Minhas obrigações
— Ela saiu do seu quarto há duas horas, chefe.

— E você deixou, farabutto? — O olhar inquisidor do mafioso escrutinou o guarda-costas.

— Pensei que o senhor já tinha liberado a ragazza.

Empertigando-se, Paolo encarou o homem mais baixo com um brilho frio nos olhos.

— O nome da minha mulher é Luísa e, a partir de hoje, você vai monitorar cada passo dela. Hai capito?

— Sim, senhor!

Tomado pela fúria, Paolo voltou ao quarto e bateu a porta com força. Queria entrar em sua fenda quente para saciar o desejo que o consumia naquela manhã. Contudo, teve de ir direto para o banho, aliviar a tensão que percorria suas veias.

Após o banho, ele vestiu um terno slim fit que valorizava o seu torso. Depois de arrumar os fios lisos com um corte asa delta, ele foi para varanda e segurou na balaustrada enquanto observava os seguranças que vigiavam a sua propriedade.

O som das batidas rápidas na porta interrompeu o silêncio do ambiente. Logo em seguida, a voz firme da governanta ressoou:

— Don Mor
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