POV: LAUREN
— Mamãe, por favor! Henry vai surtar quando descobrir o que você fez. — Exclamei, olhando para mais uma fornada de cupcakes saindo do forno, enquanto Theo, coberto de cobertura dos pés à cabeça, montava sua obra-prima com chocolate e confeitos coloridos. — Ele já comeu muito doce!
— Ah, Lauren, deixa o menino ser criança! — Minha mãe bufou, revirando os olhos, enquanto organizava a bancada. — Te criei assim, cheia de mimos e açúcar, e veja só, você se tornou uma mulher adulta e saudável. Então me deixe estragar esse pequeno anjinho à minha maneira.
Theo olhou para mim com os olhos brilhando de felicidade, a pontinha do nariz suja de chantili.
— A vovó é maravilhosa, Fada! — o pequeno completou.
Suspirei, já derro
POV: HENRYLauren estava visivelmente melhor após algumas semanas de repouso. Os exames indicavam que tudo estava dentro dos padrões normais, e isso nos trouxe um alívio imenso. Theodor se tornou ainda mais próximo dela, lendo para sua barriga todas as noites, contando histórias recheadas de promessas para o futuro irmão ou irmã, descrevendo brincadeiras e travessuras que compartilhariam.Desde o sangramento de Becker, eu simplesmente não permiti mais que ela dormisse sozinha. Essa mudança em nossa rotina nos aproximou de uma maneira intensa e inesperada. A mente dela era fascinante, brilhante, cheia de ideias e sugestões que tornavam nossas conversas sobre negócios não apenas produtivas, mas também prazerosas. Sem perceber, ela tirava um grande peso dos meus ombros, e eu me pegava ansioso para compartilhar cada detalhe com ela.— É
POV: LAURENO ar ficou denso entre nós, carregado de eletricidade e desejo. Meu coração martelava contra as costelas, e minha respiração tornou-se errática quando o calor do corpo dele se fundiu ao meu. O cheiro amadeirado e másculo de Henry me envolveu, despertando um anseio insaciável que fez minha pele arder.— Henry... — minha voz saiu em um sussurro vacilante, entre a hesitação e a entrega.Seus olhos, intensos e carregados de luxúria, capturaram os meus. Eles eram como um fogo inescapável, consumindo qualquer resquício de resistência que eu ainda pudesse ter. Meu corpo pulsava sob seu toque, cada centímetro de pele sensibilizado pela passagem ardente de seus dedos. Ele deslizou as mãos firmes pela curva da minha cintura, pressionando-me ainda mais contra si, e um arrepio delicioso correu pela minha espinha.<
POV: LAURENUm ofego escapou de mim. Meu corpo latejava, minha respiração se tornou irregular, e o calor entre minhas pernas era insuportável.Henry sabia exatamente o que estava fazendo comigo. E eu não queria que ele parasse.— Tão pronta para mim, minha Becker. — A voz de Henry saiu rouca, carregada de desejo e posse. Seu olhar escuro me devorava enquanto seus dedos deslizavam lentamente pelo tecido fino da minha calcinha, afastando-o apenas o suficiente para expor minha intimidade à sua exploração.O simples roçar da ponta do seu dedo sobre minha pele já me fez arfar, e um gemido entrecortado escapou dos meus lábios. Um riso abafado e satisfeito vibrou em seu peito ao perceber minha reação imediata.— Calma, pequena… — ele murmurou, os lábios curvando-se em um sorriso carregad
POV: LAURENEstava uma noite fria e chuvosa. Eu havia passado o dia inteiro planejando algo especial para Ethan e eu. Depois de tantos dias em que ele parecia distante e indiferente, achei que talvez um jantar feito com carinho pudesse nos reconectar. Preparei seu prato favorito e deixei a mesa impecável, com velas e flores. O cheiro do assado ainda preenchia a casa quando ouvi a porta da frente se abrir.— Ethan? — Eu chamei animada, enquanto saía da cozinha.Ele entrou sem sequer me olhar. Tirou o casaco molhado e o jogou no encosto do sofá, caminhando até a escada. Parecia exausto, mas também alheio, como se estar em casa fosse um fardo.— Você chegou mais cedo hoje. Preparei o jantar. Pensei que poderíamos comer juntos. — Meu tom era esperançoso.Ethan parou no meio da sala, finalmente me encarando com os olhos profundos e o queixo erguido, sua expressão estava carregada de desinteresse enquanto torcia o nariz.— Já comi. Tive uma reunião longa e não estou no clima para nada. Vou
