Depois do intenso confronto no porto, a adrenalina ainda corria em minhas veias, mas sabia que não podíamos nos dar ao luxo de relaxar. Era hora de agir.Convoquei uma reunião de emergência, reuni os capos no meu escritório, ciente de que algo muito maior estava em jogo. A sensação de que havia um traidor entre nós se tornava cada vez mais palpável.Quando todos chegaram, fechei a porta atrás de mim, selando o ambiente com uma tensão quase insuportável. Giovanni estava ao meu lado, seu olhar sério refletindo a gravidade da situação.— Vamos direto ao ponto. — comecei, meu tom firme e inabalável. — O que aconteceu no porto não foi um acidente. Alguém nos traiu, e precisamos descobrir quem.Carlo, sempre o pragmático, franziu a testa.— Você tem certeza disso, Don? Foi um ataque surpresa, e eles estavam em maior número.Ele tentava manter a calma, mas a inquietação era evidente em sua voz.— Não estou aqui para discutir possibilidades. Estou aqui para encontrar respostas. — respondi, de
Eu estava estranhamente tranquila enquanto passeava pelo shopping. As vitrines brilhantes, o cheiro de café recém-passado, o burburinho de vozes... Tudo parecia tão mundano, tão comum. Mas havia um vazio. Sofia. Ela não estava comigo, e por mais que eu tentasse ignorar, sentia sua falta.Depois de algumas horas, decidi ir para casa. Entrei no carro, e os soldados que Matteo designou para mim seguiram à frente e atrás. Meu mundo não era como o das outras mulheres. Nunca havia paz completa, nunca havia segurança absoluta. Mas eu já estava acostumada com isso. Ou pelo menos achava que estava.Foi rápido. Rápido demais.A primeira explosão atingiu o carro da frente. O vidro do meu veículo estilhaçou com a onda de choque, e eu gritei, instintivamente me encolhendo. O motorista tentou desviar, mas o ataque já havia começado. Disparos vieram de todos os lados, abafando os gritos e os sons de carros freando bruscamente ao redor. O metal se retorcia, os pneus chiavam no asfalto.— Senhora! Fiq
Cheguei em casa sentindo o peso dos últimos acontecimentos sobre meus ombros. O silêncio nos corredores me pareceu estranho, mas ignorei. Deveria estar acostumado. Caminhei pelos cômodos procurando por Angeline, mas ela não estava lá.— Onde está Angeline? — perguntei a um dos soldados na entrada.— Saiu, senhor. Foi ao shopping. — respondeu ele, sem hesitação.Assenti, afastando a leve irritação que subia pela minha garganta. Deixei passar. Ela precisava de espaço, e eu tinha outras preocupações.(…)As horas foram se acumulando, e o incômodo que antes era apenas uma fagulha se transformou em um incêndio.Peguei o telefone e liguei para um dos soldados que a acompanhava. Nenhuma resposta. Depois para outro. Silêncio.O gelo percorreu minha espinha. Algo estava errado.Antes que eu pudesse agir, um dos meus soldados entrou apressado pela porta. Seu rosto estava sujo de poeira e sangue seco manchava sua camisa. Mas o que realmente me fez parar foi o fato de que ele era um dos homens qu
O ambiente era frio e úmido. Eu estava sentada no chão, tentando manter minha respiração sob controle. Isabella estava ao meu lado, os olhos arregalados e cheios de medo, enquanto Olivia tentava acalmar a filha com palavras suaves, como uma brisa tentando dissipar uma tempestade.Precisava mantê-las calmas, mesmo que meu próprio coração estivesse prestes a explodir dentro do peito. O som da porta rangendo fazia meu estômago revirar, e cada segundo que passava parecia se arrastar, como se o tempo estivesse contra nós.— Matteo vai nos salvar. — sussurrei, mais para convencê-las do que a mim mesma. — Ele não vai deixar que nada aconteça conosco.Olivia assentiu levemente, mas Isabella apertou seus pequenos braços com força, buscando segurança na mãe. Eu podia ver seu corpo tremendo, sua respiração entrecortada pelo medo, e isso partia meu coração.A porta se abriu com um estrondo, e meu corpo imediatamente se enrijeceu. Dois homens entraram. Um deles, trazia um olhar cruel e satisfeito,
