, impulsionou-se para frente, deslizando e invadindo-a num ritmo lento..— Porra, que delícia! — rosnou, cerrando os dentes enquanto o corpo se entregava à sensação viciante.Continuou movendo para dentro e para fora, aguardando que Luísa se adaptasse às estocadas firmes. Subiu e desceu sobre o seu corpo mantendo o movimento de vai-e-vém. Os lábios se encontraram em um beijo ávido, enquanto as mãos dela percorriam as costas musculosas, cravando as unhas na pele quente do mafioso.Os gemidos de Luísa tornaram-se mais altos, seu corpo se enrijeceu, apertando-o em resposta. Paolo arqueou uma sobra
Pela madrugada, os corpos ainda permaneciam unidos. Embora Luísa estivesse exausta, Paolo tocava os pontos certos, provocando-a sem qualquer hesitação.Com renovada intensidade, ele a virou de costas para si, dominando-a novamente. Sua mão firme segurava a perna direita da mulher enquanto deslizava com facilidade em sua umidade, invadindo-a com avidez.— Cazzo, que gostosa! — proferiu, rouco, enquanto sua boca buscava o pescoço dela. Entre estocadas profundas, fitava o próprio membro rígido penetrando-a, um brilho satisfeito percorrendo seu olhar predador.Em um movimento ágil, Paolo a virou, guiando-a para que se sentasse sobre ele. Os corpos encaixaram-se com uma naturalidade instintiva.— Continue! — ordenou, segurando-lhe a cintura com força, impulsionando-a para cima e para baixo.Os movimentos inexperientes de Luísa se fizeram evidentes. Não estava acostumada a esse tipo de entrega; com Marcos, tudo era previsível e rápido, sempre na mesma posição, sem exploração.Dessa vez, Pao
— Ela saiu do seu quarto há duas horas, chefe. — E você deixou, farabutto? — O olhar inquisidor do mafioso escrutinou o guarda-costas. — Pensei que o senhor já tinha liberado a ragazza. Empertigando-se, Paolo encarou o homem mais baixo com um brilho frio nos olhos. — O nome da minha mulher é Luísa e, a partir de hoje, você vai monitorar cada passo dela. Hai capito? — Sim, senhor! Tomado pela fúria, Paolo voltou ao quarto e bateu a porta com força. Queria entrar em sua fenda quente para saciar o desejo que o consumia naquela manhã. Contudo, teve de ir direto para o banho, aliviar a tensão que percorria suas veias. Após o banho, ele vestiu um terno slim fit que valorizava o seu torso. Depois de arrumar os fios lisos com um corte asa delta, ele foi para varanda e segurou na balaustrada enquanto observava os seguranças que vigiavam a sua propriedade. O som das batidas rápidas na porta interrompeu o silêncio do ambiente. Logo em seguida, a voz firme da governanta ressoou: — Don Mor
— Toque Für Elise, de Beethoven. — A voz autoritária quebrou o silêncio. Don Morano olhou de esguelha para a mulher abraçada ao filho e então voltou a fitar o balanço com cordas penduradas nos galhos de uma frondosa árvore. De onde estava, os ouvidos aguçados de Paolo podiam escutar a voz calma de Luísa dizendo que amava o filho. — Fique aqui! — Ela pôs o menino sentado ao seu lado. — Quero brincar lá fora mamãe… — Contrariado, Enzo reclamou. Sobre o ombro, o olhar perspicaz de Paolo analisou o garotinho mexendo na orelha. — Preciso tocar outra música, querido! — Luísa argumentou em voz baixa. Levantando da cadeira, o menino correu até o grandalhão parado na porta. — Senhor Morano! — Enzo puxou a calça de Paolo. — Hã… — O olhar do mafioso desceu direto para a criança que media um pouco mais de 1,10 cm de altura. — O senhor pode deixar minha mamãe brincar um pouco comigo lá fora? — A voz terna indagou. — Enzo, volte aqui! — Envergonhada, Luísa chamou o filho. Contrariado,
Ela esperou pelo chamado, mas naquela noite, não houve nenhum convite para ir ao quarto dele. “Talvez ele esteja satisfeito ou apenas exausto da reunião”. Luísa concluiu. Era assim com o seu ex-marido. Marco sempre estava ocupado demais com o trabalho ou cansado demais para qualquer outra coisa até que a viu transando com sua meia-irmã. Por volta da meia-noite, Luísa deitou ao lado do filho, abraçando-o. Ficou observando o rostinho sereno da criança até que o cansaço venceu e, enfim, dormiu. Na manhã seguinte, levantou-se cedo e arrumou o filho para a escola. Desceu para o primeiro piso e foi para a cozinha. Enquanto colocava o lanche dele na bolsa, concentrava-se mentalmente nas músicas clássicas que poderia tocar para Don Morando. — Termine de comer o seu cereal, meu filho. — Luísa falou — Não podemos nos atrasar. — Beijou-lhe a bochecha antes de se afastar. Ao erguer os olhos, encontrou o olhar sombrio que a analisava. Don Morano não parecia tão satisfeito quanto na manhã anter
Quando as portas do elevador se abriram, o homem grandalhão a puxou para dentro e, sem se preocupar, pressionou-a contra a parede fria e a ergueu nos braços.Por entre suas pernas, Luísa sentia a ereção vigorosa esfregando-se compulsivamente. Os lábios dele chupavam os seus como uma fruta madura. O sino tocou, anunciando a abertura das portas. O rosto dela começou a queimar quando viu uma das funcionárias com um carrinho cheio de produtos de limpeza.Ambos saíram do elevador. Ele a puxou pelo corredor do segundo piso. Paolo caminhava à frente, puxando Luísa com firmeza, sem dar espaço para hesitações. A mente dela fervilhava, tremendo o julgamento dos empregados que a viam sendo levada para o quarto do chefe. A última coisa que queria era ser conhecida como a funcionária que transava por favores.Com um movimento brusco, ele segurou sua mão, acelerando o ritmo. Ela tropeçou no carpete, mas os braços musculosos de Paolo a pegaram com facilidade, como se ela não passasse de uma pluma e
Naquele ano, o homem com traços marcantes completava 22 anos. Paolo Morano possuía uma postura intimidadora quando se empertigou em seus 1,90 de altura. O italiano passou os dedos pelas veias que saltavam em suas têmporas e, em seguida, enterrou nos cabelos, jogando os fios lisos para trás enquanto o tio dirigia e reclamava em seu ouvido. — Temos que expandir os negócios da nossa família. Você precisa encontrar uma ragazza e… — Já disse que não vou casar! — Interrompeu o tio quando recusou com veemência. Vencido pela teimosia do sobrinho, ele desistiu de aconselhar. — O seu pai não está na cidade, então, temos que ir até Bari. Stefano cuidava dos homens e gerenciava os locais em que dominava. Já Francesco, pai de Paolo, sempre administrou a parte burocrática da organização. Estava sempre em reuniões importantes ou participando de jantares para manter a aliança com pessoas poderosas. Embora o clã fosse mais poderoso e sanguinário da região de Bari, os dois sempre divergiam, não ha