O despertador tocou pela terceira vez, até que Alice finalmente se levantou, em um salto. O coração disparou, antes mesmo de seus pés tocarem o chão. — Droga, vou chegar atrasada de novo! — murmurou ao olhar a hora.Morar com os pais e dois irmãos, um de doze e outro de vinte anos, significava uma rotina caótica. Entre discussões sobre quem usaria o banheiro primeiro e a briga por café da manhã, sair no horário era quase um milagre. Ela correu para o banheiro, escovou os dentes com pressa e jogou água gelada no rosto. Seu cabelo ondulado, de tom loiro-mel, estava um caos. Mas não havia tempo para grandes ajustes, então fez um coque improvisado, colocou sua bolsa no ombro e desceu as escadas às pressas, desviando do seu irmão mais novo, Tomás, que bloqueava a passagem com uma mochila gigante.— De novo? Vai chegar atrasada. — Benício zombou, com um sorriso. — Já aviso, que não vou te dar carona. — Cala a boca, Benício! — Alice resmungou, pegando uma maçã da mesa antes de sair.Alice,
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