Eu a observava do outro lado do quarto, enquanto o peso da minha posição como chefe da máfia se acumulava em meus ombros. Angeline estava sentada à mesa, os dedos nervosamente brincando com a borda da toalha. Havia algo de diferente nela, uma distância que não conseguia ignorar. O brilho nos olhos dela, que costumava ser tão vibrante, agora parecia opaco, como se uma sombra a envolvesse.— Angeline, precisamos conversar. — disse, tentando quebrar o silêncio que se estendia entre nós como uma corda tensa prestes a se romper.Ela levantou o olhar, mas não encontrou o meu. Em vez disso, desviou a atenção para a janela, onde a luz do sol filtrava-se através das cortinas, criando padrões de sombras no chão.O que estava acontecendo com ela? O que a estava consumindo?— Não agora, Matteo. — respondeu, a voz baixa e distante, como se estivesse falando muito longe de mim.Eu sabia que ela estava evitando uma conversa, mas não podia deixar isso passar. O que quer que estivesse a atormentando,
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