Acordei de madrugada com o rangido da porta se abrindo. O frio da noite se infiltrou no meu corpo enquanto sentia mãos fortes me arrastando para fora. O medo aperta meu coração, mas não consigo deixar de me perguntar onde estou. A cada passo, o ambiente ao meu redor se revela mais claro: estou em um casarão antigo, com paredes de pedra e um cheiro de mofo que parece acompanhar a escuridão.Fui levada para um escritório, onde a luz fraca de uma lâmpada pendente ilumina o rosto de um homem que se encontra ali.Sinto um frio na espinha, pois, embora não consiga lembrar de seu nome, algo em sua presença me parece estranhamente familiar. É como se uma sombra do passado estivesse prestes a se manifestar diante de mim.— Por que estou aqui? O que você quer? — minha voz tremula, mas eu me esforço para manter a compostura.O homem apenas sorri, um sorriso que não revela nada, mas que me faz sentir um nó na garganta. Ele se aproxima lentamente, e o reconhecimento vem como uma onda avassaladora
A escuridão da sala de reuniões envolvia meu espírito enquanto eu tentava traçar um plano para resgatar Angeline e Isabella. Meu coração estava pesado, a incerteza pesando como uma âncora. Sem saber quem as sequestrou, qualquer movimento que eu fizesse poderia ser um passo em falso. A impotência me consumia.Giovanni entrou, sua presença sempre imponente.— O que temos, Matteo? — ele perguntou, a voz baixa, mas firme.— Estamos no escuro. — respondi, batendo os dedos na mesa de madeira. — Nada que possamos fazer até descobrir quem está por trás disso. Precisamos de informações.— Eu posso fazer algumas perguntas. —Giovanni disse, um sorriso sombrio surgindo em seus lábios. — Mas precisamos agir rápido. O tempo não está a nosso favor.Decidi que era hora de pressionar um dos nossos rivais que havia sobrevivido ao último confronto no porto. Ele sabia algo.Peguei o telefone e mandei um aviso para que o homem fosse trazido até mim. A atmosfera estava carregada de tensão quando finalmente
Fui levada de volta para o cativeiro, e meu coração apertou ao perceber que Isabella não estava mais lá. No lugar dela, encontrei Olivia, machucada e no chão, com os olhos cheios de lágrimas. O desespero tomou conta de mim.— Onde está Isabella? — perguntei, minha voz tremendo.Ela apenas balançou a cabeça, soluçando, e disse que não sabia. Sua angústia era palpável, como se a dor que sentia a consumisse e a impedisse de pensar. Eu me agachei ao seu lado, tentando transmitir um pouco de esperança em meio ao desespero que nos cercava.— Eu não deveria ter feito isso... — Olivia começou, a voz entrecortada. — Pedi para Isabella mentir, para dizer que você havia empurrado ela. Eu... estou tão arrependida.Olivia parecia em choque, sua expressão perdida e assustada. As palavras dela ecoaram em minha mente, misturando compaixão e frustração dentro de mim. Sabia que ela estava agindo por medo, mas, ao mesmo tempo, isso poderia complicar ainda mais a nossa situação.O que aconteceria agora?
Dias Depois...A ideia de me vingar de Matteo se solidificou em minha mente como uma serpente venenosa, pronta para atacar. Ele pensava que tinha tudo sob controle, mas não fazia ideia de que eu havia arquitetado algo muito mais profundo. E Angeline seria a chave para minha vingança.Matteo se arrependeria, com certeza, de ter tirado a vida da minha esposa. Eu faria questão de que ele soubesse exatamente o quanto sua decisão tinha custado. Usaria Angeline, manipulando seus medos e inseguranças como um maestro diante de sua orquestra.Ela era uma menina fácil de enganar, e eu sabia disso. Sua compaixão, essa fragilidade, seria meu maior trunfo. Eu poderia convencê-la a fazer o que quisesse, a jogar suas cartas a favor da minha causa. Bastaria tocar na ferida certa, plantar a semente da dúvida em sua mente e assisti-la florescer em desespero.Assim que me aproximasse dela, falaria sobre como Matteo não se importava de verdade com os que amava. Eu faria com que ela se sentisse sozinha, i