- Gabriel! Gabriel! – Chamei, preocupada, porém, ele não se mexeu.
– Enlil! – Testei seu verdadeiro nome, e ele abriu os olhos com muita dificuldade - Você está bem? – perguntei, ansiosa.
- Sim, só muito cansado, foi difícil sair de lá, havia muita magia protegendo a casa. – Fechou, novamente, os olhos, parecia dormir, achei que seria melhor alguém ficar acordado para vigiar.
Estava preocupada, principalmente, com Nix, além de não saber aonde estávamos, mas depois de duas noites sem dormir, acabei cochilando. Acordei com os primeiros raios de sol batendo no meu rosto e com alguns mosquitinhos voando sobre o meu nariz, que espantei com a mão, olhei para o lado e Gabriel ainda dormia pesado, devia ter gasto muita energia na fuga. Sentei-me, olhando em volta, tentando reconhecer o lugar, s&oacut
Eu fui para despensa, que estava recheada com muitas coisas boas, provavelmente, abastecida recentemente, esperando a chegada dos donos da casa. Peguei patê francês, torradas, azeitonas gregas, coração de alcachofras e macarrones e biscoitos suíços. “Esses caras vivem bem”, pensei, enquanto fazia a limpa, coloquei tudo na mesa da cozinha e ainda algumas garrafas de água de uma marca bastante cara. Ouvia Gabriel vasculhar a casa, até o momento que ele retornou, com um monte de notas de euro na mão.- Olhe só o que eu achei! – declarou feliz, me mostrando o dinheiro.- Vamos precisar de tudo isso? – indaguei me sentindo mal com isso.- Tem muito mais de onde eu tirei isso, eles devem esconder uma parte do dinheiro deles aqui – ele me explicou, mas ainda não justificava o que estávamos fazendo.- Não se preocupe, Diana, eles não senti
- Porque eu quero saber. Também, não entendo como todos nós nos entendemos mesmo tendo origens diferentes? – Continuei. - Isso é fácil, pois a maioria de nós fala muitas línguas, tivemos muito tempo para aprendê-las.- Onde estamos? – Perguntei, olhando a linda paisagem pela janela.- Toscana. – Ele respondeu, sem tirar os olhos da estrada.- Sempre quis conhecer este lugar e, agora, aqui estou como uma ladra fugitiva. – Disse, desanimada, - Não seja dramática. Você já este aqui antes e eu também. Já vi várias vezes estes campos, algumas vezes, destruídos e queimados, cobertos de cadáveres. – Falou, pragmático.- Quem está sendo dramático agora? – Perguntei, sarcástica. - Além disso, eu não me lembro de nada disso. – Ele, apenas, sorriu para mim.- Ac
- Eu falei que isso não seria problema. – Então, ele foi até uma mesa e abriu uma gaveta, retirando dela uma caixa, trazendo à para mim, colocando a em cima da mesa de centro. Fiquei surpresa, quando ele abriu a caixa, havia vários passaportes de diversas cores. Ele pegou um de capa vermelha, da República Italiana.- Esse deve servi. - Abriu e leu o nome. – Sophia Scaleno. Você será Sophia Scaleno. – Olhei a foto intrigada, a mulher não parecia nada comigo, pois era morena, com os cabelos lisos e negros e olhos castanhos.- Mas, ela não se parece nada comigo, Gabriel. – Disse, surpresa, como ele achava que poderia enganar alguém deste jeito.- Olhe de novo. – Falou, sorrindo, fiz o que pediu e a foto que estava no passaporte agora, era a minha e eu ainda me surpreendia com aquilo.
— Você precisa de roupas novas – disse Gabriel, quando arrumava uma pequena bagagem.— Você não vai querer que eu use as roupas das suas amigas, também – retruquei um tanto irritada, ele olhou para mim, divertido.— Não precisa ficar com ciúmes delas, elas só me ajudaram a superar a solidão desses milênios, enquanto eu buscava por você. – E me olhou como um cachorrinho perdido, tive que rir. Ele era um manipulador. — Vamos fazer compras, ainda temos tempo. – Eu ainda não conseguia me acostumar com aquele estilo de vida, em um momento estavam lutando, sendo sequestrado ou fugindo, e logo depois conversando, prosaicamente, sobre carros ou comidas ou fazer compras.Gabriel me levou a algumas das lojas mais descoladas de Roma, comprou o que gostava sem piscar, já estávamos c
O interior do avião começou a se encher de fumaça, não dava para ver quase nada, ouvíamos o barulho das sirenes dos carros de bombeiros que se aproximavam, alguém abriu a porta, neste momento, senti meu cinto de segurança ser aberto e me erguer do assento, depois, entrei em um turbilhão, sem entender o que estava acontecendo.Quando dou por mim, outra vez, estou deitada em algum lugar no meio da lama completamente encharcada e suja, o meu lado estava Gabriel em igual estado, ele respirava ofegante, limpando o rosto da água que dificultava sua visão.— Como você me encontrou? – perguntei, tirando meu cabelo enlameado do rosto.— Quando voltei para o saguão e vi que você havia sumido, pressenti que tinha o dedo de Salvatore, achei que a levariam o mais rápido possível de volta para It&a
— Vão descansar um pouco para repor as energias! – Kira ordenou, nos expulsando da sala, achei uma boa proposta.No meu quarto, encontrei uma fina túnica branca de algodão, provavelmente posta lá para eu dormir, a cama também estava cuidadosamente arrumada, então só me restava trocar de roupa e deitar. Contudo, apesar de estar muito cansada e me sentir confortável, não conseguia dormir, rolando de um lado para outro, sabia que meu problema era a falta de Gabriel, fechei os olhos, tentando descansar, quando senti uma leve brisa inflando a minha coberta e depois percebi um corpo ao meu lado, não precisei abrir os olhos.— Sua mãe não é conservadora? – perguntei com sarcasmo a Gabriel deitado junto a mim— Sim, mas não conseguia dormir sem você – Gabriel respondeu, então me aproximei dele e me aconchegando no seu peito,
QUE AS ESTRELAS GUIEM OS NOSSOS CAMINHOS.Quando a cena se desfez e água se tornou transparente outra vez, ficamos por certo tempo em silêncio, até eu levantar o rosto e olhar a minha volta, nesse momento, eu soube que era a única, que não sabia o que significava aquilo, me sentindo traída.— Helena conseguiu! – Kira exclamou, orgulhosa, quebrando o silêncio.— Vocês sabiam? – perguntei, ainda em dúvida, mas os olhares de culpa me atingiram com flechas.— Diana, vamos conversar! – Gabriel me puxou, suavemente, pela mão, me levou para o pátio de entrada. – Desculpe-nos, Diana, mas não podíamos contar a você. Estamos preparando este resgate há muito tempos, desde que soubemos da exposição no seu museu, por isso implantamos Helena
— É bom ter você outra vez conosco, Diana, de volta a família. – Fiquei surpresa com aquele comentário.— Por acaso, você é um dos meus irmãos?Imediatamente, lembrei-me da minha conversa com Hélio, na casa de Salvatore. Hermes deu uma gargalha, jogando a cabeça para trás.— Não, Diana, felizmente, não sou seu irmão, pois, com certeza, isso seria um problema para mim. – Ele não precisava explicar o que queria dizer com isso, era uma cantada, mas eu não estava muito a fim daquele papo.Jane e Hermes conversaram como velhos amigos, falaram sobre amenidades e citaram muitos nomes, que eu não sabia quem eram, depois ele levantou-se, dizendo:— Bem, foi muito bom jantar com vocês, mas infelizmente, alguém tem