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Capítulo 6 Monstro Devorador de Luxúria

Alberto

A mesa de trabalho estava lotada de documentos, mas há duas horas lia o mesmo contrato e não compreendia uma vírgula do que estava escrito. Os trovões do céu tempestuoso do fim de tarde cortavam os céus traduzindo seu mal humor perfeitamente.

Ele se levantou, lentamente, caminhando até a parede de vidro que mostrava a cidade aos seus pés. Um homem como ele aceitava NÃO como resposta.

Mas parece que sua teimosa e impulsiva odalisca pensava o contrário. Subestimou a capacidade de alimentar paranoias de Samanta. Não estava com paciência para esperar que ela se cansasse de fazer birra por causa de Catarina. Às vezes os dramas daquela mulher durava tempo demais.

Samanta agiu como uma esposa traída e ofendida pela imoralidade. A expressão dela quando viu o que estava acontecendo no anexo, só comprovava o que ele já sabia. Ela não foi feita para aquele mundo. A submissão total e as práticas intensas de BDSM eram demais para Samanta.

Alberto sabia que ela não ia voltar atrás em sua decisão de romper tudo entre eles, ela não hesitou ao proferir aquelas palavras, nem mesmo titubeou enquanto se desmanchava em lágrimas na sua frente.

Para ele, as coisas já tinham passado dos limites. Ela deveria entender de uma vez por todas que não tinha escolha.

Praguejou ao se lembrar dos cortes nos braços e no rosto dela. Não tinha percebido que Sam se machucou quando caiu no gramado da Masmorra durante a discussão.

Sacou o celular do bolso e enviou uma mensagem texto para sua secretária. Ela deveria providenciar um representante da joalheria Valiam o mais rápido possível.

A odalisca morena que povoava seus desejos mais lascivos e obscenos, era uma mulher emocionalmente intensa em todos os aspectos de sua vida.

Na verdade, ele nunca pensou que poderia ficar com uma mulher com o comportamento igual ao dela. Alberto sempre apreciou as garotas mais caladas, obedientes, e que se fingiam de santas. Todas as suas submissas que já teve, eram assim.

O oposto daquela morena sexy, que fazia seu corpo despertar só com a sua presença extravagante e chamativa, contrariando tudo o que ele determinou para sua vida.

O telefone da sua mesa tocou. Pegou o aparelho verificando a hora, precisava se apressar para o compromisso inadiável, essa noite no Fiorant. Samanta não poderia escapar.

- Sr. Darius, Marina Barbosa, a diretora de planejamento, pediu que eu o informasse que ela já enviou os contratos que o senhor pediu via e-mail.

- Obrigado, Gabriela. – agradeceu a sua secretária.

Alberto desligou o telefone, ainda com os olhos fixos na tela de seu computador. A proposta de negócios do imbecil chefe de Samanta ainda não havia chegado. Será que não foi claro o suficiente quando exigiu receber essa proposta ainda hoje?!

Uma batida na porta o fez se voltar irritado.

- Entre.

Vitório adentrou sua sala com um olhar crítico e desagradável, o mesmo que ele mantinha desde que ambos ficaram responsáveis pela Acrópole durante a ausência de Ícaro, o atual presidente da holding bilionária que sua família construiu.

- Não preciso de seus conselhos administrativos.

- Não seja irônico, não combina com você. – Vitório se serviu de uma dose de whisky no aparador de carvalho negro, e sorveu um gole da bebida. – Os sócios do clube estão perguntando por você, isso está ficando desagradável.

- Estou ocupado, não tenho tempo de ir até a Masmorra com frequência. E agora você pode contar com o Ícaro. Eu não vou voltar atrás no que disse ontem. Qualquer assunto pode ser resolvido com qualquer um de vocês dois.

- Você não pode ficar jogando suas responsabilidades para cima de mim. E daí que o Ícaro te dedurou para a sua mulher? Faça o que deveria ter feito a muito tempo. Inicie a sua namorada. – Vitório enfiou as mãos nos bolsos, sua postura ereta e altiva sempre irritou Alberto profundamente.

         - Isso não é da sua conta.

         - Você e o Ícaro precisa chegar a um acordo. Inicie a sua namorada. É o melhor que tem a fazer.

         Alberto cerrou os dentes, e cruzou os braços na altura do peito, observando seu irmão mais velho com a mesma expressão fria de sempre.

         - Faço isso quando você iniciar Lucila, como sua escrava.

         - Vai se foder. – Vitório respondeu baixo, seus olhos se estreitando cada vez mais. – Não coloque minha esposa no meio disso!

         - Sua bela esposa ninfeta não pode ser iniciada como uma das escravas sexuais que você gosta; mas a minha mulher deve se tornar uma submissa na Masmorra?! – Alberto soltou um sorriso cínico. – Não seja hipócrita. Enquanto eu viver, a Samanta nunca vai entrar em um clube BDSM.

         - Vai abrir mão totalmente da Masmorra e do que você é de verdade? – Vitório colocou o copo de cristal de volta ao aparador. – Você é a porra de um monstro sádico devorador de luxuria, nunca vai se encaixar fora do seu habitat natural. Quem está sendo hipócrita aqui, é você.

         - Pare de falar sobre coisas que você não sabe. – Alberto caminhou até o bar e se serviu novamente. – Samanta não foi feita para se submeter como as subs e escravas que eu já possui.

         - Como você pode ter tanta certeza? Ela já esteve na Masmorra, não?

         - O que você quer dizer?

         - Se ela esteve no clube e não se chocou com nada, ela pode se habituar perfeitamente a dominação. – Vitório pontuou, penteando os cabelos grisalhos com os dedos.

         - Ela não entrou no clube. Só esteve no jardim e no anexo.

         - O ponto é que agora que ela sabe parte do que você é, deveria aproveitar para inicia-la de uma vez. – Vitório colocou a mão em seu ombro. – Porque nós dois sabemos que você não vai aguentar muito tempo nesse seu papel de CEO irrepreensível.

         - Pense o que quiser. – respondeu se afastando, para se livrar do contato. – E de agora em diante, não quero ouvir o nome da minha mulher na sua boca.

         - Está arriscando demais por causa da sua arrogância. – Vitório andou até a porta, e se voltou antes de sair. - Me pergunto o que você vai fazer quando aquela morena linda e exuberante souber o que você realmente gosta e o que você é de verdade.

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