POV: LAURENPeguei as chaves com determinação, pronta para confrontar Ethan. As fotos em meu celular mostravam claramente aquela mulher sentada em seu colo, rindo e bebendo com ele como se fossem um casal. Era por causa dela que ele havia mudado tanto?As palavras cruéis de Ethan não saíam da minha cabeça, cada sílaba um golpe em meu coração:— Você jamais será suficiente para qualquer homem. Seu útero infértil te torna incompleta. É incapaz de fazer alguém feliz.Minha raiva explodiu, e gritei no vazio do carro:— Eu o fiz feliz por três anos, Ethan! Isso não é justo!Desferi golpes no volante, sentindo a dor latejar em meus pulsos, mas era menor que a dor em meu peito. Meus olhos ardiam pelas lágrimas que se acumulavam, mas me recusei a deixá-las cair.Olhei novamente para as fotos no celular, sentindo os lábios tremerem e o coração esmagado pela dor. As palavras saíram em um sussurro desesperado:— Por favor, diga que isso é um mal-entendido. Diga que você não está destruindo o nos
POV: LAURENAntes que o pior acontecesse, senti braços fortes me puxarem com rapidez. Meu corpo girou, e caí sobre algo sólido. Permaneci de olhos fechados, meu corpo tremendo enquanto tentava entender o que havia acontecido.— Você está bem? — Perguntou uma voz masculina rouca e firme, perto do meu ouvido.Abri os olhos lentamente e encontrei um homem lindo à minha frente. Ele tinha cabelos escuros, olhos azuis intensos, e seu olhar sério parecia avaliar cada detalhe do meu rosto. Sua presença era tão imponente quanto a segurança que transmitia.— Leve o tempo que precisar. — disse ele, a expressão séria enquanto me observava.Só então percebi que estava deitada em seu peito firme e musculoso. Meu rosto queimou de vergonha, e me levantei abruptamente, tentando recuperar a compostura.— Me desculpe... obrigada por me salvar. — eu murmurei apressada, mas antes que pudesse dar outro passo, uma tontura intensa tomou conta de mim. Minhas pernas cederam, meu corpo ficou pesado, e a visão c
POV: LAURENAinda mergulhada nos meus pensamentos confusos, fui trazida de volta à realidade pelo som insistente de um celular tocando ao lado da maca. No visor, o nome da minha mãe, Amélia, piscava. Atendi rapidamente, ainda presa às emoções conflitantes.— Mamãe? — minha voz saiu baixa, carregada de incerteza.— Graças a Deus consegui falar com você! Estou te ligando há horas! — Ela exclamou, a urgência em seu tom era impossível de ignorar.— O que aconteceu? A senhora está bem? — perguntei, sentindo um aperto crescente no peito. — E o papai? Ele está bem?— Querida, precisamos que você fale com o seu marido. — Minha mãe foi direto ao ponto, sua voz trêmula com desespero. — A empresa do seu pai sofreu um golpe terrível. Estamos à beira da falência.Meu coração disparou.— O quê? Como assim, um golpe? — exclamei, sentando-me na cama com um movimento brusco, o celular quase escorregando da minha mão. — Mamãe, calma! Me explique exatamente o que está acontecendo!Do outro lado da linha
POV: LAURENDo outro lado, ele soltou uma risada seca, carregada de desprezo.— Que tipo de pergunta é essa? — Ele exclamou, impaciente, a irritação evidente. — Dediquei três anos ao seu lado, e você nunca foi capaz de engravidar. Está na hora de encarar a verdade, Lauren. Você é vazia, incapaz de gerar filhos. Aceite isso e pare de desperdiçar o meu tempo. Diga logo se aceita ou não as minhas condições.Um soluço escapou da minha garganta, suas palavras perfuraram meu coração de forma cruel, como ele sempre soube fazer. Meus olhos desceram para minha barriga, minha mão tocando levemente o tecido da roupa hospitalar. As lágrimas escorriam silenciosas, mas minha mente estava fervendo.Ergui o queixo, pensando no futuro, em tudo que estava em jogo. Eu precisava decidir. Minha família dependia de mim.— Se você aceitar as minhas condições e assinar a papelada do divórcio, hoje mesmo salvo a empresa do seu pai. — completou Ethan com frieza, ignorando completamente meus soluços. — E então,